Além das notícias do Brasil e do mundo, aqui compartilhadas, tudo sobre os bastidores da política em Dourados e no Mato Grosso do Sul, com textos inéditos em artigos, entrevistas e comentários de Valfrido Silva e colaboradores.
O eleitor brasileiro está mais indignado do que nunca com os políticos brasileiros e dará mais trabalho para ser convencido pelos candidatos naquela que se apresenta como a eleição mais indefinida da história do país. A constatação é do diretor do Datafolha, Mauro Paulino. Para ele, a economia deve perder o posto de principal preocupação do eleitorado, durante o processo eleitoral, para a segurança pública e a saúde, o que poderá dar um tom mais emocional à campanha.
Nascido de um racha no PCB, o PPS fez jus à sua origem e decidiu, rachado, “romper” com a prefeita Délia Razuk. De verdade, o que conta, mesmo, é o descontentamento de Marisvaldo Zeuli, que, mesmo “rompido”, não perde o salário de vice-prefeito. O vereador Silas Zanata continua na base aliada, para não desalojar seu exército socialista da prefeitura, da mesma forma o cantor que mais entende de trânsito no Brasil, Carlos Fábio. É, não se faz mais comunista como antigamente.
A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) recebeu nesta terça-feira denúncia contra o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR). Ele foi transformado em réu e será investigado em uma ação penal por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Jucá, que não era réu na mais alta corte do país, se tornou o primeiro com denúncia recebida em decorrência da delação dos executivos da Odebrecht. Ele foi acusado de ter recebido propina da empresa em valor de R$ 150 mil, disfarçada de doação eleitoral para o partido em 2014. Em troca, o parlamentar teria apresentado emendas para favorecer a empreiteira.
Depois da oportunidade perdida em 2010, quando Murilo Zauith chegou fungando no cangote de Waldemir Moka, Dourados volta a sonhar com seu senador. E a chance de Geraldo Resende está nos números da última pesquisa encomendada pelo governo do Estado, já que os dois ponteiros, Zeca do PT e Nelsinho Trad, estão pra lá de enrolados com a Justiça. Em terceiro, na mesma pesquisa, para governador, Reinaldo Azambuja certamente não vai correr risco com um sem-votos em sua chapa.
Documentos da Receita Federal revelam que o patrimônio declarado do senador Aécio Neves (PSDB-MG) triplicou após a eleição de 2014, quando foi derrotado por Dilma Rousseff (PT) no segundo turno. O salto foi de R$ 2,5 milhões em 2015 para R$ 8 milhões em 2016, informa a Folha de S.Paulo. De acordo com a reportagem, o crescimento é resultado de uma operação financeira entre Aécio e sua irmã Andrea Neves envolvendo cotas que o senador detinha em uma rádio, a Arco Íris, da qual foi sócio durante seis anos.
A decisão do secretário de Saúde, Renato Vidigal, de abrir sindicância para investigar a frequência dos médicos da rede municipal, aí incluído Jamal Hadad, presidente da Unimed, provocou uma reação da cooperativa, que pode desembocar em ação judicial. A acusação é de que a Unimed se uniu ao arquirrival da prefeita Délia Razuk, Geraldo Resende, também médico cooperado, para desancar a administração em site ligado a outro conglomerado de saúde. Vai faltar esparadrapo.
O deputado federal Geraldo Resende (PSDB) cobrou nesta segunda-feira regras claras da Executiva Estadual tucana para a escolha dos dois nomes que vão disputar o Senado da República na chapa majoritária encabeçada pelo governador Reinaldo Azambuja (PSDB). 'O partido precisa tratar essa questão com transparência e respeito aos pré-candidatos, definindo logo os critérios que serão empregados pela Executiva Estadual na escolha dos nomes', enfatiza Geraldo Resende. 'Não é sensato que cada dia surja um nome novo para a vaga sem que aqueles que estão na legenda, como meu próprio nome, do secretário de Infraestrutura, Marcelo Migliori, e do secretário de Governo e Gestão Estratégica, Eduardo Riedel, sejamos ouvidos pela direção estadual', completa.
Acostumado a viver sob a proteção de metralhadoras do pessoal da PF, o juiz aposentado Odilon de Oliveira estaria propenso a rever sua candidatura pelo PDT em busca de maior segurança eleitoral do PSL do líder da “bancada da bala” na Câmara Federal, deputado Jair Bolsonaro, o presidenciável da vez. O motivo, mais que a folha corrida do rabo-de-cavalo Dagoberto Nogueira, a insistência dos asseclas de João Leite Schimidt em querer meter o bedelho em sua campanha.
'Este nosso encontro talvez fosse improvável', sugeriu Guilherme Boulos no lançamento de sua pré-candidtura presidencial, diante de Caetano Veloso e um cortejo de celebridades. Improvável por quê? 'O que nos uniu foi o avanço do conservadorismo, que nos forçou a buscar alianças novas', explicou o candidato pelo PSOL. De acordo com a narrativa que vai sendo alinhavada pela esquerda, o Brasil já não vive numa democracia.
