Além das notícias do Brasil e do mundo, aqui compartilhadas, tudo sobre os bastidores da política em Dourados e no Mato Grosso do Sul, com textos inéditos em artigos, entrevistas e comentários de Valfrido Silva e colaboradores.
Um grupo de cerca de dez pessoas, entre juízes e integrantes do Ministério Público, foi nesta segunda-feira ao Supremo Tribunal Federal (STF) entregar um abaixo assinado favorável à manutenção da decisão que autoriza prisão após condenação em segunda instância. Segundo o promotor Renato Varalda, do Distrito Federal, foram colhidas mais de 5 mil assinaturas. Outro abaixo-assinado, que pede que o entendimento sobre a execução de pena seja alterado, também será entregue nesta segunda-feira ao STF. Elaborado por um grupo de advogados, defensores públicos, juízes e promotores, o documento tem mais de 3 mil assinaturas, de acordo com o advogado Antônio Carlos de Almeida Castro, conhecido como Kakay.
Dona do voto que pode definir o futuro do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no plenário do Supremo Tribunal Federal nesta semana, a ministra Rosa Weber negou a liberdade a pelo menos 57 condenados que recorreram à corte para se livrar da cadeia nos últimos dois anos. Desde que o STF mudou sua orientação sobre prisões em segunda instância e autorizou o cumprimento da pena antes do esgotamento dos recursos em tribunais superiores, Rosa foi sorteada para analisar 58 habeas corpus apresentados por pessoas prejudicadas pela mudança.
Cobiçado como companheiro de chapa pelos até aqui pré-candidatos ao governo do Estado, o ex-prefeito de Dourados Murilo Zauith pode acabar ganhando a sorte grande, saindo ele candidato com o apoio dos três atuais pretendentes. Isto, caso se confirme a desgraceira toda que ronda as candidaturas de André Puccinelli e Reinaldo Azambuja. Quanto a Odilon de Oliveira, viria por absoluta inanição financeiro-eleitoral, como candidato a vice ou a senador. Absurdo? Esperem pra ver!
Desde o dia 8 de março, quando começou a janela de trocas partidárias, deputados federais e estaduais estão em intensas negociações para buscar uma performance melhor na eleição de outubro. A seis dias do encerramento do prazo para que essas migrações aconteçam, as maiores siglas do país, como PMDB, PSDB e PT estão, por enquanto, com saldo negativo. Ou seja, mais deputados fugiram dessas legendas do que se filiaram a elas. Também no sábado, termina o prazo da desincompatibilização, quando parte dos pré-candidatos precisa deixar seus cargos públicos.
O julgamento do habeas corpus do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Supremo Tribunal Federal (STF) e a ofensiva do petista para viabilizar a candidatura ao Palácio do Planalto lançarão os holofotes sobre a ministra Rosa Weber, uma figura discreta, avessa à exposição pública e que não tem o hábito de falar “fora dos autos” – a menos que se trate sobre o desempenho do Internacional nos gramados.
Contra o aborto, o casamento gay e a descriminalização das drogas. Apesar de propagandear um discurso de renovação e um deslocamento em direção ao centro, a cúpula do DEM persiste em posições conservadoras no debate sobre costumes. O partido, que há 11 anos resolveu se despir do nome PFL, agora percebeu que pode abocanhar uma parcela do eleitorado de centro —principalmente diante da crise do PSDB, antes o grande receptor desse tipo de voto.
O deputado andrezista Carlos Marun, (infelizmente) do Mato Grosso do Sul, só virou ministro do (des)governo Temer depois de ganhar notoriedade como o maior defensor de Eduardo Cunha, um dos maiores gângsteres da política nacional, preso em Curitiba. Cunha, que quando presidente da Câmara fez das tripas coração para aprovar o decreto de Temer sobre os Portos, que agora põe a República em polvorosa. Está tudo cada vez mais claro. E mais perigoso, para os emedebistas, claro!
Na esteira das investigações contra o entorno do presidente Michel Temer, o Ministério Público Federal apresentou uma nova denúncia na Justiça contra dois de seus aliados mais próximos: o advogado José Yunes e o coronel João Baptista Lima, presos quinta-feira na Operação Skala. Ambos foram acusados de integrarem organização criminosa ligada ao PMDB, por exercerem o papel de intermediários em repasses de propina. Como não possuem foro privilegiado, Lima e Yunes foram denunciados à 12ª Vara Federal de Brasília no último dia 21, dentro do caso conhecido como 'quadrilhão do PMDB'. Seus nomes foram incluídos em um aditamento enviado à Justiça pela força-tarefa da Operação Greenfield, da Procuradoria da República no Distrito Federal (PR-DF), conforme informações obtidas com exclusividade pelo jornal O Globo O caso está sob sigilo.
Assim como nos escândalos de Pasadena e da BR Distribuidora, sem falar da Lava Jato, essa história dos Portos, envolvendo o presidente Temer, pode se estender ao Mato Grosso do Sul. Tal qual Delcídio do Amaral e Vander Loubet, do PT, políticos do MDB estadual teriam ligações com os escândalos, via escritórios de advocacia sediados no litoral paulista. Tudo podendo explodir antes das eleições, afetando ainda mais projetos majoritários já ameaçados por outros escândalos.
