Além das notícias do Brasil e do mundo, aqui compartilhadas, tudo sobre os bastidores da política em Dourados e no Mato Grosso do Sul, com textos inéditos em artigos, entrevistas e comentários de Valfrido Silva e colaboradores.
Pelo grande número de caminhonetas, dessas turbinadas, que já ostentam o nome de Jair Bolsonaro como salvação da pátria no pós lulo-petismo-temerista, expectativa, também, para a pesquisa do Ipems, ainda em stand by no Correio do Estado, para a performance de outro milico: o coronel David. Só a partir daí ele vai decidir se sai da incômoda condição de suplente ou se vai para as cabeças, disputando o governo com seus hoje superiores hierárquicos.
Não é de hoje que o nome de Odilon de Oliveira é apontado como alternativa dos mato-grossenses do Sul ao governo do Estado ou ao Senado. Muito mais agora, nesses tempos de Lava Jato e de Lama Asfáltica. Daí à expectativa de sua posição entre os eventuais candidatos, na tão esperada pesquisa do Ipems. Resta saber se, uma vez aposentado e quando começarem a aparecer quem seus apoiadores se o um dia tão temido juiz federal conseguirá fazer valer a fama de justiceiro.
Por absoluta falta de opção, não será surpresa, segundo analistas em pesquisas eleitorais, se André Puccinelli aparecer ponteando a pesquisa do Ipems. Aliás, a demora na publicação já levanta suspeita quanto a essa possibilidade. Ainda mais, diante do presumível estrago que a delação da JBS pode ter acarretado à até então imaculada imagem de bom-mocismo de Reinaldo Azambuja, o único, entre os colocados, em condições eleitorais de impedir o retorno do italiano.
Como, apesar da Lama Asfáltica e da tornozeleira eletrônica, André Puccinelli continua entrincheirado como franco atirador, e, diante da desconfiança de que Reinaldo Azambuja possa aparecer, já, em posição desconfortável na pesquisa do Ipems, os cabeças pensantes da Governadoria já tem um plano B: o nome do ex-prefeito douradense Murilo Zauith. Pelo jeito Waltinho Carneiro, guru de Zauith, já conseguiu ocupar o espaço deixado por Sérgio de Paula.
BRASÍLIA — O Palácio do Planalto quer encerrar já amanhã a votação da denúncia contra o presidente Michel Temer feita pela Procuradoria-Geral da República (PGR). Após passar as últimas semanas dizendo que a responsabilidade pelo quorum seria da oposição, o governo passou a mobilizar os partidos aliados para que coloquem 342 parlamentares em plenário, número necessário para que a a denúncia seja votada. Tanto os aliados do Planalto quanto a oposição sabem não ter hoje ao seu lado esse número de deputados. Por isso, o governo quer apenas que os partidos da base peçam a presença de seus correligionários, mesmo os que votam contra Temer.
O que pode ter sido mais devastador para o sonho de retorno, ops!, de André Puccinelli ao Parque dos Poderes ou para o projeto de reeleição de Reinaldo Azambuja – a tornozeleira eletrônica colocada pela Polícia Federal no italiano ou a delação do governador pela JBS? Quanto mais demora a publicação da segunda parte da pesquisa do IPMS pelo Correio do Estado, mais aumenta a ansiedade nos bastidores políticos. Até porque esta é a fase dos balões de ensaio.
A dois dias da votação que poderá definir se o presidente Michel Temer segue ou não no comando do país, o Planalto garante que tem entre 260 e 280 votos para arquivar a denúncia de corrupção passiva contra o peemedebista. O número necessário são 172. E quer aproveitar esse número como base para provar que o peemedebista não ficará paralisado até dezembro de 2018. Segundo os governistas, quem vota alinhado ao Executivo também apoia a Reforma da Previdência. O resultado, então, serviria como termômetro para medir o patamar mínimo de apoio às mudanças nas regras de aposentadoria.
O ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, afirma que o Palácio do Planalto deseja a permanência do PSDB na base aliada, mas que é 'perfeitamente possível' governar sem os tucanos. Em entrevista à Folha de S. Paulo, o ministro diz que o governo está pronto para votar a denúncia por corrupção contra o presidente Michel Temer nesta quarta (2) na Câmara, mas reafirmou que cabe à oposição colocar o quorum necessário para a votação ocorrer.
Isto sim é coisa para se ‘curtir’, ainda mais partindo de quem integra um legislativo useiro e vezeiro em aprovar leis inócuas – o comunicado do vereador Romualdo Ramin esclarecendo que optou por não votar a lei que declara a sopa paraguaia patrimônio imaterial de Dourados. “Considero que o nosso mandato parlamentar tem outras prioridades; direciono o meu trabalho e da minha equipe na busca por soluções de problemas enfrentados pela população, prioritariamente'.
