18.8 C
Dourados
quarta-feira, julho 1, 2026

Excrescências expurgadas de “agenda positiva” afastam Dourados ainda mais do Senado

- Publicidade -

11/07/2013 – 13h46

Ninguém me contou, e se contasse não teria acreditado. Vi com estes olhos verdes que a terra há de comer, um Renan Calheiros todo apressado em colocar em votação uma PEC que, segundo ele, “acaba com esta excrescência de aposentadoria para integrantes do Ministério Público que tenham sido condenados”. Isto, já no cumprimento da tal “agenda positiva” imposta pela desta vez não tão rouca voz das ruas, como se excrescência maior não fosse aquele seu traseiro nunca antes na história tão indigno da cadeira que voltou a ocupar, de presidente do Senado. E na esteira desta mesma agenda, o fim de outra excrescência – a que mantinha as suplências de senadores, com a possibilidade, inclusive, de hereditariedade, só que esta, depois das marchas e contramarchas, com suas excelências se pelando de medo das ruas, acabando por deixar Dourados ainda mais longe de transformar em realidade o sonho de ter um senador.

É que na hierarquia da política estadual, Dourados só tem direito a lançar um candidato a senador quando é para perder, caso mais recente o de Murilo Zauith, em 2010. Foi assim com João Totó Câmara, peitudo, diga-se, ao concorrer com Saldanha Dérzi e Wilson Martins, em 1986, depois com o pedetista João Derli e o petista Egon KKK. Nas vezes em que teve a “honra” de indicar suplentes, Dourados sentiu apenas o cheiro de naftalina do terno comprado por Celso Dal Lago para a posse de Juvêncio da Fonseca, para a qual sequer foi convidado; depois, para assumir a vaga prometida por pelo menos dois anos, e a frustração de Eduardo Marcondes, o que esteve mais próximo de virar senador, antes de ser desclassificado da primeira para a segunda suplência de Ramez Tebet, dando lugar ao campo-grandense Walter Pereira, que acabou assumindo a vaga com a morte, no meio do mandato, do senador três-lagoense.

Bons tempos aqueles em que assumiam os mandatos os segundos colocados na disputa senatorial, independentemente de partidos, com o que se evitavam excrescências como Ruben Figueiró de Oliveira, o campo-grandense segundo suplente de Marisa Serrano que assumiu a vaga de um tal de Russo, o adoentado primeiro suplente com domicílio eleitoral em Nova Andradina, mas que nem é do Estado. Foi assim com o ex-governador mato-grossense (antes da divisão) José Fragelli, segundo colocado na primeira eleição de senador de Mato Grosso do Sul, em 1978, assumindo a vaga do eleito, Pedro Pedrossian, que trocou seis anos de senado por dois de governo do Estado. Diferentemente de excrescências como Lobão Filho, suplente do pai, Edison Lobão (licenciado para ocupar o Ministério das Minas e Energia) e, antes dele, os herdeiros no senado dos mandatos dos pais, ACM Filho e Jadarzinho Barbalho, o aquidauanense José Fragelli passou à história como um dos homens mais íntegros da política brasileira, tendo encerrado a carreira como presidente do Congresso Nacional.

Menos mal que as regras diminuindo, apenas, as excrescências para suplentes não são retroativas, neste caso restando um fio de esperança à segunda suplente de Delcídio do Amaral, a petista douradense da gema Zonir Tetila, tudo a depender, evidentemente, da saúde e das pretensões políticas do primeiro suplente Pedro Chaves, isto, se o titular conseguir se livrar de carmas como a Uragano e o mensalão da companheirada petista, para tentar obter êxito na sucessão de André Puccinelli no governo.

Mas nem tudo está perdido. É que pela primeira vez na história um projeto “caracu”, como o que o mesmo Delcídio do Amaral está propondo aos douradenses, pode acabar se revertendo, desde que sejam sinceras suas intenções de fazer a primeira-dama Cecília Zauith suplente de Reinaldo Azambuja, em 2014, o que abriria a possibilidade para a região da Grande Dourados voltar a ter não apenas um, mas dois senadores, até 2022, já que na cabeça de Murilo não há dúvida de que em 2018, ninguém tasca, uma das vagas é dele.

←TEXTO ANTERIOR ouPÁGINA INICIAL→

Eduardo Marcondes, dos ex-futuros senadores, o que esteve mais próximo da vaga

- Publicidade -
- Publicidade -
- Publicidade -

Últimas Notícias

Últimas Notícias

- Publicidade-