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sexta-feira, junho 19, 2026

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Para barrar nova denúncia Temer reabre o cofre

BRASÍLIA — Pressionado pela segunda denúncia da PGR, por organização criminosa e obstrução de Justiça, e diante da falta de disposição da base de dar quorum para a leitura da peça e sua tramitação, o presidente Michel Temer prepara a liberação de mais dinheiro para programas como o refinanciamento de dívidas Refis e o Bolsa Família. Contra a vontade da equipe econômica, que desejava preservar a arrecadação prevista de R$ 13 bilhões no Refis, a Casa Civil acertou uma proposta mais flexível, alterando as regras de refinanciamento das dívidas das empresas.

Dubiedade

O editor da página política do Correio do Estado só pode estar de sacanagem. A ‘felicidade’ do título desta terça-feira – “Falta de fonte de recursos deixa deputados de MS sem rumo” – faz o leitor pensar em tudo, da Uragano à Lava Jato, menos no assunto da matéria, propriamente dita, que é o financiamento público de campanha. Ao se manifestar contra o tema, o tucano Geraldo Resende diz que “a campanha nós fazemos com trabalho político, feito durante o mandato”.

Chororô

A prefeita Délia Razuk segue com sua estratégia de culpar Murilo Zauith por todos os males de Dourados. Depois das entidades de classe, empresários e vereadores, hoje o tête-à-tête foi com líderes de bairros. “Quando chegamos os buracos já estavam aí. Já melhoramos um pouco e ainda vamos melhorar muito mais. Com uma diferença: nós cobramos dos responsáveis a execução de um serviço de qualidade. Talvez nosso trabalho demore um pouco, mas, acreditem, vai chegar”.

E o Bernal?!

Quem se lembra dele, do Alcides, voz mansa, todas as manhãs fazendo orações e distribuindo Bíblias em seu programa de rádio? Depois, o responsável pela maior lambança na história da prefeitura de Campo Grande! Pois é, agora, a mais nova de uma série de denúncias contra ele: pela aquisição de um apartamento em área nobre da capital, cujo valor é incompatível com o que ele recebia como prefeito. Pior, subfaturado, R$ 1,7 milhão, quando o valor seria de R$ 2,5 milhões.

Denúncia de organização criminosa divide agenda com mudanças nas regras eleitorais

Depois de semanas de muita controvérsia e confusão, a novela da mal intitulada reforma política conseguiu enfim completar um capítulo inteiro na Câmara. Na última quinta-feira (21), deputados aprovaram aos trancos e barrancos, em dois turnos, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 282/2016, que dispõe, entre outras coisas, sobre coligações partidárias e cláusulas de desempenho. Ainda restam destaques supressivos pendentes de análise do plenário, em votação que terá início às 11h30 de terça-feira (26). Mas outro folhetim será reprisado na Casa em meio às tentativas de avanço na pauta: a tramitação da segunda denúncia contra o presidente Michel Temer, agora por organização criminosa e obstrução à Justiça, enredo que reabre o balcão de negócios do Planalto com o Congresso e dá margem a todo tipo de acerto – leia-se, liberação de verbas e distribuição de cargos.

Partidos resistem a expulsar membros condenados e até presos, mas punem rebeldes

Em propaganda partidária veiculada em maio de 2015, o Partido dos Trabalhadores afirmou que expulsaria integrantes da legenda que fossem condenados na Justiça. Desde então, vários políticos notórios do partido, incluindo o ex-presidente Lula, foram condenados, mas até agora ninguém foi expulso. Apenas o ex-senador Delcídio do Amaral (MS) – que delatou Lula e a ex-presidente Dilma Rousseff na Operação Lava Jato – teve processo de expulsão iniciado, mas pediu desfiliação antes que viesse a ser defenestrado das fileiras petistas.

