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Modelo de ferrovia dinamiza logística, afirma Murilo

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06/05/2013 – 21h39

Uma grande preocupação do prefeito Murilo era com o modelo de exploração da Ferrovia Estrela D’Oeste-Panorama-Dourados, que podia não atender às necessidades da Grande Dourados. Nesta segunda-feira, durante audiência sobre a ferrovia, no auditório da Aced, o prefeito ficou satisfeito com as explicações e afirmou que a ferrovia vai contribuir muito para dinamização da logística da região.

Murilo temia que o trecho pudesse ser operado por apenas uma concessionária, limitando os produtos a serem transportados, como ocorre em outras ferrovias brasileiras. De acordo como o diretor-geral da ANTT (Agência Nacional dos Transportes Terrestres), Jorge Bastos, que participou da audiência, o uso da ferrovia será misto por vários operadores.

Murilo lembrou o caso do transporte de combustíveis, que poderá ser feito de Paulínia (SP) para Dourados. O prefeito citou a importância da ferrovia para a região de Dourados, grande produtora de commodities começando com grãos e agora com o setor sucroenergético. “A ferrovia vai proporcionar um frete mais barato e dinamizar a economia da região”, afirma o prefeito.

Murilo lembrou da luta dele em favor da ferrovia desde 2007, quando era vice-governador e foi feita a primeira audiência em Dourados, na OAB, com o presidente da Ferroeste. Ainda falando da importância da ferrovia, Murilo lembrou que o custo do transporte por caminhão de São Paulo até Santos é o mesmo que atravessar os Estados Unidos de trem.

Ele agradeceu a participação dos prefeitos, deputados e técnicos da região na audiência. Estavam presentes os deputados estaduais Laerte Tetila, Zé Teixeira e Londres Machado e também o secretário estadual de Obras Edson Girotto.

A previsão é de que todos os estudos sejam concluídos até o final do ano para licitação e início da obra em 2014, sendo concluída em 2019. São 659 quilômetros de trilhos com um custo de R$ 4,1 bilhões.

Pelo modelo apresentado, a União delega a uma empresa a construção da ferrovia, depois compra a capacidade de operação. Então a Valec faz a subseção de direito de uso para as operadoras. Na operação, a operadora paga a concessionária pelo direito de uso da estrutura. Isso permite que várias operadores atuem no mesmo trecho, mm modelo elogiado por Murilo.

Ói, ói o trem! - foto: Aparecido Frota

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