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quinta-feira, maio 14, 2026

Mudança na lei de improbidade dificulta ainda mais a situação de Alan Guedes

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16/06/2021 – 21h48

Nova legislação vai facilitar o avanço das denúncias da vereadora Lia Nogueira, que acusa o prefeito de favorecimento a aliados quando presidente da Câmara

A situação do prefeito Alan Guedes, que já estava complicada por conta do escândalo da “Farra da Publicidade” da Câmara Municipal, acabou piorando hoje com a alteração, pela Câmara dos Deputados, da lei de improbidade administrativa, que passa a exigir que se comprove a intenção de lesar a administração pública para que a acusação formalizada pelo Ministério Público seja recebida. Ponto para a vereadora e jornalista Lia Nogueira, do mesmo partido do prefeito, que, assim, fica com a faca e o queijo na mão para “entregar” o prefeito ao MP, que só espera ser acionado para entrar no caso.

Ora, ora, vejamos. Se como presidente do Legislativo, com um orçamento não tão generoso como o que tem nas mãos agora como prefeito Alan Guedes fez das tripas coração para salvar da insolvência o jornal de seu colunista social preferido Alfredo Barbara Neto, imagina o que estaria disposto a fazer diante da tentadora rubrica orçamentaria da prefeitura destinada a bancar os custos de divulgação com os “feitos” do executivo. E a vereadora Lia Nogueira nem precisa ir fundo nas investigações, pois a coisa é tão escancarada que os fatos, por si só, depõem contra Alan Guedes e seu preposto.

E é aqui que entra a “intenção de lesar a administração pública” a que se refere a nova lei. Não bastasse o batom nas cuecas de Alan e Barbara, coisa que nenhum alvejante é capaz de apagar, dada a somatória dos números exibidos pela vereadora denunciante na tribuna do Jaguaribe e repercutidos pelos insubordinados da imprensa, bastando comparar os valores recebidos pela TV Morena, por exemplo, com os do “diário” MS, uma vez eleito prefeito, quem Guedes leva para cuidar da polpuda verba da comunicação da prefeitura? Nem para disfarçar, como se muito protegido estivesse – o próprio Barbara!

Coisas do poder, quando não se está preparado para o cargo. E Alan Guedes, Alfredo Barbara e o “ministro” Henrique Sartori (oficialmente o ordenador de despesas e no fiofó de quem vai estourar a bomba) vão cair do cavalo por acreditarem que somos todos um bando de idiotas – aí incluído o sempre impoluto promotor Ricardo Rottuno, de quem o prefeito faz questão de se mostrar íntimo – por acreditarmos que pelo fato de Barbara ser integrante do primeiro escalão municipal seu falido jornal estaria impedido de participar do bolo da verba publicitária do município.

Não à toa que, assim como procedia na Câmara, Alan Guedes guarda a sete chaves os valores repassados à imprensa, certamente temendo o constrangimento por descobertas como a que fez a vereadora Lia Nogueira a respeito do inexplicável privilégio conferido a Alfredo Barbara. Privilégio que não teria outra explicação que não as agora na moda rachadinhas, substitutas dos famigerados mensalinhos que já levaram muitos dos nobres edis para o xilindró, e não apenas os da Uragano, já que a sem-vergonhice perpassou os mandatos subsequentes, inclusive sob a presidência de Alan Guedes. Constrangimento, para quem posou de bom moço durante a campanha eleitoral, esculachando o governador Reinaldo Azambuja e seu candidato Barbosinha, batendo no peito como se fosse a alma mais honesta da face da terra, depois de Lula, claro. Constrangimento, sim, pela consciência de que a lambança que fez no Jaguaribe com o dinheiro público pode até ser “legal”, mas que ele e toda a torcida do Corinthians sabem que é imoral.

A vereadora Lia Nogueira cumpriu seu compromisso com o eleitorado. A imprensa insubordinada fez a lição de casa em respeito a seus leitores. Agora é a vez do Ministério Público fazer um atalho. Sim, nada de CPI para gastar mais dinheiro público à toa, até porque, no que depender do compadrio do legislativo com seu ex-presidente, já se pode imaginar o tamanho da pizza em que isso daria. Talvez Racib Harb, a versão douradense de Sherlock Holmes, para dar uma mãozinha ao MP, com seus macetes para descobrir quem são os amiguinhos de Alan e de Barbara agora contemplados numa espécie de consórcio com as verbas autorizadas por Henrique Sartori. Só fazer o cruzamento de dados. Se nem assim a polícia e o judiciário entenderem que isso não é intenção de lesar os confres públicos é só acompanhar os passos do claudicante “diário” MS. Sim, porque Alan Guedes pode ser chegado de Ricardo Rottuno, de Claudionor Abss Duarte, de Gilmar Mendes & Cia., mas milagreiro, que se saiba, ainda não

Prefeito Alan Guedes, que ganhou um presente de grego do presidente da Câmara Federal, Arthur Lira, se companheiro de partido

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