Além das notícias do Brasil e do mundo, aqui compartilhadas, tudo sobre os bastidores da política em Dourados e no Mato Grosso do Sul, com textos inéditos em artigos, entrevistas e comentários de Valfrido Silva e colaboradores.
Não se diga que estão fritando Henrique Meirelles. Ele é um queridinho do mercado, entende-se bem com Michel Temer e vocaliza as ortodoxias de gênios que sabem como consertar o Brasil, mas não conseguem conviver bem com seu povo. Meirelles está sendo fervido. A fervura de um ministro difere da fritura porque enquanto a frigideira é desconfortável desde o primeiro momento, inicialmente o panelão oferece um calorzinho agradável. Depois é que são elas.
Diante da declaração de Geraldo Resende de que estaria ‘construindo’ seu voto no processo envolvendo o presidente Michel Temer com base nas conversas com prefeitos, vereadores, e, principalmente, com os eleitores, fica a expectativa para o que vai pesar mais nessa balança. Como tucano que é tucano tem problemas para descer do muro, vai uma dica ao deputado douradense: Pesquisa Pulso Brasil, da Ipsos, divulgada hoje, diz que 94% dos eleitores desaprovam o governo Temer.
O vazio político a que se refere o Correio do Estado de hoje é tão grande que o velho cacique João Leite Schmidt está revendo, pela enésima vez, seu projeto de aposentadoria na articulação política. Desta vez ele põe toda sua experiência a serviço da tão decantada candidatura do um dia temido juiz Odilon de Oliveira. Claro que, na pior das hipóteses, arranjando um grand finale para seu pupilo Dagoberto Nogueira como candidato a vice-governador.
Se for condenado em segunda instância no caso do tríplex de Guarujá (SP), o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pode recorrer a cortes superiores para garantir sua candidatura na eleição do próximo ano. A Lei da Ficha Limpa impede que candidatos condenados por órgão colegiados (formados por grupos) sejam candidatos, mas um de seus artigos deixa uma abertura. Ele estabelece que os tribunais superiores, a pedido dos réus, podem suspender a inelegibilidade de candidatos já condenados na Justiça. Seria uma espécie de liminar concedida em meio à campanha.
24/07/2017 - 08h49Aviões estão desmontados em hangar do Paraná e já consumiram R$ 145 milhõesBRASÍLIA — Anunciados com pompa no fim do segundo governo...
Quarta-feira, 17 de maio, 19h30. Eclodia a mais grave crise do governo Michel Temer até o momento: o empresário Joesley Batista, do grupo J&F, havia gravado o presidente, segundo a PGR (Procuradoria-Geral da República), a compra do silêncio do ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Darcísio Perondi (PMDB-RS) estava no carro a caminho da Câmara. Carlos Marun (PMDB-MS) aguardava uma audiência na antessala do ministro Antonio Imbassahy (Secretaria de Governo), no quarto andar do Palácio do Planalto. Um piso abaixo, Beto Mansur (PRB-SP) esperava o presidente na porta de seu gabinete com um pendrive na mão para apresentar sua expectativa de votos para a reforma da Previdência.
A única ‘novidade’ da matéria requentada da edição de sábado do Jornal Nacional, da Rede Globo, sobre a rumorosa delação dos irmãos Batista, do JBS, foi a historinha das guias de trânsito que não batem com os registros de entrada das boiadas nos frigoríficos. Detalhe: quem deu essa informação foi o delegado federal da Agricultura no Estado, Celso Martins, funcionário de carreira do MAPA, mas ligado ao PMDB de André Puccinelli. Cada vez mais claro quem está por trás de tudo.
Dezessete de maio de 2017, aniversário de 12 anos de um dos meus filhos -que deixaria a escola e sairia do país a meu pedido-, foi também o dia do meu renascimento. Senti-me um novo ser humano, com valores, entendimento e coragem para romper com elos inimagináveis da corrupção praticada pelas maiores autoridades do nosso país.
Nos últimos dias, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), fez aquele que pode ter sido o mais importante cálculo político de sua vida pública. Para se manter como opção a Michel Temer, deixou que o pragmatismo prevalecesse sobre a ambição de se tornar o homem mais poderoso do país.
Que Murilo Zauith é um homem de hábitos simples, ninguém duvida. Mas daí a pôr um bermudão, óculos escuros e, de carona com Sidlei Alves, sair para um cafezinho as nove da matina (madrugada para seus padrões) foi o suficiente para aumentar com o suspense quanto sua candidatura a senador. A menos que tenha ido sondar Everaldo Leite, o dono da padaria que é a maior muvuca política da cidade, sobre a devassa que Délia Razuk promete fazer em seu retorno, ops!, à golden city.