Para o juiz federal Sergio Moro, responsável pela Operação Lava Jato, falta interesse da classe política brasileira em combater a corrupção. 'Lamentavelmente, eu vejo uma ausência de um discurso mais vigoroso por parte das autoridades políticas brasileiras em relação ao problema da corrupção. Fica a impressão de que essa é uma tarefa única e exclusiva de policiais, procuradores e juízes', afirmou Moro em entrevista concedida à Folha de S. Paulo e a outros integrantes do grupo internacional de jornalismo colaborativo 'Investiga Lava Jato' –o jornal é um dos coordenadores da iniciativa.
29/07/2017 - 17h42Ainda mais estratégicas na eleição de 2018, a primeira presidencial sem permissão para doações de empresas, as redes sociais, terra dos memes...
A ambição do ditador paraguaio Solano Lopez por uma saída para o mar provocou a guerra da Tríplice Aliança, com Brasil, Argentina e Uruguai triturando o vizinho atrevido. Agora, 150 anos depois, o conflito pode voltar, pela ambição de vereadores douradenses em adotarem a sopa paraguaia, o tereré e o pucheiro como patrimônio imaterial da cidade. O general comandante da 4ª. Brigada deve colocar seus homens de prontidão. Para o historiador Nicanor Coelho, é guerra na certa!
O ex-ministro das Relações Exteriores e da Defesa Celso Amorim diz que uma reforma política precisa estar na plataforma do próximo presidente do Brasil e que mudar o sistema eleitoral é essencial para coibir a troca de favores entre Planalto e Congresso em Brasília, realizada sem cerimônia, na frente de todo mundo. 'Nunca vi uma coisa assim tão escancarada. É quase sexo explícito', diz em entrevista à BBC Brasil, em seu apartamento com vista para a Praia de Copacabana, na zona sul do Rio.
Professor de jornalismo da Unigran, o colunista social Alfredo Barbara Neto advertindo hoje em sua coluninha ‘De Olho’ que a Câmara Municipal vai enfrentar problemas com a imprensa por conta das dificuldades na contratação da nova agência de publicidade. Quer dizer, jornalismo, jornalismo, no ‘diário' MS, nem pensar! Só realese, e, assim mesmo, pagando! Lembrando que Barbara Neto foi quem levantou a lebre da negociação do mensalinho da prefeitura para os vereadores.
SÃO PAULO - O Ministério Público Federal (MPF) descobriu que Aldemir Bendine e André Vieira conversavam pelo aplicativo Wickr, com destruição automática das mensagens trocadas. Mas, por algum motivo, fizeram print de mensagens que serviram de prova para a operação realizada nesta quinta-feira pela Lava-Jato, que levou os dois à prisão.
O imbróglio envolvendo o filho transviado de uma Desembargadora é uma questão menor, entre os muitos escândalos em que está metido o Judiciário do Mato Grosso do Sul. O que dizer da omissão em relação aos magistrados envolvidos em operações como a Uragano, ao compadrio com a Assembleia Legislativa, e, mais mais indecente ainda, recentemente, a absolvição da prefeita Ilda Machado, flagrada comprando votos com dinheiro tirado do sutiã? Sem falar da Lama Asfáltica!
Ou a prefeita Délia Razuk não consegue esquecer a campanha política, como prega, ou sua assessoria anda comendo barriga. No release de ontem, da assinatura de convênio com o governo Estado para a liberação de recursos à operação tapa-buracos, agradecimentos só para o demo Zé Teixeira. Nem tchum para o federal Geraldo Resende e o estadual Renato Câmara, também presentes ao ato e apoiadores de primeira hora de Reinaldo Azambuja. Quem será que anda dando o tom da coisa?
A pedido da força-tarefa do Ministério Público Federal no Paraná (MPF/PR), a Justiça expediu e a Polícia cumpre, na manhã desta quinta-feira, três mandados de prisão temporária e 11 de busca e apreensão em nova fase da operação Lava-Jato. O foco principal é o ex-presidente da Petrobras e do Banco do Brasil (BB), Aldemir Bendine, além de operadores financeiros suspeitos de operacionalizarem para que o próprio Bendine recebesse R$ 3 milhões em propinas pagas pela Odebrecht.
BRASÍLIA - A possibilidade de voltar a cometer crimes, a intensa movimentação financeira e a ocultação de valores desviados e mantidos no exterior, a dificuldade de recuperar esse dinheiro, a influência que exerce sobre seus 'asseclas' na Câmara, e as tentativas de intimidação de várias pessoas, entre elas o próprio presidente Michel Temer. Essas são alguns das razões apontadas pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, para defender a manutenção da prisão do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ).
Não se diga que estão fritando Henrique Meirelles. Ele é um queridinho do mercado, entende-se bem com Michel Temer e vocaliza as ortodoxias de gênios que sabem como consertar o Brasil, mas não conseguem conviver bem com seu povo. Meirelles está sendo fervido. A fervura de um ministro difere da fritura porque enquanto a frigideira é desconfortável desde o primeiro momento, inicialmente o panelão oferece um calorzinho agradável. Depois é que são elas.