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quinta-feira, outubro 8, 2026

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Tiro no pé

"O fato é que a classe política está enojando o povo, independentemente de partidos, e defender o indefensável é muito difícil". Tem razão o demo Zé Teixeira. O eleitorado não aguenta mais discursos demagógicos como o dele, no sexto mandato consecutivo como deputado estadual e que, para ser coerente, o mínimo que deveria fazer é dar o lugar a quem se recuse, peremptoriamente, a entrar na política para ser laranja de esquemas criminosos como os da Lama Asfáltica e da Campina Verde.

Isonomia

Cassado há quinze dias depois de flagrado tentando obstruir a Lava Jato, Delcídio do Amaral acha que a ação de seu ex-colega Romero Jucá foi muito mais explícita e comprometedora e que por isso ele deve também perder o mandato, mas desde que tenha o direito de defesa que ele não teve. "Ele fala de tudo, e por muito menos eu fui pro saco. Ele cogita uma mudança de governo para se fazer um pacto contra a Lava Jato. É absurdo!", disse o ex-líder do governo Dilma no Senado.

Délia Razuk pode repetir Ari Artuzi e se eleger prefeita contra tudo e contra todos

Contra tudo e contra todos, bem dito, os poderosos de plantão. Délia Razuk, sempre a mais votada em todas as empreitadas eleitorais que encarou até agora em Dourados, pôs na cabeça que quer porque quer, de volta, a cadeira que passou a Murilo Zauith no pós-Uragano dizendo que tem "apenas" o tal do povão ao seu lado. Há anos amassando barro na periferia, ela vê o resultado de seu trabalho refletido nas pesquisas de opinião pública. Tanto assim que o governador Reinaldo Azambuja, patrocinador da candidatura de seu principal adversário, Geraldo Resende, apressou-se em dizer durante sua passagem pela decadente Expoagro que não é hora de se preocupar com pesquisa, citando seu próprio exemplo na ainda recente refrega com o então senador "de todos", o agora presidiário Delcídio do Amaral.

Respingos da Lava Jato

Não bastassem José Carlos ‘amigo do Lula’ Bumlai e Vander Loubet, responsáveis pelo alcance dos tentáculos da Lava Jato até Dourados, agora Sérgio Longen, a menina dos olhos de políticos encalacrados, como André Puccinelli, para projetos futuros. O promissor presidente da FIEMS teria motivos de sobra para reforçar as doses de ansiolíticos, depois do flagra em Romero Jucá. Assim como Loubet, por negócios pra lá de explosivos.

Governo não deve interferir na Justiça, diz Moro após gravações de Jucá

O juiz Sergio Moro não quis comentar a gravação revelada pela Folha de S. Paulo nessa segunda-feira (23) em que o ministro Romero Jucá sugere um pacto para deter o avanço da Operação Lava Jato. "Não tenho comentário específico sobre essa situação porque não estou totalmente a par", disse Moro. Ele também defendeu que assuntos pertinentes à Justiça não devem ter interferência do governo e vice-versa. "Não deve haver nenhuma interferência do governo. Os trabalhos devem ser independentes", disse.

Jucá diz que não se referia à Lava Jato em trechos de conversa divulgados por jornal

O ministro do Planejamento, Romero Jucá, negou que tentou interferir para deter as investigações da Operação Lava Jato junto ao ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado . Nesta segunda-feira, 23, o jornal Folha de S. Paulo divulgou uma conversa em que Jucá sugere a existência de um pacto para obstruir a operação, dizendo que é preciso "estancar sangria". "Não me referia à Lava Jato. Falava sobre a economia do país e entendia que o governo Dilma tinha se exaurido. Entendia que o governo Temer teria condição de construir outro eixo na política econômica e social para o país mudar de pauta", disse Jucá em entrevista à rádio CBN, nesta manhã.

Síndrome de Delcídio

Sondada pelo presidente-cangaceiro do Congresso e notável da Lava-Jato Renan Calheiros (PMDB-AL) a colega peemedebista de Mato Grosso do Sul Simone Tebet, afilhada política do chefe da Lama Asfáltica André Puccinelli, reluta em aceitar a liderança do governo Temer no Senado. Delcídio do Amaral, pelo menos, quando foi preso, no mesmo cargo, não estava, ainda, com os bens indisponíveis (por corrupção) como acontece com a ex-prefeita de Três Lagoas.

Em diálogos gravados, Jucá fala em pacto para deter avanço da Lava Jato

Em conversas ocorridas em março passado, o ministro do Planejamento, senador licenciado Romero Jucá (PMDB-RR), sugeriu ao ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado que uma "mudança" no governo federal resultaria em um pacto para "estancar a sangria" representada pela Operação Lava Jato, que investiga ambos.

Confronto entre aliados do governo será inevitável nas eleições de outubro

Pelo cenário que se desenha até o momento, o confronto entre os partidos políticos aliados do governo e candidatos do PSDB deverá ser inevitável nas eleições municipais de outubro, em Mato Grosso do Sul. O duelo em Campo Grande e em outras cidades do interior, no entanto, não deve estremecer a relação entre governistas e aliados na Assembleia Legislativa, conforme analistas.

