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terça-feira, junho 30, 2026

Troca-troca embolou ainda mais o quadro sucessório

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10/10/2013 – 09h56

O deputado Marçal Filho fez que foi, mas não foi. Com um pé no novo partido, o PROS, pesou os contra$, dando-se por satisfeito com uma impensável manchete de primeira página do jornal mais importante do país, a Folha de S. Paulo, depois, evidentemente, de um baita puxão de orelhas do patrão André Puccinelli. O colega Geraldo Resende mais uma vez ameaçou, ameaçou, mas quando lhe relembraram que a porta da rua é a serventia do “palácio” e que a saída do PMDB poderia dificultar seu retorno (ao Congresso) também sossegou o facho. E assim a vereadora Délia Razuk, peemedebista que, solidariedade por solidariedade, preferiu também continuar com a do governador. Decidido, (vejam que não tem L aí antes do C, para não enfear o adjetivo!) mesmo, só o deputado George Takimoto, que, mesmo correndo o risco de perder o mandato, resolveu voltar à militância trabalhista ao lado de seu sempre paciente e amigo João Leite Schimidt.

Como o troca-troca era com vistas às eleições estaduais do ano que vem, mas ponto de partida para a disputa de 2016, esta foi a principal mexida. E como George Takimoto não pretende voltar a disputar a prefeitura, devendo continuar na Assembleia, isto se não for candidato a vice-governador, tanto de Nelsinho Trad como de Delcídio do Amaral (o assunto voltou à baila ontem em Campo Grande) a não mexida dos que devem ser os principais protagonistas de 2016 é que embolou o jogo. A quase certa eleição de Délia Razuk para a Assembleia esquentaria a disputa interna no PMDB, a menos que Marçal e/ou Geraldo Resende criem coragem para cair fora lá na frente, o que dependeria da reeleição de ambos, já que estão para virar réus por corrupção no STF.

Num segundo plano, a filiação do presidente da Sanesul, José Carlos Barbosa, ao PSB, só faz aumentar a fervura do caldeirão para sucessão municipal. Ingresso para engrossar o pelotão dos que Murilo Zauith pretende fazer deputados, com perfil e a tal da estrutura mais para se eleger federal do que estadual, Zé Carlinhos ou Barbosinha, como é conhecido o ex-prefeito de Angélica, seria o nome do bolso do colete de Zauith também para sua própria sucessão. Ainda mais que ele veio acompanhado da secretária de Produção, Tereza Cristina Correia da Costa, não só de nome tradicional na política estadual, mas com o peso de todo o setor produtivo do Estado para ser deputada federal, “de Murilo”, o que vai azedar de vez as já difíceis relações do prefeito com os dois ainda federais locais.

Isto tudo, quando no plano estadual o retorno de Edson Girotto – o queridinho de André Puccinelli – ao PR de Londres Machado pode fazer a sucessão estadual virar do avesso, caso Nelsinho Trad não trate de dar um jeito na vida, começando, por exemplo, segundo observadores atentos, pelo menos a decorar os nomes dos prefeitos dos municípios do Estado que pretende governar. Com a coisa desandando, e Murilo Zauith entrando – como ameaça – na briga ao lado de Reinaldo Azambuja, apague tudo que escrevei acima, pois com outro Azambuja, o Odilon, prefeito de Dourados, aí sim é que o bicho pega. Ou alguém tem alguma dúvida de que seria ele o candidato de André Puccinelli a prefeito? Candidato a reeleição, no caso!

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Geraldo, Marçal e Délia: deixa como está para ver como é que fica!

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