Além das notícias do Brasil e do mundo, aqui compartilhadas, tudo sobre os bastidores da política em Dourados e no Mato Grosso do Sul, com textos inéditos em artigos, entrevistas e comentários de Valfrido Silva e colaboradores.
Presos pela Lava Jato desde o ano passado, os petistas José Dirceu e João Vaccari Neto sugeriram a correligionários que a sigla faça um acordo de "leniência partidária". Segundo relatos de pessoas que estiveram com o ex-ministro e o ex-tesoureiro do PT no último mês, a ideia teria surgido do próprio Dirceu e foi apresentada a ao menos a dois deputados do partido e a dois advogados que confirmaram à Folha de S. Paulo terem abordado o tema com os petistas.
Ironizando o boato de que o chefe Renato Câmara cederia a esposa Cristiane Iguma para compor como candidata a vice-prefeita de Geraldo Resende, um assessor do deputado sinalizou para o que pode ser o mote da campanha do ex-prefeito ivinhemense, até como contraponto ao discurso de que ele não seria de Dourados: "O casamento do Renato com Dourados foi de papel passado e é indissolúvel". Ou seja, a candidatura a prefeito é sem retorno.
Vinte e sete anos após o fim da aliança homônima que deu um novo significado ao "é dando que se recebe" da oração de São Francisco de Assis, o "centrão" ressurge com força de pautar votações e rumos do governo Michel Temer, além de trabalhar para se consolidar no comando da Câmara dos Deputados. Formado por PP, PR, PSD, PTB, PRB, SD, PTN e outras seis siglas menores, o grupo reúne 218 deputados e se consolidou sob a influência –ainda presente– do presidente afastado da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ).
Nestes tempos bicudos em que nem marqueteiros políticos escapam das garras do Judiciário os candidatos a prefeito em Dourados tentam improvisar com profissionais do tipo dois-em-um, que cuidem não apenas da propaganda, mas também da estruturação geral da campanha. Tanto assim que Délia Razuk foi atrás de Raufi Marques, Geraldo Resende, o que tem a melhor estrutura, buscando o reforço de Waltinho Carneiro, enquanto Renato Câmara busca fora um profissional com essas características.
"É uma guerra, tem sido uma guerra", disse o presidente interino, Michel Temer, aos jornalistas Valdo Cruz e Gustavo Uribe, da Folha de S. Paulo sobre seu primeiro mês de governo, que se completa neste domingo (12). A frase revela seu estado de espírito por enfrentar mais dificuldades do que antecipava. Em 30 dias, perdeu dois ministros, recuou em decisões e encontrou situação fiscal pior que imaginava.
Com um "pacotão" de investimentos em infraestrutura que devem chegar a R$ 500 milhões, a Prefeitura de Campo Grande não está conseguindo vencer nem a buraqueira nos diversos setores sob sua responsabilidade. Da peneira viária em que se transformou a área urbana aos rombos gerenciais que retratam o pífio desempenho do prefeito, a capital de Mato Grosso do Sul vive o período mais desastroso de sua história política e administrativa. Antes um padrão nacional de progresso sustentável e humanizado, ruas e praças bem mantidas e arborizadas, hoje é uma cidade que retrata o desleixo e a incapacidade com que vem sendo tratada pelo poder publico local.
Em uma de suas reações mais fortes, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, rebateu nesta sexta-feira (10) as críticas por ter pedido a prisão de integrantes da cúpula do PMDB. Ele negou que tenha partido do Ministério Público o vazamento do pedido com objetivo de pressionar o STF (Supremo Tribunal Federal) a definir o caso, disse que ninguém está acima da lei e afirmou que não tem pretensão política.
É só o que dá para escrever, diante das últimas "novidades" da política douradense, que segue fortemente influenciada por escorregadios líderes estaduais da Lama Asfáltica, os mesmos que, empanturrados com o coffe break do empreiteiro cheio de charme João Amorim agora dividem o noticiário policial com os líderes do narcotráfico. Quanto mais denúncias, mais vorazmente agem nos bastidores, pelo retorno ao poder.
Os áudios revelados pelo delator Sérgio Machado, que gravou integrantes do governo de Michel Temer e outros peemedebistas, mostram um "ataque incisivo" à Lava Jato e ao combate à corrupção por "alguns políticos específicos", diz o procurador da República Deltan Dallagnol, coordenador da força-tarefa da operação. "São pessoas tramando em segredo contra a Lava Jato. Querem cortar as asas da Justiça e do Ministério Público", disse, em entrevista à Folha de S. Paulo nesta quinta-feira (9).
