Além das notícias do Brasil e do mundo, aqui compartilhadas, tudo sobre os bastidores da política em Dourados e no Mato Grosso do Sul, com textos inéditos em artigos, entrevistas e comentários de Valfrido Silva e colaboradores.
No embate entre Sergio Moro e Jair Bolsonaro, o brasileiro acredita mais na versão do ex-ministro da Justiça e Segurança Pública do que na do presidente. O ex-juiz da Operação Lava Jato saiu do governo na sexta (24), após Bolsonaro exonerar contra a sua vontade o diretor da Polícia Federal, Maurício Valeixo. O ex-ministro fez um duro pronunciamento, e acusou o presidente de interferência política no órgão. Bolsonaro negou a intenção, disse que o diretor vinha se queixando de cansaço, e o caso será analisado pelo Supremo Tribunal Federal.
Primeiro foi Ramez Tebet, ministro da Integração Nacional por apenas três meses, em 2001, no governo FHC, chamado que foi para assumir a presidência no Senado. Depois Carlos Marun, ministro da Secretaria de Governo no último ano de Michel Temer. Agora, Henrique Mandetta, defenestrado da Saúde com pouco mais de um ano no ministério, pelo azedume dos bofes de Bolsonaro. No rescaldo disso pode sobrar para a santa Tereza Cristina, da Agricultura, que não tem nada a ver com o peixe.
O distanciamento do governo federal em relação ao DEM colocou em questão um possível prejuízo à posição da ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, que é deputada federal licenciada e integra o partido. O cenário é de uma péssima relação do presidente Jair Bolsonaro com o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ). A demissão do ex-ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta (DEM), e o rompimento do governador de Goiás, Ronaldo Caiado (DEM), alimentam ainda mais a rede de intrigas.
A Polícia Federal identificou o vereador Carlos Bolsonaro, filho do presidente Jair Bolsonaro, como um dos articuladores do esquema criminoso de fake news, segundo investigação sigilosa conduzida pelo STF (Supremo Tribunal Federal). Nos últimos meses, o presidente pediu informações, em reuniões e por telefone, de Maurício Valeixo, demitido da diretoria-geral da PF na última sexta (23). Valeixo resistiu ao assédio.
“Parabéns, Ministro Moro, pelo foco. Tal qualidade é rara! Em meio a uma guerra não se pode perder tempo com distrações, brincadeiras e fofocas. Tem gente morrendo, perdendo emprego, empresas quebrando...e gestores fazendo a festa. Conte comigo, porque para isso, minha paciência também é zero”. Postagem feita no Facebook por Soraya Thronicke um dia antes da queda do ex-juiz, agora também ex-ministro da Justiça. Será que a senadora douradense vai mudar de ideia?
Ao lado de ministros, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) disse que luta 'contra o sistema', rebateu na tarde desta sexta-feira (24) o ex-ministro da Justiça Sergio Moro e admitiu interesses pessoais em ações da Polícia Federal. Bolsonaro afirmou que Moro pediu a ele para que a troca do comando da Polícia Federal ocorresse depois de o ex-juiz ser indicado a uma vaga no Supremo Tribunal Federal. 'É desmoralizante para um presidente ouvir isso', afirmou Bolsonaro.
O procurador-geral da República, Augusto Aras, pediu ao STF (Supremo Tribunal Federal) que seja aberto um inquérito para apurar as acusações feitas por Sergio Moro contra o presidente Jair Bolsonaro no pedido de demissão do Ministério da Justiça e Segurança Pública. O pedido de Aras aponta a eventual ocorrência dos crimes de falsidade ideológica, coação no curso do processo, advocacia administrativa, prevaricação, obstrução de Justiça, corrupção passiva privilegiada, denunciação caluniosa e crime contra a honra.
A ala militar do governo Jair Bolsonaro entrou em crise com a bombástica saída de Sergio Moro do Ministério da Justiça e Segurança Pública. A retirada do apoio ao presidente é uma das hipóteses na mesa que, se concretizada, pode levar a uma renúncia. Dois fatos contrariaram os militares e fizeram elevar a pressão de setores importantes da cúpula da ativa sobre seus enviados ao governo.
Ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) enxergaram vários crimes que podem ter sido cometidos pelo presidente Jair Bolsonaro, segundo as revelações feitas nesta sexta (24) pelo ex-ministro da Justiça, Sergio Moro. Um deles é o crime de advocacia administrativa: segundo Moro, o presidente queria acionar relatórios de inteligência de investigações da Polícia Federal.
O ministro Sergio Moro (Justiça) decidiu entregar o cargo nesta sexta-feira (24) e deixar o governo de Jair Bolsonaro após a exoneração do diretor-geral da Polícia Federal, Maurício Valeixo, ter sido publicada nesta madrugada no Diário Oficial da União. Ele anunciou a saída do governo a pessoas próximas.
