Além das notícias do Brasil e do mundo, aqui compartilhadas, tudo sobre os bastidores da política em Dourados e no Mato Grosso do Sul, com textos inéditos em artigos, entrevistas e comentários de Valfrido Silva e colaboradores.
Por determinação do ministro Celso de Mello, relator do inquérito aberto no Supremo Tribunal Federal (STF) para investigar as declarações do ex-chefe da pasta da Justiça Sergio Moro, três ministros do governo serão ouvidos pela Polícia Federal na condição de testemunhas das acusações feitas por Moro contra o presidente Jair Bolsonaro. Nos próximos 20 dias, Augusto Heleno, do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Walter Braga Netto, ministro-chefe da Casa Civil, e Luiz Eduardo Ramos, da Secretaria de Governo, devem prestar depoimento em local e data previamente agendado entre eles e o poder Judiciário. No entanto, se faltarem ao depoimento, podem ser alvo de condução coercitiva e obrigados a comparecer a unidade policial.
Engana-se quem pensa que a prefeita Délia Razuk vai assistir, de longe, ao desenrolar de sua sucessão sem pedir nada em troca. No bolso de seu tailleur ela carrega o nome de uma assessora da mais alta confiança, para sugerir como candidata a vice-prefeita, seja lá de quem for. Menos de Geraldo Resende, claro. E, como sonhar não é proibido, alinhava, ainda, um projeto para ser vice-governadora, em 22. Se Delcídio do Amaral não emplacar, pode ser de Eduardo Riedel mesmo.
O primeiro escalão do governo terá de prestar depoimento sobre a possível interferência política do presidente Jair Bolsonaro no comando da Polícia Federal. O procurador-geral da República, Augusto Aras, pediu, ontem, ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Celso de Mello, que os três integrantes palacianos citados como testemunhas pelo ex-ministro da Justiça e Segurança Pública Sergio Moro sejam ouvidos no inquérito aberto na Suprema Corte. Segundo o ex-juiz da Lava-Jato, o chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Augusto Heleno, e os ministros da Casa Civil, Walter Braga Netto, e da Secretaria de Governo, Luiz Eduardo Ramos, viram o presidente ameaçá-lo de demissão em uma reunião gravada no Palácio do Planalto, em 22 de abril, dois dias antes de deixar o cargo.
O presidente Jair Bolsonaro recebeu na manhã desta segunda-feira, no seu gabinete no Palácio do Planalto, o coronel da reserva do Exército, Sebastião Curió Rodrigues de Moura, um dos chefes da repressão à Guerrilha do Araguaia, nos anos 70, durante a ditadura militar. O encontro durou 25 minutos, entre as 10h20 e as 10h45, mas só foi incluído na agenda oficial do presidente às 21h22, depois de ser revelado pela coluna de Rubens Valente, do UOL, e após questionamentos da imprensa.
No momento que parte do universo político-partidário do País passou a defender abertamente o impeachment do presidente Jair Bolsonaro, o partido Novo afinou o discurso com o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, e optou por poupar o Palácio do Planalto. Os dirigentes da sigla e a bancada rejeitam a ideia de apoiar um eventual processo de impedimento e até mesmo de fazer oposição ao presidente da República.
04/05/2020 - 09h02Presidente nomeou Rolando Alexandre de Souza para o cargo de diretor-geral da Polícia FederalO presidente Jair Bolsonaro (sem partido) nomeou Rolando Alexandre...
O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) estuda tomar duas medidas que vão escalar a crise política de seu governo, evidenciada pela sua participação neste domingo (3) em um ato contra o Congresso e o Supremo Tribunal Federal. A primeira é fazer uma nova nomeação do delegado Alexandre Ramagem para o cargo de diretor-geral da Polícia Federal. A segunda, remover do Comando do Exército o general Edson Leal Pujol.
O presidente Jair Bolsonaro disse, neste domingo (3/5), ao demonstrar apoio a manifestação a favor do governo e contra o Supremo Tribunal Federal (STF) e Congresso Nacional, que tem o apoio do povo e das Forças Armadas, e e que 'chegou no limite'. O ato reuniu milhares de pessoas na Esplanada dos Ministérios.
A reaproximação de Jair Bolsonaro com os integrantes do Centrão, bloco parlamentar que ele integrou ao longo dos 27 anos como deputado federal, diz muito sobre a situação do presidente da República. Minado pelas crises que ele próprio criou, vendo os pedidos de impeachment se multiplicarem no Congresso, o chefe do governo acabou obrigado a buscar uma base parlamentar para chamar de sua, pressionado por uma crise sanitária mundial que provocará um número imprevisível de mortes e arrasará a economia.
