21/03/2013 – 11h00
Há exatamente um mês cantei a bola. Quem não leu, só entrar aqui, em Artigos. Postei esta informação em 21 de fevereiro, às 18h25. A única coisa em que o Correio do Estado destoa é quanto ao fato novo das negociações do governador pernambucano Eduardo Campos, (via senador Blairo Maggi e não André Puccinelli) com senador Waldemir Moka, para um possível palanque de oposição a Dilma Rousseff no Mato Grosso do Sul. Mas, cá entre nós, quem é o homem forte do PSB em Mato Grosso do Sul? Como pra quem sabe ler um pingo é letra, e, não querendo me gabar, será que não atirei no que vi e acertei no que não vi? Releia e analise bem a minha manchete.
Ao escancarar manchete em sua edição de hoje “informando” aquilo que os leitores deste blog já sabem há um mês, o jornal de A.J Rodrigues diz que o governador André Puccinelli anunciou sua decisão de concluir o mandato até (sic) 31 de dezembro de 2014 e que “com isso ele não será candidato a senador, abrindo caminho para o PMDB negociar a vaga com outros partidos. “E ontem ele foi incisivo em declarar que estará fora da disputa eleitoral”, reforça o mais importante matutino do Mato Grosso do Sul.
“Trabalhar, trabalhar, trabalhar e encerrar o mandato em 31 de dezembro de 2014 e entregar o mandato para a sucessora ou para o sucessor”, declarou o governador, segundo o CE. Isso nós sabemos. Faltou falar, até porque parece que não perguntaram, pra quem ele pretende ou gostaria de entregar o governo. Ainda sob o efeito Bernal, falando de composições partidárias, Puccinelli, disse, humildemente, ser apenas “mais um” e que o partido é que vai decidir quanto à chapa única, mas adiantando achar isto difícil. E justificou que sua saída do páreo é para facilitar as negociações.
Como política é igual a nuvem, como as de negritude acentuada que tanto têm assustado, inclusive, no Mato Grosso do Sul, neste mês de março, pode ser que lá na frente o governador mude de ideia. Não custando lembrar, para quem acha tratar-se apenas de mais uma bravata, que foi às vésperas da semana santa de 2002, quando toda a militância peemedebista já passava sebo de grilo nas canelas para entrar na campanha de governador, que anunciei, também na frente de todo mundo, que André Puccinelli não seria candidato naquele ano, o que ele acabou confirmando no sábado de aleluia.
A dúvida agora é saber quem será o ungido. Não se devendo esquecer também que recentemente Puccinelli garantiu que seu sucessor seria, pela ordem, ditada ao mesmo Correio do Estado, Reinaldo Azambuja, Simone Tebet, Delcídio do Amaral ou Nelsinho Trad. “Não sai desses nomes”, teria anotado. Como se vê, as nuvens de março, além do aguaceiro, trouxeram à tona também o nome de Waldemir Moca. Como o bicho vai pegar mesmo só às vésperas das convenções do ano que vem, com mais um mês de março pra fazer muita água correr pra debaixo da ponte, inclusive desobstruindo os caminhos para o desvendamento total da Uragano, pode ser que o sol do PMDB continue a brilhar, que a estrela vermelha levada no bico tucano de Delcídio seja devolvida a titio Zeca do PT e – por que não? – até a pombinha da paz de Murilo Zauith planando não apenas sobre a grande Dourados, mas por todo o Mato Grosso do Sul para um pouso suave na sacada sombreada pelo famoso pé de Chico Magro, no Parque dos Poderes.

