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segunda-feira, maio 11, 2026

Mandetta: “Vou ser o senador que vai organizar o sistema de saúde de Dourados”

Ex-ministro da saúde critica campanha de sua ex-colega de ministério e concorrente Tereza Cristina e diz não acreditar em golpe de Bolsonaro em casso de derrota

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Ministro mais popular da República nos últimos tempos, o médico e ex-deputado Luiz Henrique Mandetta fala, nessa entrevista exclusiva ao ContrapontoMS, de seu legado como comandante da guerra contra a Covid no Brasil, das desavenças com Bolsonaro por conta do negacionismo do presidente, que levaram à sua demissão do ministério e diz quer ser o senador que vai organizar o sistema de saúde em Dourados.


Sobre outra guerra, a que começa agora pela eleição ao Senado, Mandetta é contundente nas críticas à sua ex-colega de ministério, a deputada Tereza Cristina. Tanto pela subserviência dela ao presidente – “senador tem que ser independente e entender quais as propostas são de interesse para Mato Grosso do Sul. Senado não é lugar para ter chefe” – quanto pelo clima de “já ganhou” na campanha da candidata bolsonarista. Perguntado se isto lhe tira o sono, disparou:


_ “Salto-alto nas campanhas, já vimos muitos caírem do salto. Pessoas que vão até o Senado pedir qual seu gabinete, para deixar reservado para tomar posse. Também já vi isso acontecer na história recente do país. Quem deve estar com o sono perturbado é quem está na situação que ela está, com a população, agora, começando a analisar as candidaturas para o Senado. E vendo quem é quem? Quem representa somente um setor, um setor muito rico que é o agro. Um agro muito rico e um prato muito pobre. Quem tem que explicar a falta de política alimentar para MS, é ela.


Como ministro da Saúde o senhor foi protagonista, no Brasil, de um dos momentos mais cruciais da história – o da pandemia da Covid-19. Qual o legado do médico Luiz Henrique Mandetta para a humanidade, para a ciência, para a mudança de paradigmas, de costumes, enfim.


Primeiro que uma doença nova precisa ser enfrentada com transparência, falando a verdade para as pessoas, para evitar, exatamente a epidemia de pânico, que era o que eu tentava fazer no início da pandemia. Depois eu alicercei todas as tomadas de decisão através da Ciência. Eu pus a USP, a Fiocruz, o Instituto Evandro Chagas. Liguei a academia brasileira com a academia norte – americana, com a academia europeia e com Israel. Isso aproximou os laços, inclusive para transferência de tecnologia, fazendo a parceria da FioCruz com Oxford para fazer a vacina, para ter a tecnologia no Brasil e o Butantan com a Sinovac. Acho que aquele momento foi o momento de procurar o que a gente tinha de melhor para enfrentar o desconhecido. Um vírus de origem duvidosa de um país quem deu pouquíssimas informações para que a gente pudesse organizar, mas quando começou a derrubas sistemas de saúde muito fortes como Alemanha Inglaterra, Califórnia, Nova York, Florida, América do Sul, enfim, a gente já sabia que o único caminho era construir a estratégia em cima de três pilares. Primeiro a defesa da Vida, o segundo, a Ciência como maneira de enfrentar e o SUS como meio. O SUS na minha presença estava extremamente fortalecido e acredito que a classe média brasileira, a classe alta, tenha outro olhar sobre o SUS após a passagem pelo Ministério.

Na campanha presidencial passada o então candidato Jair Bolsonaro admitia não entender de saúde e que nessa questão recorria ao seu colega, deputado Mandetta, para a elaboração de seu plano de governo. No ministério o senhor foi por ele publicamente desautorizado. Quem mudou, o Mandetta ou o Bolsonaro?

Eu fui convidado para fazer um trabalho técnico. Trabalho técnico pressupõe você ser responsável pela sua consciência e pelo o que o melhor da técnica pode dar. Na pandemia o que me foi pedido pelo presidente não foi um trabalho técnico, foi um trabalho político e como havia risco de um trabalho político poder ofender a vida das pessoas, eu entendi que deveria manter os meus princípios éticos, meus princípios técnicos, que fui para o que fui convidado. Quando ele entendeu que a parte técnica não poderia mais falar, ele trocou, fez a opção por um general, fez a intervenção militar na saúde. Eu acho que os fatos falam por si.

Na guerra com o presidente, às vésperas da demissão, o senhor chegou a se refugiar na casa de seu colega médico, o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, de onde deu uma entrevista exclusiva para a Rede Globo. Chegou a pensar em emparedar o presidente, a medir forças com ele?

