12/09/2013 – 12h10
Por mais cacófato que possa parecer o título deste post, foi a única maneira que encontrei para resumir a mais nova “ação” do deputado Geraldo Resende, por este tipo de coisa há tempo alvo de pilhéria entre adversários e até aliados (aí incluído, com seu peculiar bom humor, até o governador André Puccinelli) por adonar-se da liberação de recursos para tudo o que existe sob o firmamento. É que agora o parlamentar douradense inovou: não bastasse sua ânsia em aparecer como o “pai” de todo o filho bonito, em se tratando de obras com recursos federais, sua eficiência garante até recursos para obras já implantadas, e certamente pagas. Seria o caso de se almejar um duplo retorno? É o que acontece com o asfalto da Vila Santa Catarina, mais uma vez anunciado esta semana na imprensa que, talvez por isso, ele não queira, jamais, insubordinada.
Entro neste tema pelo tanto que me é recorrente, diante da indignação de meu concunhado e churrasqueiro preferido, Clodoaldo dos Santos, um dos remanescentes das famílias pioneiras da minha Cabeceira Alegre e, como tal, até hoje um dos mais ilustres moradores deste pequeno quadrilátero transpassado por apenas duas ruas, uma delas sem saída, região por demais conhecida não só por ser lindeira de um dos motéis mais frequentados da cidade como pela vizinhança com o cemitério Santo Antônio de Pádua. Impossível, pois, por essas mais que relevantes razões, que sua excelência, o nobre deputado Geraldo Resende, não esteja careca de saber que ali, por incrível que pareça, existe, sim, asfalto, e, de boa qualidade. Tudo bem que com meia dúzia de buraquinhos, mas nada que atice a cobiça da turma que gosta de faturar um tiquinho a mais com os retornos das famigeradas operações tapa-buracos. O que afasta, também, a hipótese desses recursos estarem sendo pleiteados para obras de recapeamento.
O que deixa um pacato cidadão como Clodoaldo dos Santos mais fulo da vida é a insistência de Geraldo Resende em anunciar (por suas contas, pela quinta vez só este ano) o asfalto para um trecho onde a obra já está implantada, mas esquecendo-se de cumprir a promessa feita (de corpo presente) há mais ou menos um ano e meio aos moradores de outra vila próxima, a Oliveira, o que obriga a toda vizinhança continuar “comendo” poeira.
Como a manchete anunciando o asfalto para 21 bairros (na verdade o mesmo asfalto do MS Forte também exaustivamente propagandeado pela prefeitura) saiu em todos os jornais regiamente pagos por Resende também com recursos federais na mesma semana do questionamento (nas mídias sociais) do empresário Romem Barleta quanto à aplicação de recursos públicos em publicidade, nesses tempos de retornos, mensalão e mensalinhos, seria o caso de se fazer algumas continhas. Será que não está ficando mais caro o molho que o peixe? Por exemplo, no caso da Vila Santa Catarina, o que já se gastou em publicidade não ultrapassaria o valor da obra em si, ainda mais em se remontando esses valores, desde que verídica, claro, a notícia da assessoria de imprensa do tão zeloso parlamentar? Pior é que ele compromete o prefeito e o governador nessa história, mandando manchetar: “Geraldo, Murilo e André viabilizam asfalto para 21 bairros”.
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