Além das notícias do Brasil e do mundo, aqui compartilhadas, tudo sobre os bastidores da política em Dourados e no Mato Grosso do Sul, com textos inéditos em artigos, entrevistas e comentários de Valfrido Silva e colaboradores.
O ocaso do governo de Dilma Rousseff (PT) instaurou um clima de fim de expediente em Brasília. A falta de perspectiva de poder para o grupo instalado há 13 anos no Planalto, fruto do processo de impeachment que deverá ver a presidente afastada na semana que vem, abriu uma parada de situações insólitas.
Mesmo tendo sido o mais votado na lista sêxtupla da OAB para a vaga de Desembargador pelo Quinto Constitucional, o advogado Alexandre Bastos deve ficar esperto. É que o quarto colocado na mesma lista, o douradense João Arnar Ribeiro, é titular da banca que cuida dos negócios do fazendeiro Reinaldo Azambuja, que, como governador do Estado, é quem dará o jamegão para decidir esta parada. E, mais importante, é consogro do todo-poderoso chefe da Casa Civil, Sérgio de Paula.
O vice-presidente Michel Temer (PMDB) admitiu a aliados que, caso assuma o Planalto, não conseguirá promover um corte no número de ministérios do tamanho que desejava inicialmente. O peemedebista começou as conversas, às vésperas da votação do impeachment na Câmara, afirmando que gostaria de formular um desenho para o novo governo que "coubesse dentro da Esplanada", numa referência ao espaço que abriga os órgãos do Executivo e conta com 19 edifícios. Sua proposta era resumir a quantidade de ministros, hoje em 32, a algo entre 20 a 22. A conta agora está em 26 –e ainda não fecha.
"Quem ganhar a eleição tem que pensar mais que os quatro anos; fazer projetos para dez, 20 anos pra frente. Sem planejamento ninguém consegue fazer nada com consistência e entregar o que foi prometido no projeto de campanha". Professora Rose, nada modesto, candidata à prefeitura de Campo Grande, uma das cidades com melhor infraestrutura do País, apenas mal cuidada pelo relapso Alcides Bernal. Humildade e competência é bom e o eleitor gosta.
Consultor político de Michel Temer há 30 anos, o marqueteiro Gaudêncio Torquato defende que o peemedebista dê uma clara sinalização de que descarta ser candidato à Presidência da República em 2018, mesmo que, ao final de seu provável governo, essa possibilidade se torne real. "Para a manutenção e fortalecimento da base política é preciso que ele descarte sua candidatura. Agora, não dá para garantir que amanhã não choverá em São Paulo."
A presidente Dilma Rousseff admitiu a aliados que seu afastamento temporário da Presidência se tornou "inevitável" e decidiu traçar uma agenda para "defender seu mandato" e impedir que o vice Michel Temer "se aproprie" de projetos e medidas de seu governo.
Nome histórico do PMDB, o ex-senador gaúcho Pedro Simon diz estar "chocado" com a movimentação do vice Michel Temer para formar um governo antes do impeachment de Dilma Rousseff. Ele é defensor da tese de novas eleições, assim como sua ex-colega de Senado Marina Silva, a quem apoiou em 2014. Naquele ano, Simon previu que a presidente não permaneceria quatro anos no cargo se vencesse a disputa.
A iminente falência da Usina São Fernando (do Bumlai amigo do Lula) deve deixar um rastro de quebradeira na Grande Dourados, com prejuízos calculados em cerca de R$ 50 milhões aos parceiros-proprietários. A última tentativa de evitar a insolvência repete os erros das anteriores, já que secou a torneira do dinheiro fácil do BNDES, para o pagamento das dívidas e o restabelecimento da capacidade plena de operações. É o fim do sonho dos canavieiros, e o retorno à sojicultora.
Delcídio do Amaral tem sua última chance de defesa nesta terça-feira, na Comissão de Ética do Senado, onde corre o processo de cassação de seu mandato por falta de decoro parlamentar, depois de preso por tentar atrapalhar as investigações da Lava Jato, a operação da PF em que ele e outas estrelas petistas estão enterradas até ao pescoço. Depos de várias protelações, inclusive com atestados médicos, se não comparecer hoje será julgado à revelia. E aí, babau mandato.
Os dois representantes do PMDB de Mato Grosso do Sul no Senado Federal, Waldemir Moka e Simone Tebet, citaram problemas econômicos do país para justificar a saída da presidente Dilma Rousseff (PT) e a instalação do governo do vice-presidente Michel Temer (PMDB-SP).
25/04/2016 - 13h45Ao discursar para dirigentes de partidos de esquerda, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva previu "momentos de combate democrático" no país....
Dizia um filósofo nascido no reino da Prússia, que os homens fazem a história, mas não a fazem como desejam, nem dentro das condições que gostariam, suas ações são condicionadas, assim, pelo contexto histórico em que vivem. Parto dessa ideia para analisar as difíceis saídas para a tragédia vivida pelo país.
25/04/2016 - 10h23Núcleo Industrial, obras de recapeamento e Hospital Regional envolvem investimentos de pelo menos R$ 121 milhõesHá um pacto por Dourados firmado entre...
O PT vai sobreviver às turbulências políticas, mas pode não ser mais o partido hegemônico da esquerda brasileira. "Vai ter que pensar mais o campo progressista do que o próprio partido", diz o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT). Em entrevista a Mônica Bergamo, da Folha de S. Paulo ele disse que a agenda que está colocada como condição de sustentabilidade de um eventual governo Temer tenta colocar o Brasil de hoje na República Velha e dificilmente vai prosperar.
A colunista Ester Figueiredo confirmando hoje no Correio do Estado o que o Blog havia antecipado há dias: que o retorno de Geraldo Resende ao PSDB faz parte de um "acordão" entre Reinaldo Azambuja e o antecessor André Puccinelli. Bem ao seu estilo, sem citar nomes, diz ela que se engana quem pensa que o italiano vá se contentar em cuidar dos netos, que ele está a pleno vapor nos bastidores e que um dos alvos é Dourados. "Só não percebe quem não quer, ou finge que não quer".
A janela de filiação partidária aberta no mês de março e a possibilidade de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT) impulsionaram o movimento de debandada de prefeitos petistas para outros partidos políticos.
Cumprindo prisão domiciliar, o engenheiro José Antunes Sobrinho, um dos donos da Engevix, disse em proposta de delação premiada em negociação com a força tarefa da Lava-Jato ter pagado R$ 1 milhão a um emissário do vice-presidente Michel Temer, como forma de agradecimento por participar de uma licitação de R$ 162 milhões da Eletronuclear para operar na usina de Angra 3. Ele também cita na delação o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), o tesoureiro da campanha do PT em 2014, Edinho Silva, além da ex-ministra da Casa Civil Erenice Guerra. As informações são da revista "Época".
Depois do ex-líder Delcídio do Amaral anunciar que (se ainda estiver senador) vai votar a favor do impeachment, hoje foi a vez dos dois vice-líderes do governo no Senado: Wellington Fagundes (PR-MT) e Hélio José (PMDB-DF), que até então não haviam dito como votariam no caso, fizeram discursos em que se mostraram a favor da admissibilidade do processo contra a presidente. Na comissão que vai analisar o processo o placar é 14 a 5 contra Dilma.
"O mensalão revelou a ponta do iceberg dessa organização criminosa que hoje estamos investigando." A frase sobre opetrolão –escândalo de corrupção na Petrobras revelado pela Operação Lava Jato foi dita nesta sexta-feira (22) pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, durante palestra em Cambridge, nos Estados Unidos.