Cara-de-pau, o pau-mandado confesso de Lula da Silva para atrapalhar as investigações da Lava Jato, pelo que foi preso e teve o mandato de senador cassado, Delcídio do Amaral parece que não se deu conta de que é carta fora do baralho. A mais nova bravata, em entrevista a uma emissora gaúcha, depois do pedido de prisão de seu algoz Renan Calheiros, é de que daqui uns dias ele vai começar a andar sobre as águas, porque vai virar santo e ser canonizado pelo Papa Francisco.
Será que agora está vacinado para as próximas eleições? Depois da azia provocada em alguns adversários pelo coffee break de João Amorim e das derrapagens de outros (algumas até fatais, como a de Edsson Girotto) na Lama Asfáltica, o prefeito "progressista" Alcides Bernal tem aumentadas suas chances de reeleição, e aí acabando o chororô pelo tempo perdido no período em que esteve "cassado".
O pedido de prisão de integrantes da cúpula do PMDB feito pela Procuradoria-Geral da República aponta que eles combinavam versões de defesa e estratégias para evitar serem alcançados com o avanço das apurações da Operação Lava Jato.
Desde o fiasco do campo-grandense Jânio Quadros, que renunciou a presidência da República depois de um porre, confiante de que voltaria nos braços do povo, a população do Mato Grosso do Sul não se sente tão envergonhada de seus representantes: primeiro o senador corumbaense Delcídio do Amaral, preso e depois cassado. Agora o matucho Carlos Marun, a ponto de fazer serão no Conselho de Ética, na tentativa de salvar Eduardo Cunha. Será que os gaúchos não aceitam Marun de volta?
07/06/2016 - 15h34O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Gilmar Mendes classificou nesta terça-feira (7) de "brincadeira" com o tribunal o vazamento dos pedidos...
Se para ilustres caciques peemedebistas do Estado e aliados (como Edson Giroto, infiltrado no PR de Londres Machado) chafurdados na Lama Asfáltica as coisas ficam cada dia mais pretas, adversários, como Murilo Zauith, já vislumbram novos e promissores cenários e refazem seus projetos. O prefeito douradense, por exemplo, passando o manche da prefeitura seja lá a quem for, mas desde que o sucessor seja coadjuvado por seu comandante, o também professor Venturini.
Até nisso Délia Razuk dá sorte. Nem bem começou a campanha eleitoral e o Timão – o Sport Club Corinthians Paulista – embalou de novo rumo ao título de bicampeão brasileiro. Com esta bandeira roubada pela adversária, mas também corinthiano, Geraldo Resende lançou mão do mais básico dos estereótipos, deixando de lado a contumaz sisudez e, aproveitando sua condição de pai temporão, pegando no colo, todo faceiro, também os filhos dos eleitores. O são-paulino Renato Câmara, para não ficar muito atrás na classificação, resolveu inovar o esquema tático: além de montar uma tenda no fundo de seu escritório político, para onde pretende arrastar as lideranças de bairro para a discussão de seu plano de governo, nesses tempos de Lama Asfáltica e de Lava Jato começando pela catequização de seus candidatos a vereador, principalmente com "orientações jurídicas e aspectos contábeis e financeiros da campanha".
Para os desinformados que teimam em duvidar da reviravolta que provocaria no processo sucessório municipal a chapa Délia Razuk-George Takimoto, informando apenas que as articulações nesse sentido são de Londres Machado. Para tanto o velho cacique fátima-sulense promoveu, recentemente, na Assembleia Legislativa, um encontro entre Takimoto e Roberto Razuk, que andavam estremecidos. Tudo, claro, na presença de dona Délia, a principal interessada em que eles façam as pazes.
O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pediu ao Supremo Tribunal Federal a prisão do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), do ex-presidente da República José Sarney (PMDB-AP) e do senador Romero Jucá (PMDB-RR). A informação é de um interlocutor de ministros do STF. Renan, Sarney e Jucá foram flagrados tramando contra a Operação Lava-Jato em conversas gravadas pelo ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado. Os pedidos de prisão já estão com o ministro Teori Zavascki, do STF, há pelo menos uma semana.