Aliados de Temer manobram em CPI da JBS para retaliar Ministério Público e irmãos Batista

A comissão parlamentar mista de inquérito (CPMI) criada com o propósito de investigar desmandos do Grupo JBS, dos irmãos Joesley e Wesley Batista, tornou-se um quartel general em que a tropa de choque do presidente Michel Temer, denunciado por liderar organização criminosa e obstruir a Justiça, concentra-se em retaliar investigadores e delatores. Com presidente e relator leais a Temer – o senador Ataídes Oliveira (PSDB-TO) e o deputado Carlos Marun (PMDB-MS), respectivamente –, o colegiado centra fogo nos responsáveis por ter tornado o peemedebista, o “quadrilhão do PMDB” e outros políticos de vários partidos oficialmente investigados: além dos Batista, o ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot, o ex-diretor de Relações Institucionais da JBS Ricardo Saud e o ex-procurador da República Marcello Miller.

Apanágio

A operação que o Gaeco realiza nesta sexta-feira na Penitenciária Estadual de Dourados para investigar crimes de peculato e organização criminosa pode respingar em poderosos da política local e estadual. A prisão do ex-diretor da PED, Rogélio Vasques e, agora, a investigação de seis agentes pode chegar aos padrinhos políticos, alojados na Câmara Municipal e na Assembleia Legislativa. Negociações em curso pela tal governabilidade municipal também devem ser suspensas.

Funaro diz que Temer, Cunha e Alves levaram R$ 250 milhões da Caixa

A primeira operação ilícita do FI-FGTS, segundo ele, foi a liberação de valores para a Cibe, empresa do Grupo Bertin. A propina alcançou R$ 12 milhões — 4% do total da operação. Bertin também teria pagado propina por um crédito de R$ 2 bilhões dado à SPMar, concessionária do Rodoanel em São Paulo, outra empresa do grupo. A propina teria igualmente beneficiado Cunha, Henrique Alves e Geddel e, segundo Funaro, os pagamentos foram feitos pela empresa Contern entre março de 2013 e fevereiro de 2015 por meio de notas fiscais fictícias.

São Fernando

O sumiço de interessados na jóia da coroa lulista instalada pelo compadre José Carlos Bumlai em Dourados não tem nada de esquisito. Trata-se apenas de um jogo de três cantos entre os interessados para comprar a Usina na bacia das almas. O preço do leilão judicial de ontem foi de R$ 716 milhões, mas há quem garanta que a embromação vá até que o administrador da massa falida não aguente mais e chegue num patamar aí de R$ 200 milhões. E que se danem os credores.

Reengenharia eleitoral

A anunciada recandidatura de Reinaldo Azambuja faz os eventuais adversários pararem para refazer as contas. O primeiro deles, o antecessor, André Puccinelli, também o mais muquirana de todos, e o que mais entende dos custos reais de uma brincadeira dessas, com plena consciência do que é enfrentar uma máquina de governo e seus prefeitos aliados. Tanto que está pagando caro, muito caro, pelos erros de cálculos da engenharia eleitoral de seu fiel escudeiro Edson Giroto.

‘Cunha distribuía propina a Temer, com 110% de certeza’, diz Funaro

BRASÍLIA — 'Eduardo Cunha redistribuía propina a Temer, com ‘110%’ de certeza'. A frase, que liga o presidente Michel Temer ao ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha, está em um dos depoimentos prestados em 23 de agosto pelo delator Lúcio Bolonha Funaro, apontado como operador de políticos do PMDB em esquemas de desvio de dinheiro público. Nos depoimentos, há várias citações a casos em que Temer, Cunha e outros integrantes do partido teriam levado propina. Mas também há menções a episódios em que houve divergências internas, como na definição de quem indicaria um cargo na Caixa Econômica Federal (CEF) que renderia vantagens indevidas. Funaro disse ainda que José Yunes, amigo e ex-assessor de Temer, lavava dinheiro para o presidente e que a maneira mais fácil para isso era por meio da compra de imóveis.

