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Troca-troca (partidário) dá mais uma manchete nacional negativa a Dourados

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26/09/2013 – 17h25

Quando assumiu a prefeitura, em janeiro de 1989, Braz Melo tinha uma obsessão: colocar Dourados no Jornal Nacional, da Rede Globo. Deu azar, porque o dia em que isso aconteceu não foi pelas ações de marketing em que o prefeito se tornaria especialista, mas por uma quase tragédia familiar – a até hoje mal contada história do sequestro de suas duas filhas. Seu segundo sucessor, o petista Laerte Tetila, foi motivo de chacota nacional, no mesmo JN, por um desses equívocos de marketing que parecem perseguir Dourados, quando do sorteio de um caminhão cheio de outros prêmios para quem pagasse o IPTU em dia, mas um caminhão de brinquedo, o que a peça publicitária, de má-fé, não explicitava. Depois veio Ari Artuzi, com todas as suas trapalhadas. Deu JN, Fantástico, BBC de Londres e até The New York Times. E tinha que ser, o Valdecir era um campeão.

Hoje, é a vez de Marçal Filho. Deputado que diz não ter muita tara para esse negócio de ser prefeito, mas também um campeão de ibope. Nada que desabone sua conduta, por enquanto. Um simples troca-troca, partidário, é claro. Preocupado com o retorno, ops!, para o Congresso Nacional, em 2014, analisa os prós e os contra para aderir a um novo partido. Por coincidência, o PROS (Partido Republicano da Ordem Social), com certeza, mais um desses nanicos, de aluguel, onde a reeleição de quem não confia muito no taco fica mais fácil. Por isso, está na capa do mais importante jornal do país, a Folha de S. Paulo. Como escreveu agora há pouco no Facebook o veterano jornalista José Henrique Marques, editor da folha de dourados, imagina como deve estar se contorcendo de ciúmes o colega federal Geraldo Resende, leitor assíduo do jornal paulistano, e preocupadíssimo com seu também cada vez mais difícil retorno. Ao Congresso, claro.

Segundo o Folhão os dois novos partidos criados ontem, o PROS e o Solidariedade, estão fazendo uma espécie de leilão com os deputados federais. O negócio é na base do quem dá mais. Do jeitinho, aliás, que Marçal Filho gosta. Lembram da pedida dele de R$ 2 milhões ao pobre do Valdecir, para não disputar a prefeitura? Mas ele faz “charminho”, pra dizer o mínimo, até porque não é segredo o tanto de grana que rola nessas horas. Segundo o jornal dos Frias, ele disse que está sendo disputado como um deputado qualquer, e que ainda tem resistência a mudar de partido. Aliviado, imagino, André Puccinelli deve estar dando belas gargalhadas da piada.

Mas o que importa, para o deleite dos bons produtores de jornalismo, aqueles apelidados de insubordinados por Geraldo Resende, é que Dourados continua rendendo belas manchetes nacionais. O zunzunzum sobre outro tipo de troca-troca é cada vez maior. Lembrando, a propósito, dos “tomatinhos do Tetila”, aquela frota de carros oficiais, todos vermelhos, cuja entrega mereceu desfile com estridente foguetório em toda a extensão da Marcelino Pires. É por aí a coisa. Parece que só muda o fruto. Ou a fruta. Tomates ou laranjas, mas, pelo jeito, tudo podre. Sem retorno, pois, à condição de Dourados como celeiro do Brasil.

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Fac-símile da edição de hoje da Folha de S. Paulo, com Marçal Filho na capa

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