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quinta-feira, maio 14, 2026

O estranho magnetismo que Alfredo Barbara exerce sobre Alan Guedes

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22/05/2021 – 15h38

Farra da propaganda denunciada na tribuna da câmara mostra um Alan Guedes que o eleitor não conhecia

Fossemos todos nós, os insubordinados da imprensa, leigos, até daria para abrir esta manchete dizendo que o prefeito Alan Guedes estaria “enfeitiçado” por seu chefe de gabinete, o colunista social Alfredo Barbara Neto. Mas, como estudioso da doutrina espírita, desconfio de um processo obsessivo, coisa de espíritos zombeteiros, por conta das provas e expiações da população douradense ante a insistência em escolher mal seus dirigentes. Das outras agora vítimas de Alfredo Barbara, um (Clóvis de Oliveira) é testemunha de Jeová, outro (Silva Jr.) Cristão batista e, pior, para Barbara e Alan, o mais radical entre nós (José Henrique Marques) é agnóstico, ou seja, com ele é tudo preto no branco. Passando, pois, ao largo dessa seara, mas, à luz dos fatos, vamos tentar desenhar o nefasto quadro que começou a ser pintado na nova administração municipal, depois de escancarada a farra da propaganda de Alan Guedes e seu guru Alfredo Barbara Neto.

Antes das denúncias da vereadora Lia Nogueira havia um certo encantamento com a jovial figura de Alan Guedes. Artista que a Globo não sabe que está perdendo, conseguiu enganar a todos com seu discurso purista, durante a campanha eleitoral. Daí à resistência agora ao assédio do governo do estado para acertar o passo com Reinaldo Azambuja, de fato, hoje, o único prefeito com o qual Dourados pode contar. Não que o governo esteja interessado em cooptar Guedes para seu projeto político, pois se interesse havia, mais pela necessidade institucional, depois de toda esta lambança certamente que foi descartado.

A empatia da campanha eleitoral começou a se desfazer, pelo menos com a imprensa, ainda durante a contagem dos votos, assim que uma figura anatematiza pelos colegas fez questão de se mostrar íntimo, ao lado do recém-eleito e sua jovem primeira-dama, na residencial do casal, contando votos, como mostra a foto repetida neste texto. Indispensável analisar a questão por este ângulo para que o leitor – e, agora, o dr. delegado de polícia – não fiquem pensando que todas essas acusações sejam fake news, como reclama o prefeito. Fake news, aliás, é a especialidade do gabinete do ódio da prefeitura comandado por Barbara. Uma estrutura cara, com jornalista & Cia., importados, nos mais cobiçados “DAS” da prefeitura, para difamar a imprensa insubordinada e adversários politicos. Contado o último voto, entretanto, Alan Guedes já não era mais o mesmo da campanha. Impressionante a vertiginosa guinada. A partir dali, até seu Whats App passou a ser controlado por Barbara. O que explica, entre outras coisas, a indiferença beirando ao deboche de Alan Guedes para com veículos de imprensa interessados em entrevista-lo após o pleito.

Mesmo não conseguindo ser secretário de governo, Alfredo Barbara aproveitou-se da pusilanimidade de Alan Guedes para, com seu forte magnetismo, gerenciar a verba da comunicação. Só isso justificaria deixar a direção do “Diário” MS, por mais mal das pernas que estivesse, para se submeter a um salário mixuruca, mas, na esperança, decerto, de que não faltasse alpiste aos seus famosos passarinhos. E aí que surge o “pobrema”, como dizia meu finado sogro, o véio Mané Torquato. Como provado está, agora, que Alfredo Barbara ganhava mais que um vereador durante o período de Alan Guedes na presidência da câmara, sem contar verbas de outros órgãos públicos e da iniciativa privada abocanhadas por seu jornal, qual a ideia, a de se submeter a um salário tão irrisório? Este o grande enigma que Alan Guedes e seu queridinho terão que explicar também ao dr. Delegado, depois ao MP, que deve entrar no caso com a denúncia da vereadora Lia Nogueira etc. e tal. E, aqui, um “mistério”: como o jornal de Barbara vai conseguir sobreviver sem a sempre generosa verba da prefeitura? Sim, porque com ele lá dentro não tem jeito. A menos que… nada que um “consórcio” de veículos amigos não resolva. Como a esperança é a última que morre, que o sempre atuante MP não espere ser provocado, que continue “de olho”.

Muita ingenuidade de Alfredo Barbara e Alan Guedes (essa ordem correta de citação, não pela hierarquia da autoridade, mas por quem parece mandar, de verdade) achar que os ditos insubordinados da imprensa aceitariam o famoso “cala-boca”, uma ninharia que políticos corruptos costumam repassar àqueles que nem escrever aprenderam, porque só publicam matérias oficiais, as que falam bem dos governantes. Jornalistas calejados, com anos de janela e de estrada como os denunciantes – agora denunciados à polícia – limitaram-se a repercutir uma denúncia feita por uma aliada do prefeito na tribuna da câmara, procedimento elementar, coisa que, embora “professor” de jornalismo, o colunista social Barbara parece desconhecer. E isso não é crime, até porque as provas abundam. Claro que alguns, como é o caso deste blog, sempre carregam um pouco mais nas tintas, pelas peculiaridades do veículo. Aliás, este, de fato, parece ser o alvo do pretenso processo judicial.

Apenas para parafrasear Lula da Silva, que está em alta novamente, nunca antes na história da terra de seu Marcelino um político teve tanta oportunidade para se projetar como liderança regional, depois, claro de Totó Câmara. Nem Zé Elias, quase governador, nem Braz Melo, o fenômeno que antecedeu Artuzi, nem Murilo Zauith, com todo o seu empreendedorismo. Até porque Alan Guedes pegou uma cidade estraçalhada, qualquer coisa que viesse a fazer, como, por exemplo, tapar os buracos da periferia, já que os do quadrilátero central Azambuja tomou para si, já figuraria no ranking dos bons prefeitos. Mas, chafurdou-se no lamaçal, de cara, não apenas porque parece ter ido com muita sede ao pote, mas pela lambança só agora descoberta que fez na câmara. Pior, já que nega a rachadinha, só para tentar salvar um dono de jornal falido, que levou para seu chefe de gabinete. Por fim, apenas para não dizer que não falei das flores: A primeira vítima desse magnetismo de Alfredo Barbara Neto foi o fenomenal, mas simplório, Ari Valdecir Artuzi. O resultado, as Operações Brother, Owari e Uragano – prefeito e vice, secretários, empresários e vereadores (exceto Délia Razuk) todos presos, cassados ou obrigados a renunciar. Por bem menos, no começo, do que acontece agora.

Alan Guedes e seu guru Alfredo Barbara durante a apuração dos das eleições do ano passado (foto: Douranews)

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