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‘Capitão Nascimento’ critica Bolsonaro: “Psicopata… Tem que ser preso”

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24/10/2021 – 14h46

Ator e diretor afirma não ter usado 1 real de verba pública na produção do atacado filme ‘Marighella’

Faltou presença de espírito ao ator Wagner Nascimento, o capitão Nascimento do filme “Tropa de Elite” , para usar seu bordão famoso – “pede pra sair” – ao se referir ao presidente Bolsonar, a quem criticou de forma contundente entrevista à revista ‘Ela’, encartada na edição de domingo do jornal O Globo. “Está no poder um psicopata”, disse. Ao opinar a respeito da gestão da pandemia de covid-19 pelo governo federal, ele manteve a contundência. “Foi uma tragédia, sobretudo porque a grande maioria das 600 mil mortes no Brasil poderia ter sido evitada, como a do Paulo Gustavo”, afirma.

_ “E o presidente segue andando por aí sem máscara, sem dar exemplo. O Bolsonaro precisa responder por essas mortes. Ele tem que ser preso.”

Radicado há 3 anos em Los Angeles em razão da carreira internacional, Moura faz uma temporada no Brasil para lançar em várias cidades o longa ‘Marighella’, sua estreia na direção. Rodado em 2017, traz Seu Jorge no papel-título do guerrilheiro que lutou contra o regime militar e foi morto por agentes do DPOS (Departamento de Ordem Pública e Social) em novembro de 1969.

O filme teve a estreia adiada algumas vezes. A produção acusou a Ancine (Agência Nacional do Cinema) de dificultar os trâmites por suposta influência de ideologia antiesquerda. “Numa época em que o Bolsonaro atacava o cinema nacional”, argumenta Moura.

Na matéria, o ator revela sentir “ódio” quando dizem que “mamou” em recursos do Estado. Conta não ter usado dinheiro da Lei Rouanet nem da Lei do Audiovisual em ‘Marighella’. “É uma produção feita com o fundo setorial e dinheiro da Globo Filmes”, explica.

No momento, o ator pode ser visto na reprise de ‘Paraíso Tropical’, de 2007, no Canal Viva. Foi sua última novela na Globo. O papel do ambicioso executivo Olavo, par da impagável garota de programa Bebel (Camila Pitanga), gerou a Wagner Moura o ápice de popularidade na teledramaturgia.

Marighella

Na última quarta-feira, Wagner retornou ao Brasil para lançar “Marighella”, seu primeiro filme como diretor. São duas horas e 40 minutos de ação e tensão, com cenas rodadas em São Paulo e na Bahia, que narram os últimos anos de vida do poeta baiano Carlos Marighella (1911-1969), guerrilheiro comunista interpretado por Seu Jorge. “Não é um filme para se ver com o laptop em cima da barriga, é cinemão. Acontece muita coisa, necessita de doses de foco”, avisa o diretor. Amanhã tem pré-estreia em Salvador, terça, no Rio, e depois em São Paulo, Fortaleza e acampamentos do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra.

Rodado em 2017, o longa, que tem ainda Adriana Esteves, Bruno Gagliasso e Herson Capri no elenco, teve a primeira exibição no Festival de Berlim, em fevereiro de 2019. No Brasil, deveria ter sido lançado nove meses depois. No entanto, com a demora na liberação de verba pela Agência Nacional do Cinema (Ancine) e a crise sanitária, atrasou em dois anos. “É inacreditável que o filme só vá estrear agora. Em Berlim, foi aplaudido de pé por dez minutos; Seu Jorge já ganhou prêmios na Itália e na Índia. Mas é um filme feito para o Brasil. A primeira estreia foi cancelada pela Censura. Os pedidos que a O2 (produtora) fez à Ancine eram absolutamente normais, negados assustosamente numa época em que Bolsonaro atacava o cinema nacional”, vocifera. No dia 4 de novembro, enfim, o longa chegará aos cinemas de todo o país.(Com “O Globo)

Wagner Moura, o

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