Além das notícias do Brasil e do mundo, aqui compartilhadas, tudo sobre os bastidores da política em Dourados e no Mato Grosso do Sul, com textos inéditos em artigos, entrevistas e comentários de Valfrido Silva e colaboradores.
Começou com Michel Temer, passando por seu ex-chanceler, o imaculado José Serra, atingindo em cheio o tucano-mor Aécio Neves, depois governadores, senadores e deputados federais. Agora, a devastadora delação dos donos e executivos da JBS começa a chegar aos bagrinhos, ou seja, aos deputados estaduais e empresários, fornecedores de notas frias, como o famoso fazendeiro Ivanildo Miranda e, finalmente, o também fazendeiro e deputado Zé Teixeira. É só o começo do fim.
Os documentos entregues pela JBS à PGR (Procuradoria Geral da República) e depoimentos dos sete delatores apontam que a empresa desembolsou 'não menos que R$ 150 milhões', conforme destacam os procuradores no documento de registro da delação premiada, em propinas dadas a políticos de Mato Grosso do Sul. O valor é a soma de tudo que foi pago entre 2003 e 2016.
“Diante dos últimos episódios, envolvendo a mim e minha família, quero compartilhar com vocês dois sentimentos: gratidão e fé. Gratidão pelo apoio de incontáveis amigas e amigos que nos prestaram solidariedade, muitos deles se prontificando a emprestar recursos para o pagamento de fiança, inclusive duas senhoras que me procuraram oferecendo 300 e 500 reais, fazendo questão que eu aceitasse”. Ex-governador André Puccinelli, em sua página no Facebook.
RIO - Os áudios gravados por Joesley Batista, da JBS, revelam que o presidente Michel Temer (PMDB) ouviu, sem fazer objeção e nem depois reportar aos órgãos competentes, um relato de um empresário — dono de um grupo que foi alvo de cinco operações da Polícia Federal em menos de um ano — com detalhes sobre mecanismos usados por ele para obstruir a Justiça, como a cooptação de juízes e procuradores. Temer também escutou, sem repreender o interlocutor, declaração sobre pagamentos ilegais ao ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha (PMDB).
Tão ou mais importante do que se ver livre da tornozeleira eletrônica e da fiança para evitar a prisão, para o ex-governador André Puccinelli, foi a hecatombe no Planalto Central. E não importa se o abate coletivo promovido pela JBS esteja sacrificando seus próprios correligionários de PMDB e PSDB, o companheiro presidente Michel Temer à frente. Para ele, neste momento, o que importa é sair do foco da derrapada fatal na lama asfáltica.
O presidente Michel Temer afirmou na tarde desta quinta-feira, em pronunciamento em cadeia de rádio e TV, que não vai renunciar. Ele voltou a negar as denúncias feitas pelo dono da JBS Joesley Batista, em delação premiada. “Não renunciarei. Repito: Não renunciarei. Sei o que fiz e sei da correção dos meus atos. Exijo investigação plena e muito rápida para os esclarecimentos ao povo brasileiro. Meu único compromisso é com o Brasil, e só este compromisso me guiará”.
RIO - A delação da JBS, a mais dura em três anos de Lava-Jato, merece este título em grande parte devido às cenas a seguir. Nelas, o deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR), destacado pelo presidente Michel Temer para tratar com Joesley Batista dos interesses de seu grupo empresarial, é flagrado pegando R$ 500 mil em propina — a primeira parcela de um montante prometido de R$ 480 milhões. As cenas abaixo mostram esta entrega, ocorrida em 28 de abril deste ano.
BRASÍLIA — Parlamentares da oposição e da base aliada pediram na noite desta quarta-feira renúncia do presidente Michel Temer e a convocação de novas eleições. Aliado do governo, o líder do DEM no Senado, Ronaldo Caiado, defendeu a renúncia do presidente e a antecipação das eleições presidenciais. O posicionamento foi divulgado por meio de nota enviada por sua assessoria.
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) e relator da Lava-Jato, Edson Fachin, determinou nesta quinta-feira (18/5) o afastamento do senador Aécio Neves (PSDB) do mandato parlamentar. Fachin atendeu ao pedido da Procuradoria-Geral da República, que já pediu a prisão preventiva do senador mineiro. O ex-governador Minas Gerais e presidente nacional do PSDB é alvo também, na manhã de hoje, de mandados de busca e apreensão em seus endereços residenciais no Rio de Janeiro e em Belo Horizonte.
