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Delcídio tenta se livrar do carma do Valdecir

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20/03/2013 – 09h38

Bon vivant, o senador pseudo-petista Delcídio do Amaral Gomes costuma passar as manhãs de domingo exibindo na internet seu refinado gosto musical, inspiração de quem tem o privilégio de estar sempre tocado pela brisa marítima da paradisíaca Floripa – recanto do litoral brasileiro onde também une o útil ao agradável, reforçando o orçamento com lojas de grifes em alguns dos mais sofisticados shoppings. E assim, fugindo da entediante rotina de blá-blá-blás do Congresso Nacional, passando o tempo em busca de metáforas para alfinetar adversários e os poucos insubordinados da imprensa que insistem em lembrar sua vida pregressa, principalmente os tempos das vacas gordas na companhia de Ari Valdecir Artuzi – o aliado de primeira hora desbancado da prefeitura de Dourados pela sede com que foi ao pote dos retornos.

Neste ócio, o senador tem produzido verdadeiras pérolas nas redes sociais, onde se orgulha de ser pioneiro e campeão, como a repercutida na última segunda-feira pelo colega blogueiro campo-grandense Marcos Eusébio: “A vanguarda do atraso continua ensandecida. Mente mais uma vez, por ignorância ou por maldade”. E para reforçar sua argumentação de é que petista desde criancinha e que se algum dia na vida teve o desprazer de conhecer o tal Valdecir foi por mero acidente de percurso, buscou no fundo do baú uma foto registrando uma dessas passagens relâmpagos pelo palanque de Wilson Biasotto, na campanha de 2008. E a metáfora do dia: “Papai foi embora em 2012!”. Será que é uma alusão ao relento do potencial adversário, Nelsinho Trad, que, além da prefeitura da capital também perdeu o pai, ano passado?

Segundo Marcos Eusébio “a postagem acontece depois de adversário político tentar linkar a imagem do senador à de Ari Artuzi, eleito naquele ano”. Coincidência ou não, para azedar ainda mais os bofes de Delcídio, na mesma segunda-feira publiquei aqui no blog uma foto dele e do Valdecir, mais faceiros que ganso em taipa de açude, na companhia de Dilma Rousseff, no dia em que o ex-prefeito aprontou o maior salseiro no Palácio do Buriti, que serviu de sede provisória do Governo durante as reformas do Palácio do Planalto.

Tudo bem que esse negócio de mensalão, de dólares em cuecas e de tráfico de influência como o da secretária paulista da presidência da República não colam mais, que Lula da Silva elege até um poste para o que quiser, mas ao tentar desvincular sua imagem de Ari Artuzi Delcídio do Amaral ficou numa sinuca de bico como a do sapo tendo de escolher entre ser jogado no fogo ou na água. Afinal, o que dói mais, uma picada de sanguessuga ou cegar no olho de um furacão?

Vanguarda do atraso? Será que é porque seus eventuais adversários são interioranos, de Campo Grande, de Três Lagoas, ou de Dourados, quem sabe, agora, até de Bela Vista, e alguns talvez nem saibam o que é comer uma isca de carapeva como a que só tem na Costa da Lagoa (da Conceição), em sua Floripa? Aliás, bastou uma coluninha política qualquer aventar a possibilidade do senador Waldemir Moka bandear-se para o PSB de Eduardo Campos, para peitá-lo ano que vem, e Delcídio do Amaral deixou as metáforas de lado para bater doído no colega de bancada no Senado. Uai, ele não é o imbatível? Ou não está na relação dos postes de Lula!

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Delcídio, com João Grandão e Cia., na campanha de Biasotto em Dourados

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