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Só petistas e Dagoberto são contra o impeachment

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13/12/2015 – 05h57

No que depender da bancada federal do Mato Grosso do Sul no Congresso Nacional a presidente Dilma Rousseff já pode começar a arrumar as malas e contratar um caminhão de mudança para retirar seus tarecos do inóspito Palácio da Alvorada. Pelas projeções, com base nas raras declarações de parlamentares que arriscam um palpite, até porque são poucos os que não têm culpa em cartório, a coisa deve ser unânime no Senado, com um placar de cinco a três na Câmara, pró-impeachment.

E olhe que, embora coadjuvante no cenário político nacional, o Mato Grosso do Sul é, entre todos os estados brasileiros, o que tem em suas bancadas na Câmara e no Senado dois dos mais fortes elos entre o Palácio do Planalto e o Congresso, em que pese o fato de o todo-poderoso líder do (des)governo petista Delcídio do Amaral ter caído em desgraça, continuar preso e, mesmo que venha a ser solto provavelmente não tendo mais clima para voltar ao salão azul, onde deverá ter o mandato cassado. Neste caso, ficando a incógnita de como estará a bancada no dia D de Dilma, se o suplente Pedro Chaves já terá assumido e qual seria sua posição. Na Câmara Federal, ninguém mais que o companheiro de biritas Zeca do PT tem tanta intimidade com o capo petista Luiz Ignácio Lula da Silva.

Os dois votos peemedebistas no senado, apesar das fortes vinculações de Waldemir Moka e Simone Tebet com André Puccinelli, já são favas contadas contra a fada madrinha do ex-governador. Até porque, depois da lama asfáltica, Puccinelli deve estar mais preocupado em salvar a própria pele, não fazendo outra coisa que não tentar encontrar um jeito de defenestrar o promotor do Gaeco que resolveu escarafunchar sua vida e por isso nem tendo tempo – e moral – para monitorar o voto de quem quer que seja, principalmente quando o assunto é corrupção. Waldemir Moka nem precisa antecipar seu voto, suas posições são claras contra toda a bandalheira federal. Simone não só antecipou o voto como foi fundo para justificá-lo, recorrendo ao cortesão bajulador da corte do tirano Dionisio de Siracusa para afirmar que o Brasil não pode mais ficar com esta espada de Dâmocles sobre sua cabeça, que causa tanta insegurança.

Na Câmara, mesmo com a maioria pisando em ovos, Dilma Rousseff deverá contar só mesmo com os votos de Zeca do PT e de seu sobrinho Vander Loubet, este, se continuar por lá, já que estaria na lista do japonês famoso da Federal, além, claro, do pedetista (Brizola deve estar se revirando na sepultura) Dagoberto Nogueira. A menos que o pupilo de João Leite Schmidt tenha a garantia de que num eventual governo Temer seu “vice-deputado” Sergio Castilho não ganharia as contas da direção da Funasa no estado. A “socialista” Tereza Cristina, o tucaninho Eliseu Dionisio e o demo Luiz Henrique Mandetta, até provar em contrário, votam sim, para Dilma e sua camarilha se escafederem o quanto antes. Da mesma forma os peemedebistas, Geraldo Resende porque está de olho na cadeira de Murilo Zauith e o patético Carlos Marun por sua condição de maior defensor de Eduardo Cunha.

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Zeca, por Lula; Dagoberto, por Serginho Castilho e Marun por Cunha

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