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O difícil retorno de Geraldo Resende e Marçal Filho

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02/04/2013 – 17h43

Quem acompanha o dia-a-dia de Geraldo Resende garante que o humor dele, que nunca foi dos melhores, azedou de vez. A mesma coisa se repetindo com o sempre introvertido colega de bancada Marçal Filho. Para ouvintes mais atentos, o moço da voz de veludo da 94 FM anda economizando até chapeuzinho do vovô no seu já batido “alô vocêêê”. Muito mais que as denúncias da Procuradoria Geral da República ao Supremo Tribunal Federal por conta dos retornos da Uragano, causa amargura aos federais douradenses o pressentimento do fim da mamata, certos de que serão soltos ladeira abaixo em 2014.

Caneta e papel na mão? Vejamos se ambos têm ou não motivos para começarem a fritar bife principalmente quando nas confortáveis camas dos apartamentos funcionais em Brasília. O padrinho André Puccinelli já fechou questão: além da reeleição do pupilo Edson Girotto, como prêmio de consolação pelo mico diante de Alcides Bernal, quer fazer um teste com Carlos Marum para ver se ele não empaca diante da rampa do Congresso Nacional como fez nas duas vezes em que foi eleito para a Assembleia Legislativa. No mesmo pacote, quer embalar também sua secretária de agricultura, Tereza Cristina. Não dá pra não contar Fábio Trad e Luiz Henrique Mandetta, mas, que volte apenas um dos primos. Já deu a atual bancada. E Reinaldo Azambuja? Pelo tanto que está sendo paparicado, também por causa do Bernal, se não for candidato a governador ou a senador, na pior das hipóteses é federal reeleito.

Também pelos lados da oposição parece que o bicho vai pegar. O ex-governador Zeca do PT vem aí. E com a corda toda. Assim como Reinaldo Azambuja, na pior das hipóteses o agora vereador campo-grandense se elege federal e ainda leva mais um. E não é o ex primeiro-sobrinho Vander Loubet. Este aí ainda sonha que Delcídio do Amaral pagando suas dívidas da eleição que perdeu (para o Bernal!) tenha mais uma chance. O que titio Zeca quer é desembarcar em Brasília na garupa de uma zebra pantaneira – o ex-prefeito de Corumbá, Ruiter Cunha. Veja que já estamos elucubrando sobre o preenchimento das duas últimas vagas.

Tido como imbatível para o governo até que se desengavete a Uragano, Delcídio do Amaral não vai querer ficar sem bancada federal. Além de Vander Loubet, tem o príncipe dos prefeitos, Antônio Carlos Biffi e, seu maior desafio, a prometida ressurreição do companheiro João Grandão. Mais. Juntando forças com o novo aliado, o Bernal, não vai se contentar só com isso.

Sempre fui muito ruim de matemática, mas parece que já se esgotaram as cadeiras. E olha que ainda tem gente com potencial para desbancar os federais douradenses, como, por exemplo, o pedetista Dagoberto Nogueira, de novo por cima da carne seca, como apadrinhado de Puccinelli e pela nomeação de seu amigo do peito Manoel Dias para o Ministério do Trabalho, sem contar a volta de João Leite Schmidt à ativa, com a desculpa de comandar o PDT, mas, na verdade, para cuidar também de seu retorno.

Tanto Geraldo Resende como Marçal Filho já comprovaram potencial eleitoral. Mas isso em outros tempos e em outras circunstâncias. Além da iminência de serem dados como réus da Uragano no STF, não cicatrizaram ainda as feridas da guerra interna do PMDB, refletida, logo adiante, na eleição municipal, daí à incógnita quanto ao apoio e ao rumo a ser tomado por Murilo Zauith em 2014, embora o posicionamento do prefeito não altere muito os projetos de ambos, pelo histórico dos últimos pleitos.

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Os federais Geraldo Resende e Marçal Filho - foto: DE ARQUIVO/Anita Tetslaff

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