Além das notícias do Brasil e do mundo, aqui compartilhadas, tudo sobre os bastidores da política em Dourados e no Mato Grosso do Sul, com textos inéditos em artigos, entrevistas e comentários de Valfrido Silva e colaboradores.
A campanha de baixarias que rolava na internet até agora com agressões apenas à candidata Délia Razuk, volta-se agora, num claro revide às estocadas de Geraldo Resende em seus programas de rádio e TV, contra o próprio tucano. Nas redes sociais desde ontem, um vídeo onde o desencarnado ex-prefeito uragânico Ari Artuzi faz contundentes acusações de corrupção contra o deputado. Mais evidente que isso impossível: não tem eleição definida coisíssima nenhuma.
BRASÍLIA — As eleições municipais deste ano em três dos maiores colégios eleitorais do país têm uma característica em comum: estão na cabeça da disputa, segundo as pesquisas de opinião, candidatos que não têm viés ideológico de esquerda ou de direita, que estão fora do sistema político tradicional ou, apesar da vinculação partidária, que conseguem fazer sobressair nas campanhas a imagem do não político.
Michel Temer não deve falar sobre o impeachment em seu primeiro discurso como presidente nas Nações Unidas, na terça (20). O chanceler José Serra disse que o discurso irá tratar dos princípios defendidos pelo governo, "centrados na paz, nos direitos humanos e no desenvolvimento sustentável."
Além do festival de baixarias, que começou antes da hora e que pode ser um tiro no pé de seus idealizadores, essas duas últimas semanas de campanha eleitoral em Dourados serão de tirar pica-pau do oco. Debates, pesquisas – agora de verdade – do Ibope, mala preta (desviada da campanha de Rose Modesto, em Campo Grande) chegando e, já, o início da campanha do voto útil. Dúvidas, se é que existem, só quanto ao destino do eleitorado de Renato Câmara.
CURITIBA - O ex-presidente Lula aumentou a presença do PMDB dentro da Petrobras para evitar sofrer um processo de impeachment após a revelação do escândalo do mensalão e também para proteger um de seus filhos, Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, na investigação dos negócios entre a Gamecorp e a Telemar.
SÃO PAULO — Bastou a internet reverberar frase associada aos procuradores da Lava-Jato, mas não dita durante apresentação da denúncia contra o ex-presidente Lula — "não temos provas, mas convicção" — , para a polêmica ser instalada. Desde quarta-feira, internautas passaram a acusar os procuradores de sustentar a denúncia contra o petista sem prova cabal. O próprio Lula usou ontem o mote para tentar desqualificar o trabalho dos investigadores.
Pior que ter um de seus "generais" de campanha disseminando pessimismo pelos corredores da Assembleia Legislativa em relação ao resultado do pleito em Dourados é reconhecer, mas não poder fazer nada, o perigo de um "criativo" jagunço infiltrado em seu QG eleitoral. Esta a situação do deputado Geraldo Resende, certamente já pensando nos riscos que corre no day after, independentemente do resultado da eleição que disputa com Délia Razuk.
SÃO PAULO - Em seu primeiro pronunciamento após ter sido denunciado pelo Ministério Público por corrupção e lavagem de dinheiro, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva desafiou nesta quinta-feira os procuradores a provar que ele cometeu atos de corrupção. O petista disse que, se ficar provado, ele se entregará à Justiça. O petista chorou em três momentos ao longo da entrevista, que durou mais de uma hora, e se disse "orgulhoso em saber que a perseguição (a ele) é por causa das coisas boas que eu (Lula) fiz".
A defesa de Lula se autoimpôs uma missão irrealizável. Para refutar a acusação de que seu cliente era "o comandante máximo" do petrolão, os advogados de Lula se esforçam para provar que aquele ex-operário que chegou à Presidência como um mito e deixou o Planalto como um recordista de popularidade era, na verdade, um míope meio bobo —indigno dos milhões de votos que o elegeram duas vezes.
O deputado Geraldo Resende aposta, ops!, todas as suas fichas no prestígio de Reinaldo Azambuja para encostar logo em Délia Razuk. Pelas medições de pesquisas internas, a cada vinda do governador a Dourados diminui esta distância, que já foi bem maior. Como chegar é uma coisa passar é outra, os tucanos acreditam que a virada se dará no debate da TV Morena, o que esperam ver cristalizado na pesquisa do Ibope da véspera da eleição.
