21/10/2015 – 06h16
Abatido por denúncias, senador disse que caberá a Dilma a decisão de substituí-lo do cargo
O senador Delcídio do Amaral (PT-MS) poderá perder a liderança do Governo no Senado por causa dos escândalos de corrupção. Ele foi citado pelo lobista Fernando Baiano de ser um dos beneficiários de propina de US$ 1,5 milhão da compra da refinaria de Pasadena, no Texas, Estados Unidos, além de dividir US$ 6 milhões desviados do contrato do navio-sonda com o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), com o senador Jader Barbalho (PMDB-PA) e com o então ministro das Minas e Energia Silas Rondeau.
Delcídio se abateu com as acusações de Fernando Baiano porque joga por terra o seu projeto político em Mato Grosso do Sul e o constrangimento de ser trocado na liderança do Governo. Ele falou sobre isto ontem. Para o senador, o cargo é da presidente Dilma Rousseff e, portanto, está aguardando qual será a reação dela depois do envolvimento do seu nome no esquema de corrupção na Petrobras pelo lobista Fernando Baiano.
“Ela (Dilma tira, mantém, ela faz aquilo que é mais conveniente no entendimento dela”, explicou o senador Delcídio do Amaral. E ressaltou: “Eu nunca tive nenhuma dificuldade com relação a isso”.Mas depois lamentou o episódio. “Agora, evidentemente é um fato lamentável (citação do seu nome)”, declarou.
Paraísos fiscais
O senador Delcídio do Amaral (PT) deve ter também as contas vasculhadas nos países dos paraísos fiscais pela força-tarefa da Polícia Federal e Ministério Público Federal, que investiga o rombo bilionário na Petrobras.
O mesmo aconteceu com o deputado federal Eduardo Cunha (PMDB) depois que o lobista Fernando Falcão Soares, o Fernando Baiano, incluiu o presidente da Câmara no rol de beneficiários de valores ilícitos do esquema de corrupção que se instalou na estatal, e possibilitou aos investigadores descobrir a existência de contas do deputado na Suíça. A exemplo de Cunha, PF e PGR podem tentar rastrear contas de Delcídio em paraísos fiscais, agora que Baiano afirmou, em delação premiada, que o senador foi um dos destinatários da propina. (Correio do Estado)