Para quem imagina utópica a eventual candidatura de Luiz Henrique Mandetta à presidência da República, lembrando que já foram dois os mato-grossenses que chegaram lá. Primeiro, o cuiabano general Eurico Gaspar Dutra, depois o campo-grandense Jânio da Silva Quadros. Sem falar noutro mato-grossense famoso, senador Filinto Muller, que mandou e desmandou nesse Brasilsão, começando como chefe de polícia da era Vargas até chegar às presidências do Senado e da poderosa Arena.
Em meio às crises política e sanitária provocadas pelo novo coronavírus, o ministro da Casa Civil, Walter Braga Netto, ganha força e emerge como o principal articulador político do governo. General da reserva, ele reformulou a estratégia do combate à pandemia em três eixos: dissolver o conflito interno, reconquistar o controle da comunicação sobre a administração da crise e reduzir o poder de fogo de opositores.
O presidente Jair Bolsonaro foi eleito com o discurso da 'nova política'. Entre outras, disse que não faria o 'toma lá, dá cá', tradicional negociação de cargos entre governo e Congresso, criticada pela população. Há quase um ano e meio no cargo, não se acertou com os parlamentares e, hoje, trabalha sem base sólida e depende dos presidentes da Câmara e do Senado para aprovar pautas do Executivo, sobretudo em meio à crise sanitária provocada pelo novo coronavírus. Agora, se deu conta de que precisa de suporte no parlamento para manter a governabilidade.
21/04/2020 - 09h11Presidente seguiu conselho da cúpula fardada um dia depois de participar de ato pró-golpe; Toffoli conversou com generaisSob pressão da cúpula fardada,...
Diante da pandemia do coronavírus os brasileiros não sabem mais se votam ou não para prefeito este ano. Mas de uma coisa todos têm certeza: a demissão de Henrique Mandetta antecipou o calendário eleitoral de 2022. E, dependendo, ainda, do rastro de destruição do vírus, o ex-ministro, cacifado até para a cadeira de seu algoz, está com tempo de sobra para iniciar, já, sua caminhada ao Parque dos Poderes ou para um retorno à Brasília, na pior das hipóteses, com deputado.
A senadora Simone Tebet afirmou que o Congresso e a sociedade estão se cansando do comportamento de Bolsonaro. No último domingo, o presidente participou de uma manifestação que pedia o fechamento do Congresso. Na manhã de segunda-feira, no entanto, ao ouvir de um apoiador na saída do Palácio da Alvorada uma frase de apoio à intervenção militar, sua reação foi instantânea: repreendeu o homem e defendeu firmemente a democracia. Esse tipo de comportamento imprevisível, segundo Simone Tebet, não condiz com o cargo mais importante do país.
O presidente Jair Bolsonaro se juntou a apoiadores da intervenção militar e do fechamento do Congresso e do Supremo Tribunal Federal em frente ao Quartel General do Exército, neste domingo (19), em Brasília. Em discurso de dois minutos, transmitido ao vivo por suas redes sociais, o presidente disse que não está disposto a ceder e que os políticos têm de entender que são submissos à vontade do povo. “Não queremos negociar nada”, discursou o presidente do alto de uma caminhonete branca para uma plateia que o aplaudia a cada frase de efeito. “Estou aqui porque acredito em vocês”, iniciou o presidente, começando a se desequilibrar no veículo. “Vocês estão aqui porque acreditam no Brasil”, emendou.
Relatora da CPI mista das Fake News, a deputada Lídice da Mata (PSB-BA) vê as digitais do presidente Jair Bolsonaro na disseminação de ataques e notícias falsas contra adversários políticos nas redes sociais. Para a deputada, Bolsonaro 'pula de galho em galho' em busca de um novo inimigo para manter a 'adrenalina' de seu 'grupo de cachorros loucos'. 'É assim que funciona o processo de construção de fake news no Brasil', disse Lídice ao Congresso em Foco.
O presidente Jair Bolsonaro decidiu nomear o almirante Flávio Rocha, chefe da Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE), para auxiliar na transição entre a gestão do ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta e o atual ocupante do cargo, Nelson Teich. Na prática, o militar será a voz do presidente dentro do órgão. A intenção é deixar o chefe do Executivo inteirado sobre tudo que ocorre na pasta e moldar as novas políticas de combate ao coronavírus, priorizando a abertura econômica. Rocha está na secretaria desde fevereiro e tem participado ativamente de eventos do governo, sempre ficando a par de decisões e ajudando o presidente a definir estratégias.