Além das notícias do Brasil e do mundo, aqui compartilhadas, tudo sobre os bastidores da política em Dourados e no Mato Grosso do Sul, com textos inéditos em artigos, entrevistas e comentários de Valfrido Silva e colaboradores.
"O fato é que a classe política está enojando o povo, independentemente de partidos, e defender o indefensável é muito difícil". Tem razão o demo Zé Teixeira. O eleitorado não aguenta mais discursos demagógicos como o dele, no sexto mandato consecutivo como deputado estadual e que, para ser coerente, o mínimo que deveria fazer é dar o lugar a quem se recuse, peremptoriamente, a entrar na política para ser laranja de esquemas criminosos como os da Lama Asfáltica e da Campina Verde.
Cassado há quinze dias depois de flagrado tentando obstruir a Lava Jato, Delcídio do Amaral acha que a ação de seu ex-colega Romero Jucá foi muito mais explícita e comprometedora e que por isso ele deve também perder o mandato, mas desde que tenha o direito de defesa que ele não teve. "Ele fala de tudo, e por muito menos eu fui pro saco. Ele cogita uma mudança de governo para se fazer um pacto contra a Lava Jato. É absurdo!", disse o ex-líder do governo Dilma no Senado.
Contra tudo e contra todos, bem dito, os poderosos de plantão. Délia Razuk, sempre a mais votada em todas as empreitadas eleitorais que encarou até agora em Dourados, pôs na cabeça que quer porque quer, de volta, a cadeira que passou a Murilo Zauith no pós-Uragano dizendo que tem "apenas" o tal do povão ao seu lado. Há anos amassando barro na periferia, ela vê o resultado de seu trabalho refletido nas pesquisas de opinião pública. Tanto assim que o governador Reinaldo Azambuja, patrocinador da candidatura de seu principal adversário, Geraldo Resende, apressou-se em dizer durante sua passagem pela decadente Expoagro que não é hora de se preocupar com pesquisa, citando seu próprio exemplo na ainda recente refrega com o então senador "de todos", o agora presidiário Delcídio do Amaral.
Não bastassem José Carlos ‘amigo do Lula’ Bumlai e Vander Loubet, responsáveis pelo alcance dos tentáculos da Lava Jato até Dourados, agora Sérgio Longen, a menina dos olhos de políticos encalacrados, como André Puccinelli, para projetos futuros. O promissor presidente da FIEMS teria motivos de sobra para reforçar as doses de ansiolíticos, depois do flagra em Romero Jucá. Assim como Loubet, por negócios pra lá de explosivos.
O juiz Sergio Moro não quis comentar a gravação revelada pela Folha de S. Paulo nessa segunda-feira (23) em que o ministro Romero Jucá sugere um pacto para deter o avanço da Operação Lava Jato. "Não tenho comentário específico sobre essa situação porque não estou totalmente a par", disse Moro. Ele também defendeu que assuntos pertinentes à Justiça não devem ter interferência do governo e vice-versa. "Não deve haver nenhuma interferência do governo. Os trabalhos devem ser independentes", disse.
O ministro do Planejamento, Romero Jucá, negou que tentou interferir para deter as investigações da Operação Lava Jato junto ao ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado . Nesta segunda-feira, 23, o jornal Folha de S. Paulo divulgou uma conversa em que Jucá sugere a existência de um pacto para obstruir a operação, dizendo que é preciso "estancar sangria". "Não me referia à Lava Jato. Falava sobre a economia do país e entendia que o governo Dilma tinha se exaurido. Entendia que o governo Temer teria condição de construir outro eixo na política econômica e social para o país mudar de pauta", disse Jucá em entrevista à rádio CBN, nesta manhã.
Sondada pelo presidente-cangaceiro do Congresso e notável da Lava-Jato Renan Calheiros (PMDB-AL) a colega peemedebista de Mato Grosso do Sul Simone Tebet, afilhada política do chefe da Lama Asfáltica André Puccinelli, reluta em aceitar a liderança do governo Temer no Senado. Delcídio do Amaral, pelo menos, quando foi preso, no mesmo cargo, não estava, ainda, com os bens indisponíveis (por corrupção) como acontece com a ex-prefeita de Três Lagoas.
Em conversas ocorridas em março passado, o ministro do Planejamento, senador licenciado Romero Jucá (PMDB-RR), sugeriu ao ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado que uma "mudança" no governo federal resultaria em um pacto para "estancar a sangria" representada pela Operação Lava Jato, que investiga ambos.
Pelo cenário que se desenha até o momento, o confronto entre os partidos políticos aliados do governo e candidatos do PSDB deverá ser inevitável nas eleições municipais de outubro, em Mato Grosso do Sul. O duelo em Campo Grande e em outras cidades do interior, no entanto, não deve estremecer a relação entre governistas e aliados na Assembleia Legislativa, conforme analistas.
