Além das notícias do Brasil e do mundo, aqui compartilhadas, tudo sobre os bastidores da política em Dourados e no Mato Grosso do Sul, com textos inéditos em artigos, entrevistas e comentários de Valfrido Silva e colaboradores.
A indicação de Geraldo Alckmin para a presidência do PSDB impôs novo ritmo à aproximação do tucano com os peemedebistas, grupo com o qual ele não pretendia avançar tão cedo nas negociações que miram as eleições de 2018. De imediato, o governador de São Paulo terá duas missões que servem como teste de fogo para uma aliança, que pode dar ao partido um acréscimo significativo no tempo de TV durante a campanha: a garantia de votos do PSDB na reforma da Previdência e a condução do desembarque dos tucanos que ocupam cargos no governo.
O deputado federal e pré-candidato à Presidência Jair Bolsonaro (PSC-RJ) e seus filhos empregaram, nos últimos 20 anos, uma ex-mulher do parlamentar e dois parentes dela em cargos públicos em seus gabinetes. Ana Cristina Valle, ex de Bolsonaro e mãe de Jair Renan, o quarto filho do presidenciável; a irmã dela, Andrea, e o pai das duas, José Cândido Procópio, ocuparam as vagas a partir de 1998, ano de nascimento de Jair Renan. Ana Cristina e José Cândido não estão mais nos gabinetes da família, mas Andrea continua no do deputado estadual Flávio Bolsonaro, filho do presidenciável.
Recebido pelos companheiros de partido de longa data, o ex-governador do Estado, André Puccinelli (PMDB), não correspondeu às expectativas de anunciar se será ou não candidato na eleição do ano que vem. Mesmo assim, basicamente toda a cúpula quer ser representada por ele nas urnas.
BRASÍLIA - A Rede decidiu neste sábado lançar o nome de Marina Silva como pré-candidata à Presidência da República em 2018. A decisão foi tomada em reunião dos grupos regionais do partido. Após a reunião, já com a presença de Marina, foi lida uma carta repleta de críticas ao atual governo e à ação política do 'conluio'. O documento também condena as reformas ora propostas. O presidente Michel Temer batalha para tentar aprovar ainda este ano a reforma da Previdência.
O PSDB começou a se preparar para as urnas de 2018 bem ao estilo dele. De saída concedeu o controle absoluto da sigla a um dos seus caciques, o governador paulista Geraldo Alckmin que, de quebra, por decisão de cúpula, deverá ser o escolhido para a corrida presidencial. Esse foi o movimento mais previsível. O que estava fora do script e saltou aos olhos foi a guinada de 180 graus que promoveu no seu escopo de princípios e bandeiras históricas. A começar pela ideia, sem pé nem cabeça, de impor resistências à votação da reforma da Previdência. Não deu para acreditar. Seria mesmo o PSDB que estava propondo isso? Logo ele, uma espécie de pai ideológico da reforma, o baluarte de resistência pela modernização do Estado, resolveu rever o comportamento e apostar no retrocesso? O que exatamente estaria por trás de tamanha incongruência? A resposta não poderia ser outra que não o velho e bom oportunismo eleitoral. Entra em cena o populismo à moda tucana. Da pior espécie.
Na ânsia de começar a galgar, logo, os primeiros degraus da política, o jovem secretário de saúde de Dourados, Renato Vidigal, pode estar criando um baita constrangimento para seu padrinho Roberto Razuk. É que numa página do Facebook ele aparece todo-todo ao lado do um dia tão temido juiz Odilon de Oliveira, aquele que, como se desconhecesse seu próprio entorno, e também ansioso para chegar ao poder, anda batendo no peito para dizer que não quer corruptos em seu palanque.
O juiz aposentado Odilon de Oliveira oficializou sua filiação ao PDT, na manhã desta sexta-feira (01), durante convenção da sigla que aconteceu no Hotel Grand Park, em Campo Grande. Na ocasião, Odilon declarou que as futuras alianças serão decididas pelo partido, mas que a sigla vai respeitar o desejo do correligionário de não se envolver com políticos corruptos.
A desculpa pode ser a falta de musculatura política de Luiz Henrique Mandetta ou as lambanças de Zé Teixeira para que o DEM mude de comando em Mato Grosso do Sul, mas a verdade é que o presidente da Câmara Federal, Rodrigo Maia, atirou no que viu e acertou no que não viu ao mexer os pauzinhos para comprar o passe da deputada Tereza Cristina. É que o nome Corrêa da Costa tem muito mais a ver com as entranhas udenistas do DEM do que com o ‘socialismo’ do PSB de Miguel Arraes.
Assim parece navegar o barco do um dia todo-poderoso demo Zé Teixeira, que, tal qual Lula da Silva, vive arrotando honestidade. Depois da denúncia de envolvimento com a quadrilha da Campina Verde e do flagra das notas frias para o JBS na Lava Jato, agora sendo pego de calças curtas numa visitinha de agentes do Ministério Público Federal, da Polícia Federal, e outros órgãos de fiscalização em sua fazenda em Caarapó. Isto fora uma pendência milionária com o Funrural.
