14/11/2015 – 07h20
O juiz Carlos Alberto Garcete decretou, nesta sexta-feira (3) nova prisão temporária, pelo prazo de cinco dias, do ex-deputado federal Edson Giroto e dos demais investidos por suposto de desvio de recursos públicos nas obras de conservação e encascalhamento da MS-171, estrada na região Pantaneira. Também continuarão presos o empresário João Alberto Krampe Amorim dos Santos, dono da empreiteira responsável pela obra (Proteco), sua secretária Elza Cristina Araujo dos Santos, a ex-presidente da Agesul, Maria Wilma Casanova Rosa, além dos engenheiros Maxwell Thomé Gomez, Rômulo Tadeu Menossi, Wilson Tavares e Wilson Roberto Mariano de Oliveira.
Os investigados estavam presos desde a última terça-feira, dia 10 e seriam colocados em liberdade ainda na madrugada deste sábado, com vencia o prazo de cinco dias da primeira prisão temporária. Giroto chegou a ser colocado em liberdade ainda na madrugada da terça-feira, mas voltou a ser preso com a decisão do desembargador Lourival Moreira dos Santos que revogou o habeas corpus concedido pelo seu colega Marcos José de Brito Rodrigues.
Depois de todos serem ouvidos, o juiz revogou a prisão temporária daquele processo e decretou as oito novas prisões em outro feito de mesmo teor, envolvendo investigação relativa à licitação que ensejou o contrato pelo qual a empresa PROTECO tinha a obrigação de recuperação da estrutura da faixa de rolamento da rodovia MS-171.
Lama Asfáltica
São ao todo dois inquéritos que apuram os possíveis crimes. No dia 9 de julho deste ano, foram cumpridos 19 mandados de busca e apreensão e quatro ordens de afastamentos de servidores estaduais.
A ação ocorreu em um órgão estadual, além de residências e empresas que possuíam contratos com o Poder Público. O prejuízo investigado é de R$ 11 milhões na construção de obras com recursos federais.
Além da PF, existe a parceria da Controladoria-Geral da União (CGU), do Ministério Público Federal (MPF) e da Receita Federal de Mato Grosso do Sul. Todas as empresas investigadas atuam na pavimentação de rodovias, construção de vias, coleta de lixo e limpeza pública, entre outros.
Desvio
O delegado Cléo Mazzotti, chefe da Delegacia Regional de Crime Organizado, além do outro delegado que coordena as investigações, disseram ao G1 em outubro que a PF já tinha a comprovação de seis dos R$ 11 milhões desviados para a organização criminosa.
Os outros R$ 5 milhões teriam sido desviados por meio de um esquema, segundo o delegado. Na ocasião, a Aeronáutica teria doada uma área, na qual foi construída a avenida Lúdio Martins Coelho. Em troca, seriam realizados reparos na Base Aérea e entorno. Sgeundo a PF, o serviço foi feito, mas com verba federal e esta seria a fraude dos cinco milhões restantes.

