07/11/2020 – 09h13
Projeção do resultado no Colégio Eleitoral pode ser anunciada nas próximas horas
O candidato do Partido Democrata, Joe Biden, amanheceu neste sábado com a liderança ampliada na Pensilvânia na Geórgia, o que aumenta seu favoritismo para assumir a Presidência dos Estados Unidos. Ele também lidera a apuração no Arizona e em Nevada, estando perto de assegurar a vitória em quatro dos cinco estados em que a disputa está mais acirrada e onde os votos ainda estão sendo contados — o quinto é a Carolina do Norte, onde o presidente Donald Trump lidera.
Nas primeiras horas da madrugada, Biden fez um pronunciamento em Wilmington, Delaware, onde mora, afirmando não ter dúvidas de que vencerá esta eleição e anunciando que já começou a trabalhar nas primeiras medidas do governo.
Caso a vitória de Biden se confirme na Pensilvânia, onde a apuração continua e os votos ainda não apurados são maciçamente favoráveis ao Partido Democrata, ele não precisará de nenhum outro estado para se tornar o 46o presidente dos EUA.
Pelas projeções atuais, o democrata tem 253 votos no Colégio Eleitoral, contra 214 de Trump. São necessários 270 para vencer. Na Geórgia, no entanto, o secretário de Estado, Brad Raffensperger, afirmou que haverá uma recontagem, diante do virtual empate entre os candidatos, com apenas 0,1% de vantagem de Biden.
Diante da derrota iminente, Trump reiterou que contestará judicialmente os resultados nos estados em que a vitória de Biden ocorre por pequena margem — apesar de ele próprio ter vencido nos estados de Michigan, Wisconsin e Pensilvânia em 2016 por uma margem total de apenas 80 mil votos.
A campanha republicana entrou com ações judiciais na quinta para suspender a contagem em Michigan, Geórgia, Nevada e Pensilvânia, além de recontagem em Wisconsin, mas dois de seus pedidos já foram rejeitados pela Justiça. À noite, se somou mais um processo, na Filadélfia, também derrotado. Em paralelo, a Suprema Corte determinou que os votos na Pensilvânia recebidos após 3 de novembro sejam contados separadamente. Segundo a CNN, isto não deve ser determinante no resultado.
Todos os resultados são, por enquanto, baseados em projeções dos principais meios de comunicação americanos — como nos EUA cada estado tem as próprias regras eleitorais, não há um órgão nacional que centralize a apuração dos votos e a a proclamação dos resultados.
Biden cresce na Geórgia
Na Geórgia, onde a apuração continua, a vantagem de Biden aumentou em 5.110 mil votos durante a madrugada, passando de 4.430 votos para 7.248 votos. Em termos percentuais, o democrata tem 49,4% e o republicano, 49,3%, com cerca de 99% dos votos apurados.
O estado já anunciou, no entanto, que fará uma recontagem, diante da estreita margem. Pela lei local, isto pode ser solicitado caso a diferença entre os candidatos seja igual ou inferior a 0,5%. Historicamente, no entanto, processos deste tipo geralmente não resultam em grandes diferenças.
Pensilvânia parada
As contagens na Filadélfia e em Pittsburgh, as maiores cidades do estado, pararam na noite de sexta-feira, e a diferença entre Trump e Biden de 28.833 votos permanece a mesma desde as primeiras horas da madrugada. Os votos voltarão a ser contados nesta manhã.
A emissora americana NBC anunciou que, quando a vantagem de Biden chegar a 35 mil votos, irá declará-lo vencedor no estado, o que concederá a Biden quantidade suficiente de votos para ser eleito presidente. Até o momento, 96% dos votos já foram aferidos. Espera-se que o resultado seja enfim conhecido neste sábado.
Trump precisaria vencer Geórgia e na Pensilvânia e de ao menos mais um dos estados onde a apuração ainda está pendente — Arizona, Carolina do Norte e Nevada, para ter chances de chegar aos 270 votos no Colégio Eleitoral necessários para se reeleger. Dos cinco estados, o presidente só lidera na Carolina do Norte.
Covid na Casa Branca
Pouco antes do discurso de Biden, foi divulgado que o chefe de Gabinete de Trump, Mark Meadows, e mais quatro funcionários da Casa Branca estão com o coronavírus.
Biden já fala em políticas públicas
O candidato democrata fez um pronunciamento pouco depois da 1h da manhã deste sábado (hora do Brasil), no qual se disse confiante na vitória e buscou concentrar o foco em nos desafios nacionais, como a Covid-19. Ele lamentou que quase 240 mil americanos já morreram na pandemia, mas afirmou que “muitas vidas poderão ser salvas nos próximos meses”.
— Vamos vencer esta disputa com uma clara maioria, com a nação nos apoiando. Conseguimos mais de 74 milhões de votos, mais do que qualquer chapa presidencial já obteve na História nos Estados Unidos.(O Globo)

