17.7 C
Dourados
sábado, junho 27, 2026

A institucionalização dos

- Publicidade -

05/11/2015 – 09h12

Como a coisa começa nas profundidades do pré-sal do petrolão e pode acabar num simples linhão (ou no que está debaixo dele) de distribuição de energia elétrica nos cafundós do judas desse Brasilsão de meu Deus, fiquei aqui matutando nalgum título para este texto na linha do “roubalheira generalizada” ou dos retornos – de mamando a caducando –, inspirado no conceito do imortal Stanislaw Ponte Preta (Sergio Porto), de restaurar-se a moralidade ou locupletarmo-nos todos. Mas, como existem as – cada vez mais – raras e honrosas exceções, preferi a via mais institucional. Até porque, depois do neologismo que criei para a palavra retorno, não tem mais como se apertar nessas horas, embora óbvio ululante, como diria meu compadre e confrade Antônio Tonanni.

Quando denunciei aqui um chucho na administração de Murilo Zauith para beneficiar um dos mais notórios açougueiros da cidade, o prefeito, depois de mandar todo mundo pagar geral, tomou a iniciativa de comunicar pessoalmente o fato ao Ministério Público, incumbindo seu então secretário de Fazenda de prestar os devidos e necessários esclarecimentos ao Blog. Atrás de pilhas e mais pilhas de processos licitatórios, Waltinho Carneiro limitou-se a informar que a prefeitura pouco ou nada poderia fazer, mesmo diante de todas as evidências de falcatruas, com a frágil argumentação de que são poucas as empresas que se habilitam a prestar serviços e que se as coisas forem levadas ao pé da letra a administração emperra. Simples assim. E isto, não apenas em relação ao açougueiro, que de tanto lucrar vendendo carne de pescoço a preço de filé mignon para a merenda escolar já tinha planos de expandir seus negócios com a prefeitura para a área dos rentáveis tapa-buracos. Como a questão envolvia ética e moralidade o Carneirinho famoso (dali a pouco defenestrado por Zauith) fez questão de relembrar que o açougueiro, cuja enteada era sua noiva, já vinha prestando serviços à prefeitura antes dele assumir o cargo.

Antes disso, quando o deputado Zé Teixeira, num de seus reiterados rompantes, ameaçou mandar matar o secretário de planejamento Antônio Nogueira por conta de disputas de espaço com seu preposto Jorge de Lúcia, o secretário encarregado das medições das obras municipais para os devidos retornos aos “donos” das emendas parlamentares (vide processo da Uragano), o prefeito Murilo Zauith deixou escapar uma frase estarrecedora, dizendo que aquilo era briga de quadrilha e, minimizando de sua condição de ordenador de despesas, que não gostaria de se envolver. Em tempo: Antônio Nogueira foi “promovido” a presidente da Associação Comercial e Industrial e Jorge de Lúcia continua as medições sob as ordens do patrão, o famoso coronel Zé do boi.

Não falei no título, mas aqui embaixo, na esperança de que os aspones não cheguem ao fim do texto, até porque não aguento mais processos, posso dizer, lembrando o slogan de João Grandão, que sem sombra de dúvidas a roubalheira continua generaliza. Com Lula-lá e sua quadrilha são bilhões que rolam pelos dutos da Petrobrás, inclusive para abastecer contas na Suíça de companheiros peemedebistas como Eduardo Cunha, o que dá a eles “poderes” para continuar bancando congressistas corruptos para que não se instale o processo de impeachment da presidenta ou de cassação do próprio Cunha. Com André Puccinelli são milhões para a compra de fazendas em nome de laranjas, ex-assessores e fornecedores escarnecendo do eleitor nas redes sociais pela dolce far niente em roteiros turísticos paradisíacos e, apesar da derrapada na lama asfáltica, já alimentando o retorno do chefe nas redes sociais. Com Murilo Zauith pode não ter lama asfáltica, até porque ele emburrou com André, que não liberou a grana para recapear a malha viária central em frangalhos há anos. Mas que ele fique esperto. Afinal, em tempos de tanta prosperidade, todo cuidado é pouco. São empresários ávidos por aproveitar a expansão – num passe de mágica – do perímetro urbano para vender seus lotes e a burocracia estatal travando tudo, ainda mais que essas coisas passam pela Câmara Municipal; outros, como o do posto de combustível que ilustra este post, também expandindo suas redes e nem aí para as normas de segurança e da Agência Reguladora. Será que até os Bombeiros estão entrando nesses retornos? E a prefeitura, não tem nada com isso? Será que Waltinho Carneiro está com a razão?

←TEXTO ANTERIOR ou PÁGINA INICIAL→

Retorno em alta tensão?

- Publicidade -
- Publicidade -
- Publicidade -

Últimas Notícias

Últimas Notícias

- Publicidade-