O depoimento do ex-ministro da Justiça Sergio Moro na Superintendência da Polícia Federal, em Curitiba, durou 8h30. De acordo com uma fonte na corporação, ele detalhou as acusações — que fez no pronunciamento ao entregar o cargo — de que o presidente Jair Bolsonaro tentou interferir politicamente na PF. O ex-juiz levou novas conversas de aplicativo e outros arquivos digitais que serão periciados pela PF. São mensagens de WhatsApp, áudios e e-mails, inclusive trocados com outros integrantes do governo, além do presidente.
01/05/2020 - 09h50Prefeito destacou que tinha planos para começar reuniões em maio, porém pandemia paralisou possíveis encontros durante pré-campanhaPré-candidato a reeleição, o prefeito de...
A reação do presidente Jair Bolsonaro à decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que suspendeu a nomeação do delegado Alexandre Ramagem para diretor-geral da Polícia Federal, surpreendeu os integrantes da mais alta Corte do país e provocou uma corrente de apoio ao colega de tribunal. Os magistrados esperavam que o governo recorresse por meio da Advocacia-Geral da União (AGU). No entanto, o que se viu foi um ataque direto do chefe do Executivo a Moraes.
A decisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), de suspender a nomeação de Alexandre Ramagem para a direção-geral da Polícia Federal entra para a série de reveses que a corte impôs ao governo federal nos últimos dois meses e mantém pressão do tribunal sobre Jair Bolsonaro. Desde que a OMS (Organização Mundial de Saúde) declarou pandemia do novo coronavírus, em 11 março, o STF contrariou os interesses do Executivo em ao menos 12 ações.
29/04/2020 - 18h15Chefe da Justiça e Segurança Pública, André Mendonça mostrou alinhamento com presidente e pediu para que ele cobre mais operações da Polícia...
Nos 1.929 dias que durou o principal confronto militar em que o Brasil já se envolveu, a Guerra do Paraguai, morreram em média pouco mais de 25 pessoas por jornada, segundo as estatísticas capengas disponíveis do século 19. Nos 42 dias que se passaram desde que a Ceifadora passou a colher com a Covid-19 por aqui, faleceram em média 119,4 pessoas, dizem números só um pouco mais confiáveis, apesar de 150 anos separarem o fim da guerra do nosso tecnológico século 21.
Muito mais pela atipicidade das eleições deste ano – sem tempo hábil, por exemplo, para as famosas reuniões de pré-campanha – do que pelo seu vasto currículo como gestor testado e aprovado (coisa que o eleitor não costuma dar muita importância), o deputado Barbosinha está pintando como candidato de consenso para a sucessão de Délia Razuk. Pelo menos é o que tem melhor aproveitado para se manter na mídia nesses tempos de pandemia. Sem contar que é o candidato do establishment.
Após a saída de Sergio Moro do governo sob a alegação de interferência política na Polícia Federal, a nomeação do novo diretor-geral da corporação pelo presidente Jair Bolsonaro virou alvo de uma série de ações na Justiça e de resistência no Congresso. Bolsonaro oficializou no Diário Oficial da União desta terça-feira (29) os nomes do advogado André de Almeida Mendonça, 47, para substituir Moro no Ministério da Justiça e do delegado Alexandre Ramagem, 48, para a vaga de Maurício Valeixo na Diretoria-Geral da PF.
Durante reunião remota na Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso do Sul (Alems), ontem o deputado Pedro Kemp (PT) participou enquanto dirigia, em Campo Grande. A maioria dos parlamentares acompanha a audiência de casa ou do escritório, mas era possível notar que o petista estava dirigindo durante sua participação.
O inquérito aberto na segunda-feira pelo ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), para investigar as denúncias do ex-ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, contra o presidente Jair Bolsonaro deve ficar pronto em 90 dias. Porém, se demorar até novembro, poderá ficar sob a relatoria do ministro que Bolsonaro indicar para substituir Mello, que vai se aposentar naquele mês. A avaliação foi feita pelo ministro Gilmar Mendes, do STF, durante live realizada nesta terça-feira (28/04).
28/04/2020 - 05h07O nome do advogado foi publicado no Diário Oficial. Mendonça comandava a Advogado-Geral da UniãoO governo federal anunciou na madrugada desta terça-feira...