Além das notícias do Brasil e do mundo, aqui compartilhadas, tudo sobre os bastidores da política em Dourados e no Mato Grosso do Sul, com textos inéditos em artigos, entrevistas e comentários de Valfrido Silva e colaboradores.
Em conversas ocorridas em março passado, o ministro do Planejamento, senador licenciado Romero Jucá (PMDB-RR), sugeriu ao ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado que uma "mudança" no governo federal resultaria em um pacto para "estancar a sangria" representada pela Operação Lava Jato, que investiga ambos.
Pelo cenário que se desenha até o momento, o confronto entre os partidos políticos aliados do governo e candidatos do PSDB deverá ser inevitável nas eleições municipais de outubro, em Mato Grosso do Sul. O duelo em Campo Grande e em outras cidades do interior, no entanto, não deve estremecer a relação entre governistas e aliados na Assembleia Legislativa, conforme analistas.
A chegada de Michel Temer à Presidência, ainda interinamente, faz emergir com força avassaladora duas realidades brasileiras: Dilma Rousseff deixou um rombo de R$ 170 bilhões que nenhum santo vai cobrir do dia para a noite e Eduardo Cunha domina um Congresso e um sistema político que nenhum demônio imaginaria mais infernais.
Desesperado ante a iminência de perder os cargos federais em Mato Grosso do Sul, Dagoberto ‘rabo de cavalo’ Nogueira não poupa óleo de peroba ao dizer, agora, que tem direito a manter as sinecuras de seus apaniguados porque o PDT trabalhou pela a eleição do vice agora presidente da República, enquanto que os peemedebistas locais fizeram a campanha de Aécio Neves. Uai, o pupilo de João Leite Schmidt não é um dos que votaram contra o impeachment batendo na tecla do golpe?
O ministro da Educação, Mendonça Filho (DEM), anunciou neste sábado (21) que o presidente interino, Michel Temer, decidiu recriar o Ministério da Cultura. A decisão foi tomada pelo presidente, segundo Mendonça Filho, como um "gesto" para a área da cultura do país, que criticou fortemente a extinção do Ministério da Cultura, que havia sido anexado ao da Educação.
O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso acha que o desempenho do presidente interino, Michel Temer, nos próximos meses será crucial para determinar se o PMDB terá condições de liderar o país à frente de um novo bloco de poder, como petistas e tucanos fizeram antes dele. Para o líder do PSDB, a recessão na economia e a fragmentação política do Congresso limitam as possibilidades do novo governo, e o futuro do PMDB dependerá da maneira como Temer lidar com essas dificuldades.
A cerimônia que empossou Renato Câmara como presidente da executiva municipal do PMDB de Dourados reuniu as principais lideranças estaduais do partido. Durante o evento houve também o lançamento do "Participa Dourados", que irá desenvolver um plano de ação para auxiliar na construção das diretrizes do PMDB para a cidade.
O ex-governador André Puccinelli reiterou ontem em Dourados sua fixação pelo retorno, ops!, ao governo Estado. Com o rompante de sempre, disse aos jornalistas que se o "o outro" (seu sucessor, o Azambuja) não estiver bem é só chamar que ele volta. O ex-poderoso chefão da máfia da lama asfáltica só se esqueceu que a fila anda, e que entre tantos companheiros de olho no mesmo cargo está Renato Câmara, que vê a prefeitura de Dourados apenas como um trampolim para 2018.
"Com salário de R$ 11 mil, como gerente de obras da Agesul, Hélio Yudi Komiyama, com ajuda da esposa, sem renda declarada, e do filho, com remuneração de R$ 8 mil, comprou três lotes num luxuoso Parque Residencial e um apartamento, em Campo Grande, além de um veículo BMW". Informação da Polícia Federal, sobre o milagre da multiplicação dos rendimentos de um dos integrantes da quadrilha Lama Asfáltica.
Não bastasse boa parte de seu estafe na cadeia, como o empreiteiro João Amorim (e filhas) e os ex-deputados Edson Giroto (e esposa) e Beto Mariano (e filha), todos pela forma despudorada como arrombaram os cofres públicos, o ex-governador André Puccinelli ainda tem que aguentar a fiasqueira de seu pupilo Carlos Marun se afundando cada vez mais no descomunal esforço de canonização de Eduardo Cunha no Conselho de Ética da Câmara Federal.
