Além das notícias do Brasil e do mundo, aqui compartilhadas, tudo sobre os bastidores da política em Dourados e no Mato Grosso do Sul, com textos inéditos em artigos, entrevistas e comentários de Valfrido Silva e colaboradores.
BRASÍLIA - O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), defendeu nesta quarta-feira a prisão de dois delatores da JBS: Joesley Batista e Ricardo Saud. A descoberta de uma nova gravação fez o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, abrir uma investigação interna que poderá levar à revisão da delação de três dos sete delatores da empresa. Isso porque o áudio revela fatos que não haviam sido mencionados antes. E omissões são vedadas pelo acordo firmado com a Procuradoria-Geral da República (PGR).
RIO - O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) e presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Gilmar Mendes, afirmou nesta quarta-feira que 'todos sabiam' da atuação do ex-procurador Marcelo Miller no caso da JBS. Antigo braço-direito do procurador-geral Rodrigo Janot, Miller aparece em gravação dos delatores Joesley Batista e Ricardo Saud como um ajudante dos interesses da empresa na elaboração da proposta de colaboração premiada assinada com a Procuradoria-Geral da República (PGR). Na época da conversa, ele ainda estaria no cargo na PGR. Depois, passou a atuar como advogado dos delatores.
Não chega a causar surpresa a incumbência de André Puccinelli a Renato Câmara para trocar a Assembleia pela Câmara Federal. É uma questão de sobrevivência, depois de perder Geraldo Resende para os tucanos, de ver Marun sucumbir como o puxa-saco-mor da República e de desconfiar que Teresa Cristina quer a cadeira que já foi sua no Parque dos Poderes. Sobrou o virador filho do amigo Nelito para garantir as sempre rentáveis emendas parlamentares para seus prefeitinhos.
SÃO PAULO - A abertura de investigação interna na Procuradoria-Geral da República (PGR) para rever benefícios acordados na delação premiada de três executivos da J&F levantou a discussão sobre o impacto que gravações que os colaboradores não tinham entregue aos investigadores terão sobre as provas colhidas a partir do acordo da empresa. A apuração foi determinada anteontem pelo procurador-geral, Rodrigo Janot.
05/09/2017 - 18h26A PGR (Procuradoria-Geral da República) denunciou nesta terça (5) políticos ligados ao PT, incluindo os ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e...
BRASÍLIA — O ex-procurador da República Marcelo Miller repassava informações sobre tratativas de uma eventual delação de executivos do grupo J&F ao procurador-geral da República, Rodrigo Janot, por meio de um 'amigo em comum', dois meses antes da assinatura da colaboração premiada. A afirmação foi feita pelo diretor de relações institucionais da J&F, Ricardo Saud, na conversa gravada de quatro horas com um dos donos do grupo, Joesley Batista. No despacho que determinou a revisão do acordo, assinado na segunda-feira, Janot afirmou que os colaboradores só buscaram a Procuradoria-Geral da República (PGR), 'direta ou indiretamente', dez dias depois da provável data da gravação.
05/09/2017 - 11h53Mandado de busca e apreensão foi emitido pela 10ª Vara Federal de BrasíliaBRASÍLIA - A Polícia Federal (PF) encontrou nesta terça-feira um...
O deputado Renato Câmara terá que adiar seu projeto de reeleição à Assembleia Legislativa, para ele o melhor trampolim para o prédio principal do Parque dos Poderes. A ordem é do chefe André Puccinelli, que, só pensando naquilo!, ou seja, em retorno, ops!, vai precisar dele em Brasília cavando emendas parlamentares para a sempre rentável lama asfáltica, entre otras cositas, em substituição a Geraldo Resende, o outro pupilo que bateu asas para o ninho tucano.
BRASÍLIA - Associações que reúnem integrantes do Ministério Público e da magistratura federais avaliaram que a possível revisão no acordo de delação de colaborares da JBS, que teriam omitido fatos, não vai atrapalhar as investigações da Lava-Jato. Pelo contrário. O entendimento é de que isso vai reforçar as apurações, num recado claro de que o delator não pode nem mentir nem omitir.
SÃO PAULO - O juiz Sergio Moro negou nesta segunda-feira o pedido da defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para suspender os interrogatórios de Marcelo Odebrecht, dono da empreiteira que leva o seu nome, e Antonio Palocci, ex-ministro da Fazenda, na ação em que o petista responde por supostas vantagens indevidas recebidas da Odebrecht.
Famoso por fazer e acontecer, tudo ‘em nome da lei’, bandeira que desfraldou destemidamente a ponto de inspirar o filme que contou sua história, o juiz federal Odilon de Oliveira terá agora que mudar o discurso. Isto, se quiser fazer o mesmo sucesso na política. Tanto que já contratou os serviços de João Leite Schmidt. Entre as missões do velho guru do Taquari, abrir as portas da cidade governada por Délia Razuk para o homem que colocou o marido dela atrás das grades.