CURITIBA - O juiz Sérgio Moro condenou a nove anos e 10 meses de prisão o pecuarista José Carlos Bumlai, amigo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, pelos crimes de corrupção passiva e gestão fraudulenta de instituição financeira, por ter retirado em nome dele um empréstimo de R$ 12 milhões no Banco Schahin, destinado a quitar dívidas do PT. O empréstimo não foi pago e foi quitado de maneira fraudulenta, com o fechamento de um contrato do Grupo Schahin com a Petrobras para operação do navio-sonda Vitória 10000. Foi simulado uma falsa doação em pagamento com embriões bovinos.
De nada adiantou o balido – méééé – do carneirinho na propaganda eleitoral de Wanderlei Carneiro no rádio, na TV e até nas mídias sociais. Pelos números da pesquisa do Ipems divulgados nesta quarta-feira restará ao candidato "progressista" segurar uma lanterna, e assim mesmo com as pilhas muito fracas, para tentar ajudar Renato Câmara a achar algum atalho por onde o peemedebista possa alcançar Délia Razuk e Geraldo Resende.
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi denunciado na tarde desta quarta-feira (14) pela força-tarefa da Lava Jato sob acusação de comandar o esquema de corrupção na Petrobras investigado pela operação. "Hoje, o Ministério Público Federal acusa Lula como o comandante máximo do esquema de corrupção identificado na Lava Jato", declarou o procurador da República Deltan Dallagnol, durante coletiva de imprensa.
SÃO PAULO — As negociações para obstruir os trabalhos da CMPI da Petrobras, que incluiram pagamento de propina a parlamentares, podem ter ocorrido com a anuência do governo federal. O ex-presidente da OAS, Léo Pinheiro, afirmou ontem em depoimento ao juiz Sérgio Moro, em Curitiba, que Ricardo Berzoini, então ministro das Relações Institucionais da presidente Dilma Rousseff, participou de uma das reuniões encabeçadas por Gim Argello e Vital do Rêgo, que resultaram em pagamento de propina para que as empresas fossem poupadas nas investigações. Vital do Rêgo era presidente da comissão; Argello era o vice.
Délia Razuk 40, Geraldo Resende 32, Renato Câmara 10, tudo arredondado, com Ênio Ribeiro e Wanderlei Carneiro não saindo de um por cento. Estes os números fresquinhos de pesquisa do Ipems, chancelados pela Federação das Indústrias de Mato Grosso do Sul e publicados na edição de hoje do Jornal O Progresso. O mesmo Ipems que teve sua metodologia questionada por Geraldo Resende, que impediu a publicação de pesquisa anterior no Correio do Estado de Campo Grande.
Os acontecimentos ocorridos nos últimos dias, desde o impedimento da ex-presidente Dilma, passando pelo dia da Independência, com as manifestações contra o novo presidente, ontem com a posse da nova presidente do STF (Supremo Tribunal Federal) e a cassação do mandato parlamentar do ex-deputado Eduardo Cunha merecem, sem dúvida, algumas considerações, e abrem uma nova perspectiva para vida pública brasileira.
Logo após o anúncio do resultado da cassação de Eduardo Cunha, sua figura isolada no plenário e na saída Câmara dos Deputados foi vista com um misto de alívio e preocupação dentro do Palácio do Planalto.
BRASÍLIA — Com 450 votos a favor, 10 contrários e 9 abstenções, a Câmara cassou nesta segunda-feira o mandato do deputado federal Eduardo Cunha (PMDB-RJ), interrompendo a trajetória política de quase 25 anos daquele que se celebrizou como o principal algoz de Dilma Rousseff no processo de impeachment. Com uma carreira construída nas sombras do poder e que ganhou os holofotes nacionais desde que assumiu a presidência da Câmara, no ano passado, Cunha, que colecionou inimigos na vida política e ontem se viu abandonado por praticamente todos os partidos, passará agora a enfrentar o seu mais temido adversário: o juiz Sérgio Moro, da Justiça Federal do Paraná. Com a decisão da Câmara, Eduardo Cunha fica inelegível até 2027.
A bancada do Mato Grosso do Sul foi a mais afetada com a cassação do mandato de Eduardo Cunha. Como o andrezista Carlos Marun fazia da defesa do presidente da Câmara a razão de ser de seu mandato, pode-se dizer até que a partir de agora ele passa a ser um cadáver insepulto em plenário. Como consolo, apenas, o fato de ter saído da refrega elogiado pelo colega pernambucano dilmista, Sílvio Costa, por sua fidelidade canina: "pelo menos não é um canalha".