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terça-feira, junho 30, 2026

Com “ônibus vazio”, Delcídio do Amaral joga com pesquisa para forçar adesões

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04/10/2013 – 09h37

Na antevéspera do prazo fatal do troca-troca partidário para quem vai disputar eleições, uma pesquisa de intenção de voto apontando a vantagem do senador Delcídio do Amaral na disputa para o governo do Estado, do ano que vem. O site que divulga a pesquisa, o Midiamax, que agora se agarra à causa petista como tábua de salvação, depois da “sobrada” que levou de Alcides Bernal, cujo escancarado apoio recebido na eleição para a prefeitura de Campo Grande foi devolvido com uma “banana”. O Instituto responsável pela amostragem, o Ibrape, acima de qualquer suspeita não fosse, no caso, a declarada antipatia de seu diretor, Paulo Catanante, pelo adversário do senador petista, o ex-prefeito Nelsinho Trad.

O que isso significa? Significa que é balela essa história de uma fila que estaria se formando para ver quem se deita primeiro com o rechonchudo senador de origem pantaneira, mas acostumado aos ares mais arejados da Ilha de Florianópolis, onde a família tem seus investimentos. Se Delcídio do Amaral estivesse realmente com esta bola toda não estaria investindo tão cedo em pesquisa. Se usa este tipo de estratégia para forçar a barra é porque precisa atrair os indecisos nesta hora do ápice do troca-troca, principalmente parlamentares com quem tenciona dobrar lá na frente.

A menos que um ou outro dos protagonistas de 2014 resolva dar uma guinada daqui para a madrugada de amanhã, como especulam alguns colunistas políticos e blogueiros da capital, o quadro, pelo menos o partidário – a base para o um bom embate – não é tão favorável assim para o senador, por mais que tentem pintá-lo como a bola da vez. E os números de 2010 estão aí frescos na memória do eleitor. A surra que André Puccinelli deu em Dilma Rousseff, com Lula e companhia no palanque, mesmo tendo de carregar o fardo pesado de José Serra no Estado. Ah, mas frescos também estão os números da vitória de Delcídio para o Senado. Tudo bem. Embora seja uma conta difícil de fazer, porque foram dois votos para o senado, basta que se somem os votos da mesma disputa, de Waldemir Moka, Murilo Zauith e Dagoberto Nogueira, põe tudo no balaio da eleição majoritária do ano que vem, mais o abençoado apoio de André Puccinelli, para ver no que pode dar. Independentemente de quem seja o candidato peemedebista. Isto, considerando-se a tendência de apoio pelo que se tem até o momento de perspectiva de coligações.

Delcídio do Amaral até que tentou, por exemplo, a adesão do prefeito de Dourados Murilo Zauith, acenando com um convite para a primeira dama Cecília Zauith como companheira de chapa ou suplente de senador do provável aliado, o federal Reinaldo Azambuja. Zauith achou pouco, preferindo os milhões do governo Puccinelli para passar à história como o maior prefeito que a cidade já teve e tentar, mais tarde, o Senado ou o próprio governo. O senador também bateu com a cara na porta de Roberto Razuk, onde se insinuou para a vereadora Délia Razuk, que preferiu a palavra de André Puccinelli em apoio à sua candidatura a deputada estadual. E o ônibus tipo coração de mãe, que ele esperava encher para, mais uma vez tentar chegar ao Parque dos Poderes, corre o risco de partir vazio. E já na segunda-feira, quando poderá consultar a lista de espera. Ou, dos que sobraram do busão de André Puccinelli.

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