Além das notícias do Brasil e do mundo, aqui compartilhadas, tudo sobre os bastidores da política em Dourados e no Mato Grosso do Sul, com textos inéditos em artigos, entrevistas e comentários de Valfrido Silva e colaboradores.
Murilo Zauith garante que não tem preferência por nenhum candidato à sua sucessão, embora o pupilo Vanderley Carneiro continue sonhando que mesmo por debaixo dos panos uma ajudinha, mesmo que pequena, ele acaba tendo. Mas isso não significa que o prefeito não tenha a sua candidata. Mais, por falta de um nome, ele estaria divido entre três delas!
Ela entrou na política de mansinho, com um belo sorriso, uma boa imagem e prometendo defender a educação. Conquistou espaços com uma rapidez impressionante. Com o irmão, Rinaldo, ambiciona substituir o clã dos Trad, na política da capital. Modestos? Só no nome. É o que pensa Lívia Martins, do Jornal da Cidade, sobre a vice-governadora Rose Modesto, que assume o governo nesta sexta-feira, de olho na prefeitura. Ah, ela é assim, óh, com o empreiteiro cheio de charme João Amorim.
“Esquece delação, não tem delação. Não precisa neste caso porque entendemos que temos condições de fazer uma ótima defesa dele", Palavras do advogado de Delcídio do Amaral, Antônio Basto. Ele diz que a defesa vai "enfrentar o mérito na questão do áudio, na questão da conversa, das nulidades que nós entendemos. É uma tese de defesa, que, no momento oportuno, vamos colocar nos autos". Os advogados de Nestor Cerveró e de outros delatores falavam o mesmo.
Interessante, para não dizer preocupante, até, toda essa enxurrada de candidatos a prefeito num momento tão atípico da política nacional, com tanta gente indo para a cadeia pelo tanto que abunda a roubalheira. A ponto de Keliana Fernandes, por exemplo, declarar que vai tentar de novo, “porque não pode deixar a política de lado”. Ainda bem que tirando todos esses figurantes sobram dois ou três, políticos já tarimbados, com bala na agulha e com algumas credenciais para o cargo.
Não bastasse lista sêxtupla dos candidatos murilistas que sonham com a cadeira do chefe, a fila começa a se formar, também, entre nanicos, jurássicos e adjacências. Uns, opositores, outros nem tanto. Além do “verde” Elísio Brites, aqui já lançado e do cristão Silva “Calango” Jr., também sonhando acordado, agora surgindo o nome do vereador Marcelo Mourão. Este, guri, ainda, mas com promessa de retorno, ops!, dos que não foram, ou seja, dos dinossauros da política local.
Bastou o prefeito Murilo Zauith liberar sua turma, dizendo que quem tiver o melhor projeto que se apresente (como candidato a prefeito), que a lista não para de crescer. O mais recente deles, o eterno sindicalista Nelson Almirão, que vem se somar ao professor e comandante Domingos Venturini e ao faz-de-tudo Wanderley Carneiro. O deputado José Carlos Barbosinha, os primos Sebastião e Antônio Nogueira, e o vice Odilon Azambuja estão só que assistem.
Menos mal, a propósito do superávit orçamentário deste primeiro ano, que o governador-censor Reinaldo Azambuja tenha aprendido a lição com o antecessor, André Puccinelli. Ou seja, enche a burra, primeiro, para depois começar a gastança. A diferença é que André, bem ou mal, fazia e acontecia. Mais, honrava compromissos assumidos, jamais fazendo encenação ou se utilizando de códigos para embrulhar credores.
O ex-diretor da área Internacional da Petrobras Nestor Cerveró afirmou, em delação premiada, que o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva deu-lhe um cargo público em 2008 como "reconhecimento" pela ajuda que ele prestou para quitar um empréstimo de R$ 12 milhões considerado fraudulento pela Operação Lava Jato.
São números para deixar com água na boca os expoentes da Lama Asfáltica, os divulgados ontem pelo Portal da Transparência como resultado do primeiro ano do governo tucano em Mato Grosso do Sul: R$ 2,201 bilhões de superávit, com uma arrecadação de R$ 14,303 bilhões para um total de despesas liquidadas de 12,201 bilhões. Um ano antes, o último ano do governo André Puccinelli, o Estado fechou com deficit de R$ 395,967 milhões. Onde será que estão enfiando com toda esta sobra?
