Além das notícias do Brasil e do mundo, aqui compartilhadas, tudo sobre os bastidores da política em Dourados e no Mato Grosso do Sul, com textos inéditos em artigos, entrevistas e comentários de Valfrido Silva e colaboradores.
Caso se confirme, uma questão de ordem a ser apresentada pelo ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), na sessão plenária desta quarta-feira (21) terá sido o clímax de uma tensão crescente na corte diante da iminência da prisão do ex-presidente Lula, que pode sair já na próxima semana. O magistrado, que tem fama de ser 'voto vencido' por constituir minoria em muitos julgamentos, é relator de duas ações que questionam a constitucionalidade da prisão depois de condenação em segunda instância – caso de Lula, sentenciado a 12 anos e um mês de cadeia. Imbuído de sua tendência a divergir, Marco Aurélio pode jogar a fagulha definitiva no ambiente cada vez mais inflamável do Supremo.
A continuarem como estão as coisas não demora e Délia Razuk poderá ter que entregar as chaves da prefeitura ao Ministério Público. A última decisão dos promotores, dando à prefeita um prazo de dez dias para que ela demita vinte por cento dos funcionários comissionados para poder suprir as deficiências nos setores essenciais, como saúde e educação, é uma espécie de cartão amarelo. Ou cumpre a Lei de Responsabilidade Fiscal ou entrega a rapadura.
A iminência de um decreto de prisão contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva nos próximos dias levou ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) a reforçarem a pressão na Corte para que a execução de penas em segunda instância volte a ser debatida pelo plenário. O ministro mais antigo, Celso de Mello, convocou os colegas para uma reunião de emergência ainda nesta terça-feira, na qual o tema deve ser o principal assunto. Apesar da investida dos colegas, a presidente da Corte, Cármen Lúcia, reafirmou na segunda-feira que não vai pautar a matéria.
O Tribunal Regional Federal da 3ª Região concedeu habeas corpus ao empresário João Amorim, ao e ex-deputado Edson Giroto e demais réus da Operação Lama Asfáltica, presos há dez dias. Decisão do STF havia revogado liminar que matinha oito presos na 2ª fase da força-tarefa em liberdade no dia 6 de março, mas agora, todos devem ser soltos ou deixar a prisão domiciliar. A decisão de hoje foi com base no recurso que livrou da cadeia o chefe deles, André Puccinelli, em fevereiro.
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes alfinetou nesta segunda-feira, de uma vez só, a presidente, Cármen Lúcia, e os demais ministros da Corte. Primeiro, Mendes criticou a recusa de Cármen em pautar a rediscussão sobre a execução de pena após análise em segunda instância. Depois, apontou o dedo para seus colegas, os quais, segundo ele, adotam postura ativista em suas decisões. Nos dois casos, foi irônico. Mendes disse que a análise de pedidos de réus presos ou com possibilidade de serem presos é prioritária no STF. E avaliou que discutir ou não a pauta de um habeas corpus é 'coisa de Direito achado na rua'.
O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), afirmou neste domingo (18) que evitará a polarização em sua campanha a presidente e prega a conciliação nacional, citando o ex-presidente Juscelino Kubitschek (1956-61). 'Deixo de lado os pesadelos do passado. Não vou ficar brigando por coisa de PT, não sei o quê, mas vou olhar para o futuro.' Em entrevista à Folha de S. Paulo dentro de um carro que o levava da votação na prévia tucana para o governo do Estado para o Jaraguá, onde entregou um conjunto habitacional, o tucano disse que dará ênfase a infraestrutura, geração de emprego e redução da desigualdade.
Ao insistir na invocação a Benito de Paula durante o périplo emedebista pela região do Bolsão para tentar fazer ver que “tudo está no seu lugar” o ministro Carlos Marun só reforça sua condição de Bobo da Corte, conforme reiterado nos últimos dias aqui neste site. O corpo de Marielle Franco ainda quente e o governo Temer cada vez mais chafurdado no mar de lama da Lava Jato, seus colegas de “lama asfáltica” aqui no estado na cadeia e o ministro sambando, sambando. Um escárnio.
O presidente Michel Temer (MDB) já comunica a aliados que tentará a reeleição nas eleições gerais de outubro. A decisão contraria o que o próprio emedebista disse a aliados quando assumiu o governo, em 2016, na iminência do impeachment da então presidente Dilma Rousseff (PT): em troca de apoio político e diante de uma base de sustentação instável, comprometeu-se a não disputar a corrida presidencial, abrindo espaço para postulantes de PSDB e DEM, por exemplo.
Embora o assunto esteja formalmente interditado entre petistas, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva já discute com aliados como proceder caso seja determinada sua prisão. Segundo interlocutores, o ex-presidente avalia a hipótese de se apresentar, evitando a produção de imagens negativas típicas de uma operação policial.
A menos de sete meses das eleições, são muitas as incógnitas em torno da disputa eleitoral. Para começar, quantos e quais serão os candidatos. Condenado à prisão e líder nas pesquisas, o ex-presidente Lula conseguirá concorrer? O deputado Jair Bolsonaro (PSL-RJ) terá fôlego para vencer a disputa mesmo em um partido pequeno? Qual a força dos demais pré-candidatos?