A chegada de Michel Temer à Presidência, ainda interinamente, faz emergir com força avassaladora duas realidades brasileiras: Dilma Rousseff deixou um rombo de R$ 170 bilhões que nenhum santo vai cobrir do dia para a noite e Eduardo Cunha domina um Congresso e um sistema político que nenhum demônio imaginaria mais infernais.
Desesperado ante a iminência de perder os cargos federais em Mato Grosso do Sul, Dagoberto ‘rabo de cavalo’ Nogueira não poupa óleo de peroba ao dizer, agora, que tem direito a manter as sinecuras de seus apaniguados porque o PDT trabalhou pela a eleição do vice agora presidente da República, enquanto que os peemedebistas locais fizeram a campanha de Aécio Neves. Uai, o pupilo de João Leite Schmidt não é um dos que votaram contra o impeachment batendo na tecla do golpe?
O ministro da Educação, Mendonça Filho (DEM), anunciou neste sábado (21) que o presidente interino, Michel Temer, decidiu recriar o Ministério da Cultura. A decisão foi tomada pelo presidente, segundo Mendonça Filho, como um "gesto" para a área da cultura do país, que criticou fortemente a extinção do Ministério da Cultura, que havia sido anexado ao da Educação.
O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso acha que o desempenho do presidente interino, Michel Temer, nos próximos meses será crucial para determinar se o PMDB terá condições de liderar o país à frente de um novo bloco de poder, como petistas e tucanos fizeram antes dele. Para o líder do PSDB, a recessão na economia e a fragmentação política do Congresso limitam as possibilidades do novo governo, e o futuro do PMDB dependerá da maneira como Temer lidar com essas dificuldades.
A cerimônia que empossou Renato Câmara como presidente da executiva municipal do PMDB de Dourados reuniu as principais lideranças estaduais do partido. Durante o evento houve também o lançamento do "Participa Dourados", que irá desenvolver um plano de ação para auxiliar na construção das diretrizes do PMDB para a cidade.
O ex-governador André Puccinelli reiterou ontem em Dourados sua fixação pelo retorno, ops!, ao governo Estado. Com o rompante de sempre, disse aos jornalistas que se o "o outro" (seu sucessor, o Azambuja) não estiver bem é só chamar que ele volta. O ex-poderoso chefão da máfia da lama asfáltica só se esqueceu que a fila anda, e que entre tantos companheiros de olho no mesmo cargo está Renato Câmara, que vê a prefeitura de Dourados apenas como um trampolim para 2018.
"Com salário de R$ 11 mil, como gerente de obras da Agesul, Hélio Yudi Komiyama, com ajuda da esposa, sem renda declarada, e do filho, com remuneração de R$ 8 mil, comprou três lotes num luxuoso Parque Residencial e um apartamento, em Campo Grande, além de um veículo BMW". Informação da Polícia Federal, sobre o milagre da multiplicação dos rendimentos de um dos integrantes da quadrilha Lama Asfáltica.
Não bastasse boa parte de seu estafe na cadeia, como o empreiteiro João Amorim (e filhas) e os ex-deputados Edson Giroto (e esposa) e Beto Mariano (e filha), todos pela forma despudorada como arrombaram os cofres públicos, o ex-governador André Puccinelli ainda tem que aguentar a fiasqueira de seu pupilo Carlos Marun se afundando cada vez mais no descomunal esforço de canonização de Eduardo Cunha no Conselho de Ética da Câmara Federal.
Exceção a duas das mais fervorosas assessoras de Délia Razuk a azambujaiada de Dourados (com o vice-prefeito Odilon Azambuja puxando a fila) parece fechadinha com o ex-prefeito de Ivinhema Renato Câmara, agora sonhando com a cadeira de Murilo Zauith. Por outro lado, o mais ilustre representante desta que é uma das mais tradicionais famílias do Estado, o governador-censor Reinaldo Azambuja, promete apoio a Geraldo Resende, que sonha com os retornos de sua mala preta.
As investigações da operação Lama Asfáltica começam a esclarecer a ligação que existia entre o empreiteiro João Amorim e principal contato dele no governo de Mato Grosso do Sul, da gestão de André Puccinelli (PMDB), Edson Giroto. O ex-secretário estadual de Obras Públicas e Transportes recebia favores, sociedade em fazendas e dinheiro por criar facilidades dentro da secretaria.
Menos de uma semana depois de rasgar elogios em público à administração de Murilo Zauith, por ele sempre combatido, mas de quem agora espera apoio, o deputado federal de retorno ao ninho tucano Geraldo Resende está tendo o troco: as portas da prefeitura estão sendo generosamente franqueadas, em pleno horário de expediente, para reuniões de apresentação e convite de posse de Renato Câmara no diretório peemedebista. Ou seja, o pontapé inicial da campanha adversária.