Uma linhagem de três gerações de políticos brasileiros cometeu suicídios que lembram uma maldição familiar. O clã Vargas está na origem de um suicídio paradigmático, usado como arma política que alterou a história do Brasil nos anos 1950 e serve até hoje como um modelo de bravura patriótica. Getúlio Dornelles Vargas (1882-1954), o filho Manuel Antônio Sarmenho Vargas (1906-1997) e o neto Getúlio Dornelles Vargas Neto (1956-2017) se envolveram em política e se mataram com tiros de revólver. A rotina suicida pode parecer uma epopeia cívica quando se trata dos Vargas. Mas, segundo os especialistas, o comportamento segue um padrão que se repete em muitas famílias.
O acordo de delação firmado entre o publicitário Marcos Valério e a Polícia Federal, que detalha um esquema conhecido como mensalão tucano, também atinge os senadores Aécio Neves (PSDB-MG) e José Serra (PSDB-SP), além dos ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Fernando Henrique Cardoso (PSDB).
A candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Palácio do Planalto em 2018 seria um desserviço ao Brasil, na opinião do ex-ministro e ex-governador do Ceará Ciro Gomes (PDT). Também pré-candidato à presidência da República, Gomes avaliou que o país precisa 'desesperadamente' discutir o futuro e participar do processo eleitoral com uma sentença polarizaria o debate.
A prefeita Délia Razuk passa o fim de semana aproveitando a aragem das cataratas do Iguaçu em busca de inspiração para as medidas duras que precisa tomar em seu retorno à golden city. Antes, porém, se o tempo permitir, ela ainda pretende ouvir alguns segmentos da sociedade, como Maçonaria, OAB, Clubes de Serviços e Sindicatos para com eles dividir a responsabilidade, mas sem fugir do ônus que sabe ser só seu. ‘Doela a quem doela’, como diria Collor de Melo.
O deputado campo-grandense Paulo Corrêa pretende ocupar o vazio deixado pelo capo Londres Machado, sempre o mais votado entre os forasteiros que de quatro em quatro anos levam os votos dos douradenses e depois não retornam nem para um cafezinho. Para tanto já orientou gente de sua mais alta confiança a entrar na fila da licitação para a sempre tão cobiçada conta publicitária da prefeitura agora administrada pela companheira republicana Délia Razuk.
Descartado da sucessão municipal passada em Dourados para cumprir missão como secretário de Justiça e Segurança Pública, José Carlos Barbosa deve reassumir o mandato na Assembleia na virada para ano eleitoral. Não só para viabilizar seu projeto de reeleição, mas, com as credenciais que tem, colocando-se à disposição para voos mais altos, tanto para Brasília como para um dos outros poderes do Parque. Com o vazio pós Lama Asfáltica/JBS, tem vaga até para governador.
BRASÍLIA — Na luta para se livrar da denúncia por corrupção passiva no plenário da Câmara, o presidente Michel Temer acentuou a velha prática fisiológica de trocar cargos por votos para permanecer no Planalto. Na tentativa de agradar a todos os partidos da base, o presidente vem recebendo parlamentares diariamente, ouvindo pleitos das legendas aliadas e mapeando a evolução dos infiéis. A destinação de verbas para as bases eleitorais de parlamentares foi vastamente usada nos bastidores durante a análise da denúncia na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara. Mas a negociação de cargos se escancarou nos últimos dias.
SÃO PAULO - Depois de ter sua proposta de delação rejeitada pelo Ministério Público Estadual de Minas Gerais (MP-MG), o operador do mensalão Marcos Valério Fernandes fechou um acordo de colaboração premiada com a Polícia Federal (PF) em Minas Gerais. Por citar políticos com foro privilegiado, como o senador Aécio Neves (PSDB-MG), o acordo aguarda a homologação do Supremo Tribunal Federal (STF).
Pré-candidato de uma eventual eleição presidencial indireta, o advogado e professor aposentado Modesto Carvalhosa, 85, tem buscado apoio para concorrer, sem filiação a um partido político, e defende que o próximo presidente chame uma Constituinte. Ele afirma que a saída para a crise no país, com uma 'transição' pacífica, está fora dos quadros políticos, que considera deslegitimados com a sequência de escândalos dos últimos anos.
Pena que não seja por uma causa das mais nobres, mas, como diria Lula da Silva, nunca antes na história as coisas estiveram tão favoráveis ao Mato Grosso do Sul em Brasília. Além dos três senadores governistas, o presidente Michel Temer assedia a deputada ‘socialista’ Tereza Cristina para seu PMDB, de onde saiu o por ora tucano Geraldo Resende, que é amigo do presidente. Temer caindo, Mandetta já está em stand-by com Rodrigo Maia. Sem falar do Marun, claro!