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Takimoto questiona proposta de importação de médicos

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28/06/2013 – 13h20

O deputado estadual George Takimoto (PSL) não aprova a “importação” de médicos cubanos ou de qualquer outro País, conforme anunciou a presidenta Dilma Roussef, por considerar que a medicina brasileira tem todas as condições de responder às necessidades do povo, desde que seja posta em vigor uma verdadeira política pública de saúde. Para ele, a idéia pode estar inspirada por boas intenções, mas na prática nada vai resolver para resolver os problemas conjunturais e pontuais que tanto afligem a sociedade.

“Em primeiro lugar, considero que a presidenta, cujo cargo é fruto da vontade popular, deveria consultar as entidades representativas da Medicina antes de tomar tal decisão”, observou. Em seguida, amparou-se nos princípios da Constituição Federal que dão ao Estado a responsabilidade de garantir a saúde como direito de todos. “No entanto, a nossa Constituição virou um tecido rasgado”, atacou.

Médico há 45 anos, Takimoto é um estudioso dos problemas de saúde pública, área que põe como prioridade em seu mandato, assim como fez em sua trajetória política de vice-prefeito de Dourados, vice-governador de Mato Grosso do Sul e deputado federal. Ele diz que o povo tem razão ao sair às ruas para cobrar melhorias na saúde.

CONDIÇÕES

Segundo Takimoto, para que o médico brasileiro possa cumprir com seu papel na plenitude constitucional é preciso que lhe sejam asseguradas algumas condições fundamentais, entre elas o preparo científico; uma grande retaguarda hospitalar, com hospitais bem equipados e profissionais qualificados e salários dignos; metodologias constantes de educação e treinamento para que a rede preste o melhor atendimento aos pacientes; e até cursos educativos para a população se conscientizar sobre a parte que lhe toca nesta conjuntura.

“Com as facilidades da Internet, tem paciente que já se acha um médico, que faz a auto-medicação e acredita que pode fazer seu próprio diagnóstico”, adverte o deputado. Takimoto não defende a volta da CPMF, porém atribui à base governista alguns equívocos que hoje prejudicam o sistema, como a derrubada da Emenda 29, que fixava os percentuais mínimos a serem investidos anualmente em saúde pela União, por estados e municípios. A medida aumentaria a fatia contributiva do governo federal no orçamento da saúde.

“Não se faz Medicina sem recursos suficientes. Essa questão não pode ser tratada de forma superficial. São vidas humanas em jogo”, enfatiza. Takimo afirma que sua posição em relação aos médicos cubanos ou de qualquer país não é xenófoba. “O que eu ponho em tela são questões pontuais que julgo determinantes. Por exemplo: não sabemos se há um preparo técnico-científico adequado na formação desses profissionais. Além disso, para trabalhar no Brasil é necessário submeter-se às exigências de validação dos diplomas”, descreve.

O deputado entende que sem uma política pública verdadeiramente focada na solução dos problemas estruturais o sistema de saúde nacional não vai andar a contento. “Já que a presidenta Dilma quer ampliar e potencializar o quadro da rede pública, em vez de importar porque não desonera os médicos brasileiros? Só o Imposto de Renda devora cerca de 30% dos ganhos dos profissionais. Para quem atende exclusivamente pelo SUS essa desoneração seria, sem dúvida, um forte estímulo”, sugere.

Takimoto questiona proposta de importação de médicos

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