O ex-prefeito de Campo Grande Nelsinho Trad confirmou ao Correio do Estado deste sábado que a tendência é de que ele e seus dois irmãos – o prefeito Marcos Trad e o deputado Fábio Trad – apoiem o projeto de reeleição do governador Reinaldo Azambuja. Nelsinho, claro, se a Justiça deixar, concorrendo ao Senado numa das vagas destinadas pelos tucanos aos aliados. É o troco a André Puccinelli, que em 2014 fez jogo duplo com Delcídio do Amaral, dando a eleição a Azambuja.
Há pouco mais de 20 anos, Fernando Henrique Cardoso esteve em Sumaré, no interior de São Paulo, para inaugurar a primeira fábrica de veículos da Honda no Brasil. Era outubro de 1997. O tucano presidia o país, conseguira aprovar recentemente a emenda que permitia sua reeleição e intensificava a agenda eleitoral. FHC dividiu as fotos e os discursos com o correligionário Mario Covas, governador de São Paulo. Tratava-se de um evento típico de pré-campanha. A presença da dupla conferia prestígio à montadora, mas também a ambos, que tirariam dividendos eleitorais de um ato que anunciaria grande geração de empregos.
Primeiro Reinaldo Azambuja disse que a disputa interna entre tucanos pelo Senado revigora o partido. Agora, o governador defende amplo entendimento para construir uma ampla aliança com os aliados. A leitura mais sensata disso tudo é que Azambuja não tem como escapar ao apoio, pra valer, à candidatura do sempre cri-cri representante da Grande Dourados, Geraldo Resende, para a vaga reservada aos tucanos e a dos aliados cabendo ao ex-prefeito de Campo Grande Nelsinho Trad.
“Eu entendo que quem vem aqui e olha, observa de forma clara e evidente que as exigências do TAC foram cumpridas. Se você olhar a erosão que tinha aqui na frente e ver que foi solucionada. O problema poderia cortar a pista e impedir o trânsito de Campo Grande para Terenos. Iria também danificar a linha férrea”. Tudo conforme a exigência do próprio TAC, explicou hoje o ex-prefeito Nelsinho Trad, in loco, um dia depois de condenado por improbidade administrativa.
O ex-presidente Lula custou, mas já entendeu que não adianta confrontar a Justiça brasileira, ao contrário de seus seguidores petistas e esquerdistas em geral. Ou melhor, talvez tenham resolvido dividir as tarefas: enquanto ele revê seu discurso, garantindo que não vai fugir do país nem promover atos de contestação à ordem de prisão que considera injusta, mas inevitável, seus seguidores fazem besteira, inclusive no site oficial do PT, que republicou uma fake news acusando a presidente do Supremo, ministra Cármem Lúcia, de ter comprado a casa onde mora de um doleiro, com insinuações de ilegalidades que nunca existiram.
O ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun, confirmou nesta quinta-feira (15) que vai se licenciar do cargo para voltar à Câmara e pedir a abertura de processo de impeachment contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luís Roberto Barroso. 'Em base da lei do impeachment, nós passamos a redigir esse pedido baseado na evidente atuação politico-partidária e na sua falta de decoro no momento em que se sentiu no direito de desrespeitar os três poderes da República. O cidadão pode pleitear. Para que não se estabeleça essa confusão, me licenciarei e farei a entrega no Senado desse pedido', disse o ministro em entrevista ao canal NBR, do governo federal.
O assessor para assuntos aleatórios Edinho Neves não deve andar fazendo direito a lição de casa. Só isso para justificar o que beira à insânia, do ministro Carlos Marun, de investir contra o Supremo Tribunal Federal, pedindo o impeachment do ministro Luiz Roberto Barroso. Daria até para levar a sério, não fosse Marun preposto de André Puccinelli, preso da Lama Asfáltica, e, pior, plenipotenciário defensor de Eduardo Cunha, um dos maiores gângsteres da política nacional.
Quinta vereadora mais votada do Rio de Janeiro em 2016, com o voto de 46.502 mil eleitores, Marielle Franco (Psol) foi assassinada a tiros na noite desta quarta-feira (14), na região central do Rio de Janeiro, no bairro do Estácio. Com 39 anos, a parlamentar de primeiro mandato estava dentro de um carro e foi morta junto com o motorista que a conduzia na volta de um evento na Rua dos Inválidos, na Lapa, segundo registros da imprensa fluminense.
O juiz Sergio Moro aceitou, nesta quarta-feira, a denúncia contra o ex-senador Delcídio do Amaral e mais dez pessoas pela compra da refinaria de Pasadena, no Texas, realizada em 2005 pela Petrobras. A denúncia havia sido apresentada pelo Ministério Público Federal em dezembro do ano passado. Nela, os procuradores da força-tarefa da Lava-Jato afirmam que a belga Astra Oil, dona da refinaria, pagou US$ 17 milhões em propinas a ex-funcionários da Petrobras e ao ex-senador petista.
O agora petebista Nelsinho Trad teve seus direitos políticos suspensos por três anos. A canetada, do juiz da 2ª. Vara de Direitos Difusos de Campo Grande, David de Oliveira Gomes Filho, fui publicada hoje. A encrenca, o não cumprimento de um TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) por causa de um aterro, que pode enterrar a candidatura ao senado do ex-prefeito. Seus sucessores Alcides Bernal e Gilmar Olarte também foram condenados. Mas, ferimento leve. Nada que o TJ não alivie.