Além das notícias do Brasil e do mundo, aqui compartilhadas, tudo sobre os bastidores da política em Dourados e no Mato Grosso do Sul, com textos inéditos em artigos, entrevistas e comentários de Valfrido Silva e colaboradores.
O presidente Jair Bolsonaro reconduziu o ex-ministro da Secretaria de Governo de Michel Temer, Carlos Marun, ao cargo de conselheiro de Itaipu. Andrezista de carteirinha e apoiador incondicional do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha, Marun se notabilizou, a ponto de virar ministro, depois que dançou na Câmara dos Deputados quando os parlamentares impediram o prosseguimento de denúncias contra Temer. A renomeação faz parte das negociações de Bolsonaro com o Centrão.
O secretário de Saúde de Mato Grosso do Sul, Geraldo Resende, afirmou que a instabilidade no Governo Federal diante da pandemia do novo coronavírus (Covid-19) pode aumentar o número de casos e de mortes por conta da doença. No final da manhã desta sexta-feira (15) o então ministro da Saúde, Nelson Teich, pediu demissão após 28 dias no cargo, o que gerou mais instabilidade no Governo Federal.
“Não dá para falar nada. Não sei quem vai ser o novo ministro. A única coisa que sei é que foi um mês perdido, jogado na lata do lixo. O momento é de oração. Gostaria de dizer que estou rezando um terço agora”. Ex-ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, agora ainda mais solicitado para entrevistas, inclusive da imprensa internacional. Mais cedo, logo após a notícia da demissão do seu sucessor, Nelson Teich, Mandetta foi ao Twitter desejar “força” ao sistema SUS.
Após pedir demissão do cargo, o ex-ministro da Saúde Nelson Teich não explicou o motivo de sua saída nesta sexta-feira (15) e disse que deu o melhor de si à frente do cargo. 'A vida é feita de escolhas, e hoje escolhi sair. Dei o melhor de mim nos dias em que estive aqui nesse período. Não é uma coisa simples estar à frente de um ministério como esse', afirmou.
A pressão pública do presidente Jair Bolsonaro para a troca do superintendente da Polícia Federal do Rio de Janeiro teve início duas semanas depois que um juiz eleitoral determinou o envio, justamente para a PF do Rio, de um inquérito eleitoral contra o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), filho do presidente. Na ocasião, o juiz determinou que a PF realizasse diligências contra o senador, como a tomada de seu depoimento.
O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) conclamou nesta quinta-feira (14) um grupo de empresários de peso a pressionar governadores pela reabertura do comércio. Ele disse que 'é guerra' e que o setor empresarial precisa 'jogar pesado' com os chefes de governo nos estados. 'Um homem está decidindo o futuro de São Paulo, decidindo o futuro da economia do Brasil', afirmou Bolsonaro, referindo-se ao governador paulista João Doria (PSDB), seu adversário político. 'Os senhores, com todo o respeito, têm que chamar o governador e jogar pesado. Jogar pesado, porque a questão é séria, é guerra.'
Não bastasse o efeito Lula, que faz o PT virar pó, em Dourados, onde o partido tinha uma das militâncias mais aguerridas do Brasil, a situação é ainda mais difícil, com a debandada de alguns de seus expoentes. Como o ex-vereador Dirceu Longhi, sempre ‘prefeitável’, de malas prontas para o Solidariedade, e o professor Ênio Ribeiro, outrora uma de suas reservas morais, que deve disputar a cadeira de Délia Razuk pelo PSOL. O ex-prefeito Tetila deve ser o próximo a cair fora.
Os depoimentos dos ministros Luiz Eduardo Ramos (Secretaria de Governo) e Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional) à Polícia Federal conflitam com a declaração do presidente Jair Bolsonaro de que não citou o nome da corporação na reunião ministerial de 22 de abril. Segundo os dois ministros militares, que prestaram depoimento nesta terça-feira (12), Bolsonaro mencionou o nome da PF ao cobrar relatórios de inteligência. Nesta terça, Bolsonaro declarou em entrevista: 'Não existe no vídeo a palavra Polícia Federal, nem superintendência. Não existem essas palavras'.
Está nas mãos do ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), a divulgação ou não do vídeo de uma reunião interministerial ocorrida em 22 de abril, na qual, segundo o ex-ministro da Justiça Sergio Moro, o presidente Jair Bolsonaro pressionou por mudanças na Polícia Federal.