Exceção a duas das mais fervorosas assessoras de Délia Razuk a azambujaiada de Dourados (com o vice-prefeito Odilon Azambuja puxando a fila) parece fechadinha com o ex-prefeito de Ivinhema Renato Câmara, agora sonhando com a cadeira de Murilo Zauith. Por outro lado, o mais ilustre representante desta que é uma das mais tradicionais famílias do Estado, o governador-censor Reinaldo Azambuja, promete apoio a Geraldo Resende, que sonha com os retornos de sua mala preta.
As investigações da operação Lama Asfáltica começam a esclarecer a ligação que existia entre o empreiteiro João Amorim e principal contato dele no governo de Mato Grosso do Sul, da gestão de André Puccinelli (PMDB), Edson Giroto. O ex-secretário estadual de Obras Públicas e Transportes recebia favores, sociedade em fazendas e dinheiro por criar facilidades dentro da secretaria.
Menos de uma semana depois de rasgar elogios em público à administração de Murilo Zauith, por ele sempre combatido, mas de quem agora espera apoio, o deputado federal de retorno ao ninho tucano Geraldo Resende está tendo o troco: as portas da prefeitura estão sendo generosamente franqueadas, em pleno horário de expediente, para reuniões de apresentação e convite de posse de Renato Câmara no diretório peemedebista. Ou seja, o pontapé inicial da campanha adversária.
O fato poderia ser visto como uma simples brincadeira, um exibicionismo ingênuo, não fosse o autor articulador político do governador Reinaldo Azambuja. Por isso, não deixa de ser sugestiva a foto de Dorival Betini postada hoje no Facebook ao lado de um avião bimotor, anunciando uma visita na lavoura. Nesses tempos de tanta expansão de áreas para fazendas de lama e de laranjas na região Sudoeste do Estado, a derrapada pode ter consequências maiores que as da lama asfáltica.
18/05/2016 - 10h38O juiz Sergio Moro, que conduz os processos da Lava Jato em Curitiba, condenou nesta quarta-feira (18) o ex-ministro da Casa Civil...
Além de contar com a providencial ajuda de Geraldo Resende, que depois de dividir o PMDB dificilmente terá condições de aglutinar tucanos desprestigiados por Azambuja e demos tutelados pelo encrencado Zé Teixeira, a vereadora Délia Razuk pode, ainda, ser beneficiada com a derrapagem de Antonieta Amorim na Lama Asfáltica. Mas ela adianta que mesmo virando deputada não desiste de disputar a prefeitura.
Após imbróglio político envolvendo a saída do deputado federal Geraldo Resende, que trocou o PMDB pelo PSDB, os dois partidos perdem espaços e correm o risco de derrota nas eleições municipais em Dourados, segundo maior colégio eleitoral do Estado, onde a vereadora Délia Razuk (PR) desponta como favorita, conforme atesta a mais recente pesquisa de intenções de voto divulgada pelo Ipems (Instituto de Pesquisa de Mato Grosso do Sul).
Os 13 anos de governo petista levaram o Brasil a um "pesadelo", marcado pela "captura" do Estado por interesses partidários e empresariais e a crise social, política, econômica e moral, disse ontem Arminio Fraga, presidente do Banco Central durante o segundo mandato do ex-presidente tucano Fernando Henrique Cardoso.
Seu braço direito, Edson Giroto, na cadeia. Seu empreiteiro preferido e cheio de charme, João Amorim, também, além de outros assessores diretos de seu governo, esposas e filhos. E ele, todo pomposo, como se nada estivesse acontecendo, circulando pelos corredores do Congresso Nacional, sempre bem posicionado diante de câmeras de TV. A menos que lá esteja mexendo os pauzinhos para livrar seus pupilos do friorento xilindró. Este é André Puccinelli.
Quem conhece o todo cheio de charme João Amorim, o empreiteiro melhor aquinhoado durante o governo André Puccinelli, garante que ele está longe de ser um Zé Dirceu – o companheiro que divide o comando da quadrilha petista com Lula da Silva e que aguenta tudo de bico calado. Mesmo com as "mordomias" da cela que está dividindo com os ex-deputados Edson Giroto e Beto Mariano, o sobrinho preferido de Harry Amorim Costa não pensaria duas vezes para entregar todo o bando.