Orgulho ferido

Muito mais porque fazer política passou a ser um negócio pra lá de arriscado nos últimos tempos, Reinaldo Azambuja estava mesmo disposto encerrar sua bem sucedida carreira para voltar a cuidar de seus empreendimentos agropecuários. Mas, por uma questão de honra, depois das denúncias da JBS, o governador parece ter repensado sua decisão. O empurrãozinho dado ontem pelos prefeitos do Bolsão foi só um jogo de cena para a largada da campanha de reeleição.

Câmara rejeita sistema que elegeria os mais votados

BRASÍLIA —Após várias tentativas, o plenário da Câmara rejeitou na noite de ontem, por 238 a 205 votos, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que mudaria o atual sistema eleitoral para o distritão, no qual seriam eleitos os que obtivessem mais votos, independentemente de alianças partidárias, favorecendo os políticos mais conhecidos. Por ser PEC, eram necessários votos favoráveis de dois terços dos deputados, ou seja: 308.

Na ONU, Temer critica nacionalismo exacerbado e aponta avanços ambientais

NOVA YORK - O presidente Michel Temer aproveitou seu discurso de abertura da sessão de debates da 72ª Assembleia Geral da ONU, em Nova York, para defender o multilateralismo, afirmar que o Brasil está se recuperando e rebater as críticas ambientais que recaem sobre o Brasil desde que seu governo tentou permitir a exploração mineral de uma área da Amazônia. Sua fala também criticou, indiretamente, parte das políticas defendidas atualmente pelo governo de Donald Trump, que discursa imediatamente após Temer.

Demos insaciáveis

Acostumada a aguentar o tal do fogo abafado, a prefeita Délia Razuk deve estar perdendo a paciência com o tal do fogo amigo. Não bastassem os ditos amigos do peito, ou da cozinha de seu varandão, que insistem em dar pitacos, ‘achando’ que ela precisa de um melhor assessoramento, os sempre amigos do poder, velhos frequentadores do antigo Casarão. Demos, demos... com saudades dos retornos, ops! das medições das obras, agora atormentando para abocanhar uma fatia do bolo da saúde.

STF não vai barrar denúncia de Janot contra Temer

BRASÍLIA — O Supremo Tribunal Federal (STF) não vai barrar a denúncia contra o presidente Michel Temer, como quer a defesa. Na sessão desta quarta-feira, os ministros devem autorizar o envio do documento para a Câmara dos Deputados, como prevê a Constituição. Se, em votação, dois terços dos deputados concordarem, o caso retorna para a Corte para julgamento. Na avaliação da maioria dos ministros, nessa primeira fase, o Supremo tem o dever de encaminhar, automaticamente, o caso para a Câmara, sem fazer juízo de valor sobre a denúncia ou as provas nas quais o então procurador-geral da República, Rodrigo Janot, se baseou. Pelo menos não neste momento.

A afronta do general Mourão

BRASÍLIA - Um general critica a Constituição e admite a hipótese de uma 'intervenção militar' para resolver os problemas do país. Parece boato de internet, mas aconteceu na última sexta, quando o general Antonio Hamilton Mourão discursou num encontro de maçons.

Com Temer e sem Janot, Raquel Dodge não menciona Lava-Jato em discurso de posse

BRASÍLIA - Num discurso de cerimônia de posse em que não citou expressamente a operação Lava-Jato e em que fez questão de ressaltar a atuação múltipla do Ministério Público Federal (MPF), a nova procuradora-geral da República, Raquel Dodge, afirmou na manhã desta segunda-feira que o povo brasileiro 'não tolera a corrupção' e que o país 'passa por um momento de depuração'.

Dupla sinecura

O sempre irrequieto Archimedes Lemes Soares, o Ferrinho, tanto mexeu os pauzinhos que, finalmente, parece ter conseguido o retorno, ops! do pimpolho Maurício Lemes ao Jaguaribe. Não bastasse a influência que exerce sobre o ‘primeiro-damo’ Roberto Razuk, Ferrinho também bate um bolão politicamente com o demo Zé Teixeira. Segundo o colunista social Alfredo Barbara, o vereador negociado não vai ocupar nenhuma secretaria, ou seja, é mais uma sinecura para os apaniguados.
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