Temer, um peixe na rede

A chegada de Michel Temer à Presidência, ainda interinamente, faz emergir com força avassaladora duas realidades brasileiras: Dilma Rousseff deixou um rombo de R$ 170 bilhões que nenhum santo vai cobrir do dia para a noite e Eduardo Cunha domina um Congresso e um sistema político que nenhum demônio imaginaria mais infernais.

Cinismo

Desesperado ante a iminência de perder os cargos federais em Mato Grosso do Sul, Dagoberto ‘rabo de cavalo’ Nogueira não poupa óleo de peroba ao dizer, agora, que tem direito a manter as sinecuras de seus apaniguados porque o PDT trabalhou pela a eleição do vice agora presidente da República, enquanto que os peemedebistas locais fizeram a campanha de Aécio Neves. Uai, o pupilo de João Leite Schmidt não é um dos que votaram contra o impeachment batendo na tecla do golpe?

Michel Temer recua e recria Ministério da Cultura

O ministro da Educação, Mendonça Filho (DEM), anunciou neste sábado (21) que o presidente interino, Michel Temer, decidiu recriar o Ministério da Cultura. A decisão foi tomada pelo presidente, segundo Mendonça Filho, como um "gesto" para a área da cultura do país, que criticou fortemente a extinção do Ministério da Cultura, que havia sido anexado ao da Educação.

PMDB precisa mostrar que tem como liderar o país, diz FHC

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso acha que o desempenho do presidente interino, Michel Temer, nos próximos meses será crucial para determinar se o PMDB terá condições de liderar o país à frente de um novo bloco de poder, como petistas e tucanos fizeram antes dele. Para o líder do PSDB, a recessão na economia e a fragmentação política do Congresso limitam as possibilidades do novo governo, e o futuro do PMDB dependerá da maneira como Temer lidar com essas dificuldades.

Nova executiva do PMDB Dourados toma posse e apresenta projeto para cidade

A cerimônia que empossou Renato Câmara como presidente da executiva municipal do PMDB de Dourados reuniu as principais lideranças estaduais do partido. Durante o evento houve também o lançamento do "Participa Dourados", que irá desenvolver um plano de ação para auxiliar na construção das diretrizes do PMDB para a cidade.

E os outros?

O ex-governador André Puccinelli reiterou ontem em Dourados sua fixação pelo retorno, ops!, ao governo Estado. Com o rompante de sempre, disse aos jornalistas que se o "o outro" (seu sucessor, o Azambuja) não estiver bem é só chamar que ele volta. O ex-poderoso chefão da máfia da lama asfáltica só se esqueceu que a fila anda, e que entre tantos companheiros de olho no mesmo cargo está Renato Câmara, que vê a prefeitura de Dourados apenas como um trampolim para 2018.

A salvação da lavoura de Azambuja

"Com salário de R$ 11 mil, como gerente de obras da Agesul, Hélio Yudi Komiyama, com ajuda da esposa, sem renda declarada, e do filho, com remuneração de R$ 8 mil, comprou três lotes num luxuoso Parque Residencial e um apartamento, em Campo Grande, além de um veículo BMW". Informação da Polícia Federal, sobre o milagre da multiplicação dos rendimentos de um dos integrantes da quadrilha Lama Asfáltica.

Triste fim

Não bastasse boa parte de seu estafe na cadeia, como o empreiteiro João Amorim (e filhas) e os ex-deputados Edson Giroto (e esposa) e Beto Mariano (e filha), todos pela forma despudorada como arrombaram os cofres públicos, o ex-governador André Puccinelli ainda tem que aguentar a fiasqueira de seu pupilo Carlos Marun se afundando cada vez mais no descomunal esforço de canonização de Eduardo Cunha no Conselho de Ética da Câmara Federal.

Família dividida

Exceção a duas das mais fervorosas assessoras de Délia Razuk a azambujaiada de Dourados (com o vice-prefeito Odilon Azambuja puxando a fila) parece fechadinha com o ex-prefeito de Ivinhema Renato Câmara, agora sonhando com a cadeira de Murilo Zauith. Por outro lado, o mais ilustre representante desta que é uma das mais tradicionais famílias do Estado, o governador-censor Reinaldo Azambuja, promete apoio a Geraldo Resende, que sonha com os retornos de sua mala preta.

Giroto recebia favores e fazendas como pagamento em esquema, diz PF

As investigações da operação Lama Asfáltica começam a esclarecer a ligação que existia entre o empreiteiro João Amorim e principal contato dele no governo de Mato Grosso do Sul, da gestão de André Puccinelli (PMDB), Edson Giroto. O ex-secretário estadual de Obras Públicas e Transportes recebia favores, sociedade em fazendas e dinheiro por criar facilidades dentro da secretaria.

Bateu, levou!

Menos de uma semana depois de rasgar elogios em público à administração de Murilo Zauith, por ele sempre combatido, mas de quem agora espera apoio, o deputado federal de retorno ao ninho tucano Geraldo Resende está tendo o troco: as portas da prefeitura estão sendo generosamente franqueadas, em pleno horário de expediente, para reuniões de apresentação e convite de posse de Renato Câmara no diretório peemedebista. Ou seja, o pontapé inicial da campanha adversária.
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