Após um dia e meio de silêncio sobre a Operação Skala, o Palácio do Planalto afirmou na noite desta sexta (30), que o decreto de portos, que originou a operação, é uma tentativa para “criar narrativas que gerem novas acusações” contra o presidente Michel Temer (MDB). Em nota, o governo afirma que tentam “destruir a reputação” do emedebista usando “métodos totalitários, com cerceamento dos direitos mais básicos para obter, forçadamente, testemunhos que possam ser usados em peças de acusação”.
A cena integra um dos episódios da série 'O Mecanismo', produzida pela Netflix com base na operação Lava Jato, mas se ajusta com perfeição ao momento atual do País e constitui o retrato mais bem acabado da imagem ostentada hoje pela Suprema Corte brasileira. Nela, investigados atrás das grades vibram, a verter lágrimas de emoção, como se tivessem acertado as seis dezenas da loteria, ao anúncio da mais alvissareira notícia que poderiam receber: a de que seus processos haviam deixado a primeira instância e sido enviados ao Supremo Tribunal Federal. 'Foi pro Supremooo, estamos livres, vai todo mundo embora. Foi pro Supremooo', gritam.
Os tiros disparados contra os ônibus da caravana de Lula da Silva no Paraná lembram o “atentado” contra o então candidato a prefeito de Dourados, à época deputado Ari Artuzi, próximo ao distrito do Panambi. Assim como Lula da Silva e seus companheiros, o também fenômeno eleitoral douradense e seu motorista, ex-vereador Jorginho Dauzacker, saíram ilesos. Tanto lá como cá, a polícia não conseguiu identificar os autores do crime.
O presidente Michel Temer mantém o silêncio, até o momento, acerca da operação da Polícia Federal (PF) que prendeu, na manhã desta quinta-feira (29), dois de seus amigos mais próximos, o empresário José Yunes, ex-assessor especial da Presidência da República, e o ex-coronel da Polícia Militar de São Paulo João Baptista Lima Filho. Ambos, além do ex-ministro da Agricultura Wagner Rossi e do dono da empresa Rodrimar, Celso Antonio Greco, são alvos da Operação Skala, braço do inquérito que investiga se Temer, por meio do chamado Decreto dos Portos, teria beneficiado empresas do setor portuário em troca do pagamento de propina.
'Quero saber os motivos da prisão. Tenho certeza de que, se isso não for tratado com sensacionalismo, não enfraquece o governo porque o presidente Temer não tem nada a ver com isso. O decreto dos portos não beneficia a Rodrimar'. Carlos Marun, cujo cargo de ministro só se justifica nessas horas, para tentar defender um governo que vive a dar explicações pelo envolvimento em casos corrupção, depois da prisão de mais um grupo de amigos íntimos do presidente da República.
A Polícia Federal prendeu nesta quinta-feira (29), às 6h, o empresário e advogado José Yunes, 80, amigo e ex-assessor do presidente Michel Temer (MDB) na operação Skala. Também foram presos o coronel João Batista Lima Filho, o ex-ministro Wagner Rossi (MDB), aliados de Temer, e o empresário Antônio Celso Grecco, dono da Rodrimar, empresa que atua no Porto de Santos.
Tudo bem. André Puccinelli, com a influência do fanfarrão ministro Carlos Marun, do “popularíssimo” governo Temer, toma o PR (Partido da República) do arquirrival Londres Machado, de Fátima do Sul. Aí todas as lideranças e os seguidores de Londres, o político mais habilidoso do Estado, saem com ele do partido. Pra completar a lambança só falta entregar o PR a Edson Girotto, o pupilo cada vez mais atolado na lama asfáltica. Puccinelli, definitivamente, não é mais o mesmo.
O deputado Jair Bolsonaro (PSL) atravessou sem por os pés no chão os 70 passos que separam a porta do saguão de desembarque do aeroporto Afonso Pena, em São José dos Pinhais (PR), até a rua onde estava estacionado o caminhão de som dos seus simpatizantes.
O empresário Murilo Zauith está deixando o PSB para assinar ficha e assumir o comando do Democratas. Como até agora a figura de maior expressão estadual do novo partido do ex-prefeito era a deputada federal andrezista Tereza Cristina Corrêa da Costa, Zauith pode estar repensando a proposta de ser candidato a vice-governador de Reinaldo Azambuja. A menos que André Puccinelli faça parte do pacote, para ser candidato a deputado federal, também com Azambuja.
O presidente Michel Temer anunciou, na semana passada, sua pré-candidatura à reeleição, mas encontra dificuldades de costurar alianças em torno de seu projeto com partidos que hoje são da base do governo, como PSC, PRB, DEM, PP, SD e PSD, por exemplo. Diferentemente das eleições presidenciais anteriores, em que as legendas se agrupavam em torno do PT e do PSDB, desta vez a pulverização de aspirantes ao Palácio do Planalto levará a uma fragmentação de apoios.
O diretor vice-presidente da Riachuelo, empresário Flávio Rocha, se filiou ao Partido Republicano Brasileiro (PRB) e anunciou sua pré-candidatura à Presidência da República. A decisão foi oficializada em encontro realizado na Liderança do partido na Câmara, na manhã desta terça-feira (27). Na última semana, o coordenador do MBL, Kim Kataguiri, declarou apoio ao empresário na corrida eleitoral.