17/05/2017 - 20h18O empresário Joesley Batista, dono do frigorífico JBS, afirmou em delação à Procuradoria-Geral da República (PGR) que o ex-ministro Guido Mantega era...
17/05/2017 - 19h51Gravação foi entregue por Joesley Batista à PGR. Entrega de dinheiro a primo do senador foi filmadaRIO - Joesley Batista entregou à...
RIO — Na tarde de quarta-feira passada, Joesley Batista e o seu irmão Wesley entraram apressados no Supremo Tribunal Federal (STF) e seguiram direto para o gabinete do ministro Edson Fachin. Os donos da JBS, a maior produtora de proteína animal do planeta, estavam acompanhados de mais cinco pessoas, todas da empresa. Foram lá para o ato final de uma bomba atômica que explodirá sobre o país — a delação premiada que fizeram, com poder de destruição igual ou maior que a da Odebrecht. Diante de Fachin, a quem cabe homologar a delação, os sete presentes ao encontro confirmaram: tudo o que contaram à Procuradoria-Geral da República (PGR) em abril foi por livre e espontânea vontade, sem coação.
O ex-governador André Puccinelli (PMDB) está liberado de pagar a fiança de R$ 1 milhão para garantir que ele não seja preso e irá tirar a tornozeleira eletrônica. O desembargador Paulo Fontes, do TRF3 (Tribunal Regional Federal) da 3ª Região, que fica em São Paulo, acatou o pedido de habeas corpus ingressado no início da tarde desta quarta-feira (17).
Primeiro, no WhatsApp, o ex-governador André Puccinelli, sentado, coçando a cabeça, com a perna esquerda da calça arregaçada, deixando à mostra o mimo que ganhou da Agepen – uma tornozeleira eletrônica. Agora, no Facebook, seu pupilo Carlos Marun, também arrolado na Lama Asfáltica, escoltado por dois ninjas da PF, em companhia de Eduardo Cunha. O Photoshop só não fiou perfeito porque no dia fatídico Puccinelli usava calça social, não jeans, e pelo recorte da papada de Marun.
A defesa de André Puccinelli (PMDB) foi agora ao TRF3 (Tribunal Regional Federal) da 3ª Região, que fica em São Paulo, para tentar liberar o ex-governador de ter de pagar a fiança de R$ 1 milhão e garantir que ele não seja preso. Os advogados da liderança peemedebista na capital paulista ingressaram com o habeas corpus em favor do ex-governador no início da tarde desta quarta-feira (17).
“Prefeito Marcos Trad participou de um espetacular evento, hoje cedo: inauguração de um semáforo. Pelo menos, não fez dancinha ridícula com uma palhacinha”. Jornalista Antônio João Hugo Rodrigues, no Facebook. O prefeito campo-grandense voltou quarenta anos no tempo, lembrando o último governador do Mato Grosso uno, Garcia Neto, que certa vez saiu de Cuiabá, com todo o seu séquito, para inaugurar o semáforo da esquina da Presidente Vargas com Weimar Torres, em Dourados.
A Bigolin, uma das maiores empresas de materiais de construção do Estado, está na mira da Polícia Federal, acusada de envolvimento em licitações fraudulentas no programa habitacional do governo André Puccinelli. Além do governador, os outros beneficiados com os retornos do dinheiro desviado do programa Minha Casa Minha vida seriam o seu preposto Edson Giroto, os deputados Carlos Marun e Henrique Mandetta, além do senador Waldemir Moka.
BRASÍLIA - A área técnica do Tribunal de Contas da União (TCU) calculou em R$ 711,3 milhões o prejuízo que o BNDES teve com operações de compra de ações e debêntures (títulos de dívida) do grupo JBS. Os auditores chegam a afirmar que houve 'cessão graciosa de dinheiro público' para a empresa. O material é um dos elementos que levaram à Operação Bullish da Polícia Federal, deflagrada na semana passada. O jornal O Globo teve acesso com exclusividade ao material.
Em sessão administrativa realizada nesta terça-feira (16), o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aprovou a autorização de mudança de nome do Partido Trabalhista Nacional (PTN) para “Podemos”. A matéria (Petição 52/2017) foi aprovada por unanimidade depois de relatório favorável apresentado pelo ministro Admar Gonzaga.
16/05/2017 - 16h29Ele não pode falar com seu ‘gestor de negóciosEx-governador André Puccinelli (PMDB) teve negado, em decisão publicada nesta terça-feira (16), recurso para...