11/01/2016 - 15h19Ex-diretor de Internacional da Petrobras, Nestor Cerveró garantiu a investigadores da Operação Lava Jato que a compra do conglomerado de energia argentino...
Murilo Zauith, que já avisou a seus aliados que tirem os cavalinhos da chuva, pois não pretende montar palanque para ninguém, parece que também afrouxou na questão dos nomes por ele vetados, em caso de uma chapa de consenso. Tanto que o deputado Geraldo Resende, ao blefar com um convite para que Délia Razuk seja sua companheira de chapa, ouviu de um assessor da cozinha do prefeito: e se o Murilo indicar o vice de Délia?
Quem é mesmo o maior incentivador da campanha do deputado José Carlos Barbosinha à prefeitura de Dourados? E quem é que manda e desmanda no INMETRO, órgão do governo do Estado, em tese, responsável pela fiscalização dos postos de combustíveis? Logo, como todo mundo deve estar careca de saber, a CPI criada por Barbosinha para investigar o absurdo dos preços dos derivados de petróleo em Dourados é mais uma séria candidata a terminar em pizza!
A menos que seja coisa para inglês ver a tal da CPI dos combustíveis da Assembleia Legislativa, seu mentor, José Carlos Barbosinha, poderá ter entrado numa baita saia justa. Como para quem sabe ler um pingo é letra, só prestar atenção nas metáforas do post anterior. Oxalá quando a bomba explodir tenha ido já pelos ares, também, a censura do governador Reinaldo Azambuja a este Blog.
"Não acreditem em tudo o que eu falo". Esta frase, desculpa amarelada é muito comum para grande parte dos políticos, poderia ser acrescentada às românticas argumentações do prefeito Alcides Bernal (PP) e do vereador Marcos Alex (PT) para contar o relacionamento que vêm protagonizando nos últimos anos, especificamente nos capítulos em que a amizade e os interesses na vida publica sofreram abalos. Para avaliar isso, é necessário situá-los em dois momentos recentes.
Engana-se quem pensa que só do famigerado regime especial vivem os principais investidores do business em que se transformou a política douradense. Investidor que se preze, quando mais na condição de grande avalista do governo estadual, não deixaria de lucrar, também, com a octanagem dos combustíveis, daí, talvez, os preços inexplicavelmente tão altos nas bombas locais. É o que dá colocar raposa para cuidar da porta de galinheiro.
Com dinheiro sobrando e, certamente, sem dever nada a ninguém, o governador-censor Reinaldo Azambuja assina nesta segunda-feira um convênio que garante o dim-dim para entidades carnavalescas de Campo Grande, Corumbá, Ladário, Aquidauana, Anastácio e Fátima do Sul. É pouca grana, coisa aí de R$ 720 mil, mesmo assim ele foi mais generoso que o antecessor, repassando R$ 176 mil a mais. É tudo uma questão de se estabelecer prioridades, claro!
10/01/2016 - 08h59Para o brasilianista britânico Kenneth Maxwell, o Brasil falhou ao tentar buscar um papel internacional efetivo nos últimos anos, e agora sofre...
Por que o governo Wilson Martins, cuja famosa eminência parda era o genro Abdala Jallad, e os dois de Zeca do PT e de André Puccinelli não deram conta de pôr para funcionar a "nova" Rodoviária de Campo Grande, entregue ao final do último governo Pedro Pedrossian, em 1994? É tudo uma questão de (falta de) retorno, ora bolas! Obra pronta não rende as milionárias comissões. Eis o item que faltou na bela reportagem de capa da edição deste domingo, do Correio do Estado.
A prevalecer o feeling do confrade Marco Eusébio, que ao repercutir o tema aqui levantado aponta para uma polarização entre Zeca do PT e Murilo Zauith na disputa pela cadeira (ainda) de Delcídio do Amaral, em 18, o senador Waldemir Moka não teria maiores dificuldades em continuar ocupando sua própria cadeira, que também estará em disputa. Até porque o quase xará Mochi, andrezista de Coxim, não seria páreo para ele.
Enquanto demos sem votos como Zé Teixeira e tucanos desprestigiados como Valdenir Machado rezam para que passem os maus dias de Marçal Filho, o peemedebista um dia andrezista Geraldo Resende exige um retorno, ops!, do governador-censor Reinaldo Azambuja para a sua campanha de prefeito. Na cobrança da fatura deve lembrar que foi um dos primeiros a abraçar a causa num momento em que todo mundo já pensava em como conseguir uma boquinha no ex-futuro-governo Delcídio do Amaral.