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Heureca! André confirma Nelsinho para o governo e Simone para o senado

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15/08/2013 – 09h18

Gozador, como sempre, dizendo ser no momento só um palpiteiro, mas que a decisão final é do PMDB, o governador André Puccinelli “informou” ontem aquilo que todo mundo já está careca de saber: que o ex-prefeito de Campo Grande, Nelsinho Trad, será o candidato a governador e a vice-governadora Simone Tebet ao senado. Isto, pelo PMDB. Mas veja bem, André Puccinelli, pessoa física, está fazendo apenas uma declaração de voto, não de apoio. Outra coisa. Ao jogar o abacaxi para o partido, cujo presidente, Junior Mochi, diz ser Nelsinho desde criancinha, mas o vice, Esacheu Nascimento (da corrente wilsista) advogando a candidatura de Simone, ele dá margem ao prosseguimento desta lengalenga, até para, lá na frente, aí como governador, alegando razões de Estado e invocando os poderes mágicos de sua fada madrinha, Dilma Rousseff, dar uma de Pôncio Pilatos.

Ninguém aqui está duvidando da sinceridade e dos bons propósitos de André Puccinelli, mas suas declarações, às vésperas do lançamento do maior programa de obras de seu governo – o PAC II – soam mais como um pedido de tempo de quem está com o sapicuá cheio do assunto preferido dos jornalistas (depois, claro, das polêmicas indígenas). Analisem comigo as duas frases de Puccinelli que garantiram o título principal da página política de hoje do Correio do Estado, depois do “furo” de ontem, a respeito do mesmo assunto, dado pelo blogueiro Nilson Pereira: “Podem botar meio mundo, eu vou votar no Nelsinho”, disse o governador, que, relembrando, já foi obrigado a engolir o Trad Filho desde sua primeira eleição para a prefeitura de Campo Grande. E, para agradar Simone Tebet, que seria, esta sim, sua candidata do coração, ao governo: “Ela é minha candidata para o senado e sempre foi”.

Além do chega pra lá nos sempre inconvenientes repórteres com suas perguntas mais que óbvias André Puccinelli pode também ter mandado um recado curto e grosso a Jerson Domingos, Londres Machado, João Leite Schimidt e outros que andam se adiantando em articulações, como se não ouvissem o governador repetindo sempre que sucessão estadual é assunto para 2014, e que 2013 ainda é um ano de muito trabalho: enquanto eu estiver nesta cadeira, quem manda nesta joça sou eu. Mais ou menos como fez Braz Melo quando preteriu Valdenir Machado para lançar Antonio Nogueira seu sucessor.

Não pelo prazer de ser do contra, mas até para começar a me desculpar com meus leitores por aqui ter anunciado bem lá atrás que André Puccinelli não seria candidato a senador, e, adiantando que ultimamente minhas conversas com ele têm sido en passant e em público, arrisco-me a informar que tudo isso não passa de despiste. Faça chuva, até de canivete, ou faça sol, Puccinelli deverá, sim, pedir um tempo aos netos, para ser candidato a senador, devendo Simone Tebet concluir seu mandato, para, na trilha do pai, Ramez, pavimentar o caminho para o Senado. Quanto a Nelsinho Trad, pode, até, vir a ser o candidato a governador. Do PMDB. O negócio é ficar de olho para onde vão se bandear Londres, Schimidt, o próprio Jeeeeerrrrson Domingos, seu Zé Teixeira, George Takimoto e Cia. É por aí a coisa.

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Heureca, Delcídio na foto (nada a ver com o texto), fada madrinha... o blogueiro endoidou?

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