BRASÍLIA — De forma reservada, aliados do presidente Michel Temer começaram a se movimentar nas últimas semanas para buscar alternativas para o futuro do presidente, após ele deixar o poder, no fim de 2018, e cair direto nas mãos do juiz Sergio Moro, da primeira instância do Judiciário. Nesta quarta-feira, o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, afirmou que Temer “não tem nenhuma pretensão de disputar eleição”.
BRASÍLIA — Um dia depois de Geraldo Alckmin, governador de São Paulo e futuro presidente do PSDB, sinalizar desembarque do governo de Michel Temer, o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, não esperou nem os três ministros tucanos deixarem o Planalto para dizer que a sigla não faz mais parte da base aliada. No entanto, Padilha também disse nesta quarta-feira que conta com os tucanos para aprovar a reforma da Previdência, e que não vê problemas de o presidente Michel Temer manter ministros tucanos, por meio de cota pessoal.
Pena que a determinação de algumas categorias, como os sempre tão bem organizados funcionários públicos, de enquadrar suas excelências os deputados estaduais, aconteça apenas quando seus bolsos são diretamente atingidos. Nenhum pio em situações de ataques até maiores aos cofres públicos, como o do mensalão da Assembleia e a farra da publicidade patrocinada pela atual Mesa Diretora. É dinheiro igual e que falta, também, para completar os salários dos barnabés.
Falou em comercialização e exportação de grãos, lá estão os irmãos Campina Verde. Tanto assim que chamou a atenção na comitiva da prefeita Délia Razuk, no evento em busca de investidores na Ferroeste ontem em São Paulo, a presença do caçula de Aurélio Rocha, o maior operador do mercado de grãos no Estado. Com direito a selfie, certamente para a coluna de Ely de Oliveira (também presente), ao lado da porta-voz da prefeita, radialista Elizabete Salomão.
Não faltaram projetos para a construção de novas ferrovias em Mato Grosso do Sul nos últimos 20 anos. Somente um deles foi concluído. Trata-se do trecho da Ferronorte que liga os estados de São Paulo e Mato Grosso, passando pelas cidades sul-mato-grossenses Aparecida do Taboado, Inocência, Cassilândia, Chapadão do Sul e Costa Rica. A estrada de ferro é importante para as cidades da região nordeste do Estado, também conhecida como Bolsão, mas sua principal função mesmo é ajudar no escoamento da safra de grãos do sul de Mato Grosso.
A entourage que acompanhou a prefeita Délia Razuk hoje em São Paulo para tentar atrair investidores para o projeto da Ferroeste lembrou os velhos tempos e os belos dias em que o visionário prefeito José Elias Moreira levava vereadores e secretários para seus périplos por Brasília, sempre com umas escapadelas ao eixo Rio-São Paulo. O mesmo Zé Elias que hoje, como secretário de Planejamento, deve ter sugerido tão (des)necessária comitiva legislativa para o tour paulistano.
Em evento que reuniu os governadores de São Paulo, Geraldo Alckmin, do Paraná, Beto Richa e de Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja (os três do PSDB), foi apresentada hoje à tarde, no Hotel Sheraton, em São Paulo, a proposta de construção de uma ferrovia ligando Paranaguá (PR) a Dourados, num trecho de aproximadamente 1.000 quilômetros de extensão e um custo de construção estimado de R$ 10 bilhões.
BRASÍLIA - A pouco menos de um ano das eleições, o PSDB lança esta tarde um roteiro do que seria seu governo, caso vença o pleito presidencial de 2018. No texto, os tucanos falam de 'fim dos privilégios' e citam como valores o 'desenvolvimento econômico' e a 'igualdade de oportunidades', com 'sensibilidade social'. Num capítulo exclusivamente dedicado a falar 'contra os privilégios', as diretrizes partidárias sugerem a revisão do acesso dos ricos a serviços públicos.
28/11/2017 - 14h14O procurador da República Deltan Dallagnol, coordenador da força-tarefa da Lava Jato em Curitiba, afirmou que "um grande número de parlamentares" atua...
BRASÍLIA - Diante do silêncio do empresário Joesley Batista, dono da JBS, o relator da CPI que investiga a empresa, deputado Carlos Marun (PMDB-MS), fez ataques diretos a ele. Marun acusou o empresário de fazer parte de uma 'conspiração' para derrubar o presidente Michel Temer e afirmou que Joesley era um 'mafiosinho de terceira categoria'.
A questão central dessa campanha presidencial que já começou não é se Lula será ou não candidato, embora essa seja uma premissa fundamental. O que ninguém sabe é o que prevalecerá, se as máquinas partidárias e suas conseqüências, como alianças partidárias e tempo de propaganda eleitoral, ou a repulsa, cada vez mais sentida, do cidadão comum aos partidos e políticos tradicionais, e a busca de um novo perfil de candidatos.