Além das notícias do Brasil e do mundo, aqui compartilhadas, tudo sobre os bastidores da política em Dourados e no Mato Grosso do Sul, com textos inéditos em artigos, entrevistas e comentários de Valfrido Silva e colaboradores.
05/10/2016 - 14h54Ex-presidente é acusado de influenciar decisão sobre empréstimo do BNDES à empresaBRASÍLIA - A Polícia Federal indiciou o ex-presidente Luiz Inácio Lula...
Para os que estão estranhando a nomeação de Antônio Carlos de Oliveira Nantes para a SUDECO (Superintendência de Desenvolvimento do Centro Oeste), trata-se de um dos melhores quadros da política estadual desde que o Estado foi criado. Deputado federal, candidato a governador, foi um dos fundadores do PT, mas tendo saído do partido antes de se contaminar no mar de corrupção em que os petistas se chafurdaram.
A prefeita eleita Délia Razuk só vai cuidar da análise de nomes para o secretariado depois de sua diplomação. Ela reafirma que não tem compromissos pessoais, mas políticos, levando-se em consideração o currículo dos que vierem a ser indicados, adiantando que tudo será feito depois de criteriosa análise em conjunto com os partidos que fizeram parte de sua coligação. Nem mesmo nomes para a equipe de transição ela está aceitando discutir agora.
Na pior das hipóteses os deputados Geraldo Resende e Renato Câmara estão com suas reeleições garantidas, já que a exposição em uma eleição municipal serve sempre como recall para a eleição seguinte. Mas é claro que – muito mais Geraldo que Renato – "fominhas" com são, não vão dar o braço a torcer, o tucano já fomentando a necessidade de alguém da região para o preenchimento deste importante espaço, quando questionado sobre a possibilidade de disputar o Senado, e o peemedebista, desde a campanha, já disseminando a ideia de que não vai passar encilhado o cavalo marchador rumo ao Parque dos Poderes.
Tanto Geraldo Resende quanto Renato Câmara parece terem assimilado bem os veredito das urnas. Tanto no palavrório do day after aos subordinados de sempre da imprensa, como na prática, no retorno de suas atividades parlamentares, na Assembleia Legislativa e na Câmara Federal. Geraldo, inclusive, com suas selfies e transmissões "ao vivo" pelos corredores do Congresso, como se estivesse, ainda, em busca de votos. Quem sabe, para o Senado, já, afinal 2018 está logo ali.
RIO - Após o PT eleger menor número de prefeitos nesta eleição, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva minimizou nesta quarta-feira o impacto negativo da derrota nas urnas. Lula ressaltou que a alternância de poder faz parte do jogo democrático. "Uma hora você ganha, outra hora você perde. Assim é a democracia. Se tivesse escrito que o PT nunca pudesse perder, não teria fundado um partido político. Quem ganha agora pode perder em 2018. Alternância de poder é a beleza da democracia", afirmou Lula após participar de uma conferência internacional, que reuniu sindicalistas de todo o mundo no Rio.
A título de colaboração com o tesouro estadual, neste momento em que o passe de Alcides Bernal deve estar valendo mais que o de Neymar depois das Olimpíadas, vai aí um parâmetro de seu peso na hora transferir votos. Seu candidato a prefeito em Dourados, Wanderlei Carneiro, foi o lanterna, com 2065 votos, ficando atrás, também, dos oito vereadores mais votados. Como o PP não atingiu o coeficiente eleitoral, sua candidata a vereadora, a combativa Virginia Magrini, também dançou.
04/10/2016 - 16h41Senador é acusado de utilizar dinheiro de uma empreiteira para pagar pensão alimentíciaBRASÍLIA – O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal...
O Brasil já teve o "pai dos pobres" – o presidente Getúlio Vargas, título que na versão douradense coube ao prefeito e depois deputado petebista Vivaldi de Oliveira, no final da década de 1950. Vivaldi, que fora o maior fenômeno eleitoral antes da chegada de Ari Valdecir Artuzi. Pois foi encarnando esta condição, também, que a republicana Délia Razuk fez cair os últimos fiapos de cabelos ainda em fase de germinação na "hortinha" do tucano Geraldo Resende.
Contagem final – Marçal Filho, candidato a vereador, 90 votos. Não, não é recontagem de votos e nem adianta o primeiro suplente Maurício Lemes se assanhar. Trata-se de um homônimo, que mesmo pegando carona no nome do radialista famoso, de Dourados, não conseguiu fazer nem para o fumo, em Ponta Porã. Quem também não conseguiu tirar proveito do nome famoso foi a repórter televisiva Rosane Mazetto, até bem votada, para os padrões de Ponta Porã, mas perdendo para vereador.