Aos 87 anos, o professor aposentado de filosofia na USP e pesquisador do Cebrap José Arthur Giannotti mantém o gosto pelo debate. No livro recém-lançado 'Os Limites da Política' (ed. Companhia das Letras), ele e o professor de filosofia da Ufscar Luiz Damon Santos Moutinho discutem temas como o lugar da democracia no capitalismo contemporâneo.
BRASÍLIA - Enquanto a fixação de uma cláusula de barreira para restringir o acesso de partidos a recursos públicos e a tempo de TV é asfixiada na Câmara, a proliferação de legendas ganha fôlego. O Brasil já tem 35 partidos, e nas próximas semanas deverá ser aprovado pela Justiça Eleitoral o 36º, chamado Muda Brasil. A legenda tem o apoio, nos bastidores, do ex-deputado Valdemar Costa Neto, condenado no mensalão e principal dirigente do PR, um dos mais emblemáticos representantes do chamado centrão. Há ainda outras 67 legendas em formação, na fase de coleta de assinaturas, o que poderia levar o número para 103, caso todas obtenham o apoio de 486 mil eleitores, como manda a lei.
Policiais federais fortemente armados cercam a casa do vereador Romualdo Ramim, totosista histórico, mas filiado ao PDT. O que aos vizinhos e passantes poderia parecer mais uma das já rotineiras operações em casa de políticos não passava de uma visita de cortesia do velho cacique pedetista João Leite Schmidt, em companhia do um dia temido juiz federal Odilon de Oliveira, pré-candidato ao governo, em terras uragânicas, sondando o apoio de Murilo Zauith.
O PMDB de Dourados realizou na noite desta sexta-feira, dia 1º, uma convenção considerada história, a maior do partido no Estado este ano. Compareceram ao Clube Nipônico, para votar, 158 filiados, oito a mais que na convenção de Campo Grande, realizada no dia 19 de agosto.
O empresário Joesley Batista, da JBS, divulgou na madrugada deste sábado (2) uma nota em que chama Michel Temer de 'ladrão geral da República' e diz que o presidente não consegue se defender dos crimes que comete. Joesley, cuja delação premiada serviu de base para que a Procuradoria-Geral da República apresentasse a primeira denúncia, por corrupção passiva, contra Temer, diz que a colaboração com a Justiça 'é por lei um direito' que o presidente 'tem por dever respeitar'.
Se as autoridades sul-matogrossenses acatarem uma proposição do deputado estadual George Takimoto (PDT), para implantar um corredor ecológico entre o Parque Estadual das Várzeas do Rio Ivinhema e o Parque Nacional da Ilha Grande do Rio Paraná, o Estado terá uma articulação de redes de biomas naturais de singular importância ambiental e socioeconômica, com visibilidade mundial. Esta é, em resumo, a avaliação que ampara a justificativa do parlamentar para a indicação remetida ao secretários de Meio Ambiente e Desenvolvimento Econômico, Jaime Verruck; ao presidente do Instituto do Meio Ambiente (Imasul), Ricardo Éboli; e aos membros do Conselho Estadual do Meio Ambiente.
Em alegações finais enviadas à Justiça nesta sexta-feira, 1, o Ministério Público Federal, no Distrito Federal, pediu que o ex-senador Delcídio do Amaral (ex-PT-MS) perca os benefícios assegurados no acordo de colaboração premiada. A Procuradoria da República afirma que o ex-parlamentar mentiu sobre fatos que levaram à abertura de ação penal contra sete pessoas.
RIO - O ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa, que nega ser candidato em 2018, afirmou que o presidente Michel Temer deveria ter tido a 'honradez' de sair da Presidência, após virem à tona as gravações entre ele e o emprésario Joesley Batista, um dos donos da JBS. Em entrevista ao jornal Valor Econômico, publicada nesta sexta-feira, Barbosa afirmou que não é possível comparar a gravidade dos fatos atuais com aqueles vividos pela ex-presidente Dilma Rousseff, alvo de processo de impeachment.
A informação de que os donos do JBS vão complementar com novas gravações e provas a bombástica delação premiada que abalou a República deixa não apenas o Palácio do Planalto em pânico. Pelos lados do Parque dos Poderes, em Mato Grosso do Sul, o clima que já era tenso tende a piorar nos próximos dias. Não só no governo, como na Assembleia, onde o até então todo-poderoso demo Zé Teixeira é dos denunciados de envolvimento com a quadrilha dos irmãos grã-finos.