11/06/2021 – 17h38
O montante foi apreendido durante a sexta fase da operação Omertà, que investiga uma quadrilha que explora o jogo do bicho no Estado
A Justiça de Mato Grosso do Sul restituiu o montante de R$ 114 mil para o deputado estadual Jamilson Name (sem partido), além de U$ 710 (dólares). O montante foi aprendido, quando o parlamentar foi alvo da sexta fase da operação Omertà, batizada de Arca de Noé, em 2 de dezembro de 2020.
A determinação foi publicada na edição desta sexta-feira (11) do Diário da Justiça do Estado. No texto, a Justiça determinou a restituição de R$ 5.131,00 (cinco mil, cento e trinta e um reais), R$ 97.500,00 (noventa e sete mil e quinhentos reais), R$11.150,00 (onze mil cento e cinquenta reais) e U$ 710,00 (setecentos e dez dólares americanos).
Denúncia
Jamilson Name é acusado de integrar organização criminosa armada, exploração do jogo do bicho e lavagem de dinheiro. Além do deputado, também são acusados dos crimes Jamil Name, Jamil Name Filho, Darlene Luiza Borges, Agustinho Barbosa Gomes, Cícero Balbino, Cláudio Rosa de Moraes, José Ney Martins, Leonir Pereira de Souza, Marcilene de Lima Ferreira, Paulo Sérgio Paes de Lira, Patrícia Pereira Lira, Raimundo Nery de Oliveira, Renato Lima Fontalva, Ricardo Alexandre Cáceres Gonçalves e Tatiana Freitas.
De acordo com a denúncia do Ministério Público, a organização criminosa chefiada pelos Name seria responsável por diversos crimes, desde porte ilegal de armas de fogo a homicídio e obstrução da Justiça.
Para bancar as atividades criminosas, a principal atividade financeira desenvolvida pela milícia armada seria a exploração do jogo do bicho, praticada através de diversas pessoas e divisão de tarefas, “valendo-se da mescla com a atividade comercial praticada com a empresa Pantanal Cap”.
Jamilson Name é acusado de ocupar a função de liderança na organização criminosa, especialmente cuidando da parte financeira. Segundo a denúncia, Jamilson era o idealizador das atividades da Pantanal Cap e ganhou mais destaque no esquema criminoso após a prisão do pai e irmão dele, Jamil Name e Jamil Name Filho.
Em interrogatório extrajudicial, o deputado assumiu a liderança da Pantanal Cap e disse que com a prisão dos outros Name, alterou o contrato social da empresa, suprimindo os nomes dos demais acusados.(Correio do Estado)