Vereador, deputado estadual, prefeito de Campo Grande por dois mandatos, candidato a governador do estado e senador mais votado da história, presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado. Até aqui, este era o resumo da trajetória política do senador Nelsinho Trad. Agora, ainda convalescente, mas aliviado, como um dos contaminados da comitiva do presidente Bolsonaro que esteve com Trump, na Casa Branca, ele acrescenta mais um item: sobrevivente do coronavírus.
O crescimento da presença de militares no governo federal tem preocupado líderes partidários no Congresso Nacional. O deputado Fábio Trad (PSD-MS) apresentou à Mesa Diretora da Câmara um requerimento para que a Casa Civil envie uma lista com o nome de todos os militares que ocupam cargos no governo.
Quando o ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva deixou a carceragem da Polícia Federal, em Curitiba, em 8 de novembro do ano passado, lideranças partidárias avaliavam que, fora da prisão, ele poderia ajudar a organizar a oposição contra o presidente Jair Bolsonaro. Seis meses depois, porém, o petista não encontrou o protagonismo político que tinha no passado, mantém pouca interlocução com outros setores da oposição e praticamente não tem diálogo com segmentos da sociedade fora da esquerda.
Esta semana será decisiva para a PGR (Procuradoria-Geral da República) concluir se irá denunciar o presidente Jair Bolsonaro por corrupção passiva privilegiada, obstrução de Justiça e advocacia administrativa por tentar interferir na autonomia da Polícia Federal. De segunda (11) a quinta-feira (14), três ministros de Estado, seis delegados e uma deputada federal devem prestar depoimento no inquérito que investiga a veracidade das acusações do ex-juiz da Lava Jato Sergio Moro contra o chefe do Executivo.
“Depois de legislaturas(sic) marcadas por escândalos que culminaram até em prisão de muitas figurinhas carimbadas de então, a população de cidade do interior de Mato Grosso do Sul está escaldada que só. Confidências de alguns interessados em disputar mandato por lá são de que vai ser “uma batalha heroica” conquistar a confiança do eleitorado. Também, pudera!”. Alguma dúvida de que a famosa colunista do Correio do Estado está se referindo à terra de seu Marcelino?
Em 2019, 135 milhões de pessoas em 55 países e territórios venderam seus últimos bens para conseguir comprar comida ou já não tinham mais acesso a nenhum alimento. Entre as razões para essa crise alimentar, estão conflitos políticos e sociais, mudanças do clima e a deterioração econômica. Não havia na conta ainda o impacto da pandemia de Covid-19, que em 2020 fechou fronteiras, parou economias inteiras, deixou populações sem trabalho e pode levar outras 130 milhões de pessoas à falta de alimentos.
A cúpula das Forças Armadas e o Palácio do Planalto consideraram ofensivos os termos usados pelo decano do Supremo Tribunal Federal (STF), Celso de Mello, no despacho que autorizou o depoimento de três ministros militares no inquérito que investiga supostas interferências do presidente Jair Bolsonaro na Polícia Federal. Mello determinou que os generais Augusto Heleno, do Gabinete de Segurança Institucional; Walter Braga Netto, da Casa Civil; e Luiz Eduardo Ramos, da Secretaria de Governo, poderão ser tomados por 'condução coercitiva' ou 'debaixo de vara' caso eles não compareçam na data e horário que escolheram para serem ouvidos.
Enquanto seu colega médico e de parlamento Luiz Henrique Mandetta estava ministro da saúde, ele era um mero coadjuvante pandêmico. Agora, mesmo que – por razões óbvias – dividindo holofotes com o secretário de governo, Eduardo Riedel, o secretário de saúde, Geraldo Resende, está, como candidato natural à prefeitura de Dourados, tendo a chance que precisava para vender seu peixe, dia sim, outro também, na TV Morena. Ainda que de máscara!
Com os anos de estabilidade política que sobrevieram a queda de Fernando Collor, em 1992, a impressão que se tinha é que o impeachment era, de fato, um instrumento excepcional na política brasileira. Quatro presidentes e três reeleições mais tarde, o impeachment de Dilma Rousseff anunciava uma mudança na relação entre presidente da República e Congresso Nacional. Com base em acusação contestada, ganhava ares de relativa normalidade. O raro se tornava eventual. O argumento jurídico se tornava acessório da maioria política.
Na semana passada, dias após a saída de Sergio Moro do governo, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) fez uma constatação em uma conversa reservada sobre o agora ex-ministro da Justiça: 'É candidatíssimo'. No diálogo, Bolsonaro disse ter certeza de que Moro tem pretensões políticas e que será seu adversário na eleição presidencial de 2022. Para o presidente, antes mesmo de decidir sair do governo, o ex-juiz já planejava uma candidatura presidencial.