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Delcídio do Amaral usa TV para fazer propaganda enganosa

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06/06/2013 – 10h07

Nem mesmo o esforço de Delcídio do Amaral para não deixar transparecer o incômodo pela tosa da sempre bem tratada cabeleira grisalha (que somada à submissão em relação ao Planalto deixa o senador ainda mais parecido com o inesquecível Rolando Lero, da escolinha do professor Raimundo), mas ainda assim esvoaçante o suficiente para produzir um melhor efeito de imagem na propaganda política do PT na TV foi capaz de encobrir uma falha clamorosa de linguagem corporal. Ao fechar os três filmetes que estão no ar, ele para diante do próprio retrato na parede, de rostinho colado com Dilma Rousseff, como que a dizer “ela é minha e ninguém tasca” e, imperdoável, cruza os braços!

Ora, nem é preciso ir fundo nos segredos da neurolinguística para entender que quando o peão cruza os braços, em qualquer situação, é porque está inseguro ou resistente, numa posição defensiva, demonstrando medo ou timidez, enfim, uma pessoa fria. Quer dizer, um grande equívoco de direção do pessoal do marketing, se é que a pretensão foi vender a imagem de um homem preparado para ser governador do Estado. Mas a coisa não para por aí.

Na esteira das comemorações dos tão festejados dez anos de poder do PT no Brasil, período que começou com os oito anos de governo petista em Mato Grosso do Sul, Delcídio do Amaral afirma categoricamente que o estado precisa de uma grande mudança. “Se com Lula já foi bom, com Dilma vai ficar melhor ainda”, diz o senador. Nesta linha de incoerência, ao falar da necessidade de novas indústrias, esquecendo-se do pólo industrial – International Paper à frente – de Três Lagoas vende a imagem da concordatária Usina São Fernando, em Dourados, o que só vem engrossar ainda mais o falatório a respeito da participação no negócio do filho de Lula da Silva tido como o maior exemplo de empreendedorismo do Brasil.

Mas o mais interessante da propaganda petista é assistir um Delcídio do Amaral acusado de envolvimento com a roubalheira da Uragano, mesmo que na condição de “bonzinho” por se contentar com apenas 5% dos retornos, falando que “precisa combater o mal feito e acabar de vez com os vícios da política”, que “chegou a hora de um novo Mato Grosso do Sul, que este é o caminho”.

No instante em que o Congresso Nacional se depara com o abacaxi da antecipação das receitas de Itaipu até o ano 2025, só para ficarmos num tema que Delcídio diz conhecer a fundo, tanto que, por isso, no mesmo vídeo, se gaba por conhecer Dilma Rousseff há mais de vinte anos, dá mais que três tipos de medo o retumbante discurso de que “O PT mudou o Brasil”, e que “chegou a hora do Mato Grosso do Sul”. Não bastasse a volta da inflação, neste mesmo país onde nunca antes na história se roubou tanto como nesses tempos de mensalão, como chegou a hora do Mato Grosso do Sul se nem o mais elementar dos problemas de sua alçada, como a demarcação de terras indígenas, este mesmo governo não consegue resolver? Pelo contrário, se este barril de pólvora está explodindo é exatamente porque a companheirada petista insiste em usar os índios como massa de manobra. E Delcídio cruzando os braços diante disso tudo.

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Delcídio do Amaral, na propaganda que seria partidária, na TV

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