O Partido Socialismo e Liberdade (Psol) oficializou a pré-candidatura à Presidência da República de Guilherme Boulos, coordenador do Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST). A ativista indígena Sônia Guajajara compõe a chapa como candidata a vice-presidente. A escolha ocorreu durante a Conferência Eleitoral da legenda, em São Paulo, na tarde deste sábado (10).
O presidente Michel Temer se reuniu neste sábado com a presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia. O encontro foi combinado durante a semana e ocorreu na casa da ministra. A conversa teria sido sobre temas que estão na pauta do Judiciário e do Executivo - entre eles, segurança pública. Como presidente também do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Cármen Lúcia determinou a formulação de um cadastro nacional de presos, que deve ser concluído em maio. Os dados serão públicos e poderão orientar o governo na formulação de políticas públicas no setor.
Deu na folha de dourados: “Aliados e adversários torcem pela candidatura de Geraldo ao Senado”. Não deixa de ser estranho, tendo em vista a linha editorial do jornal, de ataques sem dó nem piedade ao parlamentar. Ainda mais quando a matéria vem ilustrada por uma foto com Geraldo Resende e Délia Razuk esbanjando sorrisos durante a última visita dele ao gabinete da prefeita. Novos tempos, ou estratégica colocação de minas para explodirem no caminho do adversário?
A imagem do ex-deputado Edson Giroto agredindo uma equipe de reportagem ao voltar ontem mais uma vez à cadeia remete o eleitor automaticamente à outra imagem não menos forte – de uma das pontes por ele construídas no governo André Puccinelli indo água abaixo em efeito dominó. Daí, um pulo para que o ex-governador afunde também nas pesquisas eleitorais e pare de afrontar o judiciário, brincando de ser candidato a governador para, enfim, ir cuidar de seus netinhos.
No primeiro dia da janela partidária, o novo partido do pré-candidato à Presidência Jair Bolsonaro (RJ), foi o que registrou o maior ingresso de deputados. Além de Bolsonaro, outros sete parlamentares migraram para o PSL. Entre eles, Eduardo Bolsonaro (SP), seu filho, e outros integrantes da chamada bancada da bala, como os delegados Waldir (GO), Francischini (PR) e Éder Mauro (PA) e o Major Olímpio (SP).
O ex-deputado federal e ex-secretário estadual de obras, Edson Giroto, se apresentou à Polícia Federal em Campo Grande na manhã desta sexta-feira (9), depois de o STF ter negado habeas corpus que revogava a prisão dele, do empreiteiro João Amorim, do fiscal da Agesul Beto Mariano e do empresário Flávio Schrocchio. Todos já estão preso, de novo. Antes de se apresentar Girotto agrediu auma repórter do Jornal Midiamax.
Aumentou o impasse no Supremo Tribunal Federal (STF) para o julgamento, em plenário, do habeas corpus do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para evitar que ele seja preso depois da condenação em segunda instância. A esperança da defesa - e de integrantes da corte que querem ver o tema analisado logo - era que o ministro Ricardo Lewandowski levasse em mesa os habeas corpus de dois réus comuns que tratam do mesmo assunto. Uma vez com a tese fixada, o plenário analisaria o caso Lula. No entanto, Lewandowski já decidiu que não fará isso.
João Leite Schimidt, “o fazedor de Reis”, segundo o jurista José Goulart Quirino, especialista em Direito Constitucional, Eleitoral e Partidário “agora botou o juiz Odilon de Oliveira numa situação constrangedora visando reeleger o Dagoberto, seu operador de propinas”. Olha só a gravidade da denúncia. Ou o pré-candidato a governador ainda pedetista toma uma atitude ou começa a cair, já, na vala comum. “João Leite é cruel e inconformado”, assegura Quirino, também ex-juiz.
No primeiro dia da janela partidária, a comunicação de saídas de deputados do PMDB, do presidente Michel Temer, levou o ministro Carlos Marun (Secretaria de Governo) a entrar em campo, em tom de apelo, para tentar evitar uma debandada do partido. Pelo grupo de Whatsapp da bancada na Câmara, e também por telefone, o ministro trabalha contra o enfraquecimento da legenda às vésperas da eleição.
O governador Reinaldo Azambuja parece ter definido a estratégia de sua pré-campanha de reeleição: desconstruir o governo de seu antecessor e pretenso candidato a retorno, ops!, André Puccinelli. Primeiro, visitando uma das pontes que vieram abaixo, numa foto muito bem produzida, dizendo que “jogaram dinheiro no rio”. Agora, citando os números estarrecedores do superfaturamento do Aquário do Pantanal, garantindo que sem segurança jurídica não reinicia a obra.
08/03/2018 -21h25Com forte discurso anti-Temer, o ex-ministro e ex-governador do Ceará Ciro Gomes oficializou nesta quinta-feira (8), na sede do Partido Democrático Trabalhista (PDT),...