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As senhas do consenso para os conchavos dos traidores

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17/09/2013 – 08h44

Corumbaense convertido aos bons modos (não que os pantaneiros não os tenham) dos manezinhos da ilha (de Florianópolis), Delcídio do Amaral retornou ao Mato Grosso do Sul se achando. Só porque esteve ministro das Minas e Energia alguns dias, no apagar das luzes do vice-governo Itamar Franco, já chegou se impondo, como pré-candidato tucano a governador. Caiu do cavalo, embora um tombo providencial, desses que só levam aqueles nascidos com o fiofó virado pra lua, já que a fragilidade da precedente candidatura Ricardo Bacha foi o que possibilitou a ascensão de Zeca PT ao governo, daí o convite, quatro anos depois, do já recandidato petista, para que, como companheiro, literalmente, compusesse a chapa para o Senado. Nenhum problema, para um governista congênito, ainda mais ante a iminência da ascensão do PT também no plano federal. Só bem mais tarde Zeca do PT viria a reconhecer ter sido esta a maior enrascada em que haveria de se meter.

Mineiro de Córrego Dantas, de família humilde, dizendo aqui chegado na carroceria de um caminhão pau-de-arara, Geraldo Resende Pereira sempre se orgulhou da condição de jornaleiro e picolezeiro, na infância; depois da militância nos movimentos de rua que levaram à redemocratização do país ao lado Ciro Gomes, em Fortaleza, onde se formou em medicina. Depois de vereador, deputado estadual, secretário de Estado, agora deputado federal, está por cima da carne seca. Tal qual Delcídio, de um pragmatismo político admirável. Tanto que perdeu a conta dos partidos pelos quais militou. Companheiros? O que é isso? Nisso, também é igualzinho Delcídio do Amaral.

Estas poucas e mal traçadas linhas das biografias dessas duas figuras de proa da atual política estadual se fazem necessárias para o melhor entendimento do noticiário dos últimos dias, dando conta de uma possível chapa encabeçada pelo petista corumbaense com o peemedebista douradense de vice. Ambos encalacrados com a Uragano, tanto que o deputado até já foi denunciado pela Procuradoria Geral da República no STF. Antes que me esqueça, porém, o que será que André Puccinelli acha disso tudo? Em que pese toda sua gratidão para com a fada madrinha Dilma Rousseff pela frota de ônibus e tudo o mais que conseguiu do governo federal, será que vai soltar Nelsinho Trad e demais companheiros ladeira abaixo para se alinhar com aqueles que não perdem oportunidade de espinafrar seu governo por onde passam?

Dependendo do voto de Celso de Melo amanhã no que pode ser o desfecho do mensalão, tudo pode acontecer. Se o decano do STF decidir pelo xilindró, já, para Zé Dirceu e demais quadrilheiros petistas, Delcídio pode ter a adesão não só de Puccinelli como do resto caterva, como diz o leitor Orlando Pascotto, lá de Rancharia, porque aí, mais do que nunca, a palavra de ordem Brasil afora será: Locupletemo-nos, todos! Ou, para ficarmos nas palavras de Luiz Inácio, o grande responsável por toda esta balbúrdia: “Sifu”, o povo!

Delcídio do Amaral, governador; Geraldo Resende vice. É o fim da picada! De minha parte, aqui no Blog, será uma maravilha. Quatro, ou oito, anos de audiência lá em cima. E sem retorno! Como eu não ligo pra conchavos, como canta, lindamente, Adriana Calcanhoto, eu aguento até os rigores dos processos que, certamente, voltarão, aos montes, mas sendo obrigado a discordar dela, porque tenho pena dos traídos, como Nelsinho Trad, e também porque não hospedo infratores e banidos, nem respeito as conveniências. Até suporto as aparências, porque gosto dos que têm fome, dos que morrem de vontade, dos que secam de desejo, dos que ardem, como deve ser o desejo dessa cambada em relação ao insubordinados da imprensa, não é mesmo, deputado Geraldo Resende?

Para curtir e melhor entender as senhas de Adriana Calcanhoto só clicar aqui.

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Pobre MS, se este for o retrato do que vem por aí - Foto: Chico Ribeiro

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