O PT caminha celeremente para desaparecer do mapa político também no Mato Grosso do Sul. Não conseguiu eleger nenhum prefeito, diminuindo também a representatividade nas câmaras municipais. Dos 14 prefeitos eleitos em 2012 apenas três foram reeleitos, ainda assim porque trocaram de partido. Entre os vereadores que ficaram pelo caminho, o pragmático Dirceu Longhi. Reeleito, o sempre coerente Elias Ishi vai tentar segurar a peteca em Dourados.
03/10/2016 - 17h00Estratégia para o segundo turno é buscar apoio de todos os 13 derrotados na urnasO governador Reinaldo Azambuja e a candidata Rose...
Nem o retorno de Marcelo Mourão e de Nelson Sudário; nem Lia Nogueira, nem Keliana Fernandes conseguindo emplacar para a Câmara Municipal de Dourados. Todos, profissionais da "latinha", na faixa de 900 a 1200 votos. Alta frequência só para quem fala com jeitinho "Alô vocêêêê...". Mesmo assim, para quem foi deputado federal por dois mandatos e mais dois meio-mandatos como suplente, os quatro mil votos de Marçal Filho não devem ter correspondido à expectativa.
A vitória de Délia Razuk sobre Geraldo Resende serviu para desmistificar o surrado conceito de que dinheiro e máquina governamental são fatores decisivos para se vencer uma eleição. E, na ordem inversa da coisa, para reafirmar a máxima popular de que quando o eleitor desembesta ou quando acontece o não menos popular "estouro de boiada" não há mala preta que dê jeito. Com uma campanha franciscana, Délia derrotou, numa só tacada, o governador Reinaldo Azambuja, o ex-governador André Puccinelli, o prefeito Murilo Zauith, os deputados Zé Teixeira, José Carlos Barbosa e George Takimoto, além de cabos eleitorais ilustres como vice-prefeito Odilon Azambuja e o ex-deputado Valdenir Machado.
SÃO PAULO - Maior patrocinador e fiador da campanha vitoriosa de João Doria em São Paulo, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) também emergiu das urnas neste domingo como vencedor. Mas, ao contrário do afilhado político, a corrida que o tucano disputa só terminará em 2018. Ele quer ser candidato à Presidência da República, pela segunda vez.
Os deputados Geraldo Resende e Renato Câmara se apressaram em anunciar, logo após a apuração dos votos, que vão colocar seus gabinetes à disposição da prefeita eleita, Délia Razuk. O peemedebista disse que já na terça-feira retoma os trabalhos na Assembleia Legislativa; o tucano lamentou o prejuízo que teve às vésperas da eleição com as críticas de que pouco fez pela saúde, por alguém "mal agradecido", uma referência ao secretário de saúde Sebastião Nogueira.
SÃO PAULO — O empresário João Doria (PSDB) foi eleito prefeito de São Paulo em primeiro turno neste domingo. Desde que a eleição em dois turnos é prevista, essa foi a primeira vez que um prefeito se elege em primeiro turno na capital paulista, com mais de três milhões de votos. Com 99,1% das urnas apuradas às 21h30min, Doria estava com 53,28% dos votos válidos.
Marquinhos Trad (PSD) e Rose Modesto (PSDB) vão disputar o segundo turno em Campo Grande. O primeiro colocado teve 147.694 votos, o que equivale a 34,57% dos votos válidos, enquanto a candidata tucana teve 113.738 votos, o que corresponde a 26,62% votos válidos. A diferença entre ela e Alcides Bernal (PP), que tentava reeleição, foi de apenas 2.610 votos, já que ele teve 26,01% dos votos válidos.
Na Capital, votos brancos e nulos somaram 11,15%. Também foram registradas 114.286 absten
A vereadora Délia Razuk, candidata do PR, acaba de ser eleita prefeita de Dourados com 43.252 votos (39,82%), contra 40.149 votos (36,96%) obtidos por Geraldo Resende, o candidato do PSDB. O candidato peemedebista Renato Câmara obteve 20.708 votos (19,06%); o professor Ênio Ribeiro, do PSOL, ficou em quarto lugar com 2.445 votos (2.25%) e Wanderlei Carneiro, do PP, o lanterna, com 2.065 votos (1.90%).