15/05/2017 – 18h23
Até o dia 22, o ex-governador terá que pagar R$ 1 milhão
O ex-governador André Puccinelli (PMDB) teve o pedido de prorrogação do prazo para o pagamento da fiança de R$ 1 milhão estendido por mais cinco dias úteis. Até a segunda-feira (22) que vem, André terá que pagar o valor para não ser obrigado a cumprir prisão em regime fechado. A decisão foi do juiz substituto Fábio Luparelli.
A confirmação sobre a extensão do prazo é do diretor de cartório da 3ª Vara da Justiça Federal de Campo Grande, Danilo Mafei. O advogado de defesa de Puccinelli, Renê Siufi, confirmou também que o pedido de extensão do prazo de pagamento foi acatado.
O juiz Fábio Luparelli foi o responsável por julgar o pedido da defesa do ex-governador André Puccinelli. Ele é o substituto da 3ª Vara e retornou hoje das férias. No período que estava fora, quem analisou o processo que envolve Puccinelli foi a juíza Monique Marchioli Leite, atualmente lotada no interior do Estado.
Em decisão anterior, o prazo para o pagamento vencia hoje, às 18h. Siufi alegou na quinta-feira (11) que Puccinelli estava com R$ 2,3 milhões bloqueados na conta e por isso não podia pagar o valor requerido pela Justiça. Esse bloqueio é referente à outra fase da Operação Lama Asfáltica, desencadeada ano passado.
O defensor do ex-governador tentou retirar a cobrança da fiança na semana passada, mas a solicitação foi negada pela juíza federal Monique Marchioli.
MÁQUINAS DE LAMA
Polícia Federal, Controladoria Geral da União e Receita Federal deflagraram na última quinta-feira (11) a quarta fase da Operação Lama Asfáltica – Máquinas de Lama.
Objetivo da ação policial é desarticular organização criminosa que desviou recursos públicos com direcionamento de licitações, superfaturamento de obras, aquisição falsas ou ilícita de produtos e corrupção de servidores. A estimativa é de que o prejuízo causado aos cofres públicos seja de aproximadamente R$ 150 milhões.
Esta nova fase da investigação resulta da análise dos materiais apreendidos em fases anteriores. De acordo com a polícia, são evidentes as provas de desvios e superfaturamentos em obras públicas, com o direcionamento de licitações e uso de documentos falsos que justificavam a continuidade e o aditamento de contratos, com a conivência de servidores públicos.
Os valores repassados a título de propina eram justificados, principalmente, com o aluguel de máquinas.
As investigações demonstraram ainda que estas negociações eram, em sua maioria, falsas e simulavam origem lícita aos recursos, razão pelo qual a operação recebeu o nome de Máquinas de Lama.(CE)