Não, não. Aquela entrevista já estava devidamente agendada. Era um pedido já comunicado à Casa Civil, ao general Braga Netto. Era domingo de Páscoa, não estava com minha família. Estava eu e minha esposa. Nós somos muito amigos do Caiado e da esposa. Foi algo que já iria acontecer daquela maneira naturalmente. Não acho que aquilo tenha tido nenhum efeito.


Sua demissão, enfim, foi pela inveja do presidente por seu protagonismo ou pelo negacionismo dele em questões como a do lockdown, a receita de cloroquina ou uso de máscaras?

Acho que nem um, nem outro. Acho que ele fez uma decisão política. Nós tínhamos uma crise de saúde muito grande, e a consequência desse vírus, ele não atacava somente o indivíduo, ele atacava a sociedade, atacava a economia, atacava os empregos, não só no Brasil, como no Mundo. O mundo parou. O porto de Roterdã parou, China parou, Alemanha, parou Nova York, então acho que ele antevendo uma crise econômica, ele caiu em um falso dilema entre saúde e economia, ficar com a Economia. Foi uma decisão política dele, que tem as suas consequências em termos das duas crises. Eu discordava, eu achava que a gente deveria enfrentar muito bem a crise na saúde e preparar as pessoas para o retorno à normalidade pós pandemia. Era um fator externo que não estava na programação de ninguém. O mundo foi pego de surpresa enfrentou uma doença emergente nova. Acho ele fez a decisão de negligenciar de certa maneira a pandemia, em nome de uma economia e jogar a responsabilidade para governadores e prefeitos, além de retirar o ministério da Saúde do enfrentamento, reduzindo a política de saúde a um medicamento para malária. Essa foi uma decisão política dele que tem as consequências que tiveram, e que agora, no processo eleitoral, ele deverá explicar porque a decisão política de não enfrentar a crise da saúde, junto com a população.


Recentemente, a Procuradoria Geral da República sugeriu o arquivamento das denúncias apuradas pela CPI da Covis contra Bolsonaro. Agora, liberto, o senhor ousaria afirmar que a CPI agiu certo ao acusar o presidente de charlatanismo e outros crimes?

Não gosto de CPIS, de uma maneira geral, porque são investigações sempre com um pano de fundo político, não há muita isenção na condução dos trabalhos. Acho que os fatos lá narrados e documentados, chama muito a atenção, a compra de vacinas, sem nenhum tipo de critério, conversas paralelas, suspeita de corrupção, aquilo dali ficou demonstrado. Agora a pandemia ainda não acabou. A gente ainda tem muitas pessoas que estão perdendo a vida por causa dessa doença. E o julgamento vai ser para os livros de História. A pandemia vai estar escrita no próximo século. Ela tem o mesmo peso que teve para a humanidade, a quebra da Bolsa de Nova York em 1929. Ela ainda vai ser matéria de vestibular, ainda vai ser digerida. O papel de cada um nessa história, o tempo, o distanciamento do tempo é que vai traduzir. Acho que a CPI teve seu papel, mas não gosto de CPIs, exatamente pelo seu viés político que impede uma análise isenta dos fatos.


De ministro a presidenciável, e muito mais competitivo que sua conterrânea Simone Tebet, a candidata a presidente pelo MDB. Por que não vingou sua candidatura?

Primeiro que nunca me coloquei como candidato a presidente. O que eu estava fazendo era um debate nacional para juntar ideias e propostas para um grupo de partidos. Eram nove partidos. Estava coordenando e dialogando com vários setores da educação, cultura, saúde empresariado mercado financeiro. Lógico que isso me daria uma exposição grande e o nome foi surgindo espontaneamente. Não teve nenhum patrocinador desse nome. Em um determinado momento, estava lá com quase 10% dos votos de São Paulo, na pesquisa espontânea. Agora, uma campanha presidencial é uma série de fatores. Não basta só você querer. A gente ainda é um Estado muito pequeno, a gente ainda não tem tradição política. Os paulistas, mineiros e nordestinos ainda são muito mais organizados em termos de blocos políticos. Mas acho que o fato de MS ter tido uma pessoa citada para presidente é bom para o Estado. O fato de termos conterrâneas, a Simone e a Soraya como candidatas é bom para Mato Grosso do Sul. É uma geração que vem ocupando espaço nacional e talvez no futuro tenha espaço para nosso Estado levantar a voz no cenário nacional, e poder aí de vez ter uma candidatura viável. A minha, basicamente, foi o trabalho que fiz e me levou circunstancialmente a ter a intenção de votos que tive nas pesquisas.


Sua outra conterrânea, e colega de ministério, Tereza Cristina, já posa de senadora e de ministra reconduzida (pela promessa do presidente, também crente na sua reeleição). Isso não lhe tira o sono?

Meu, não. Devia tirar o sono do eleitor dela. Uma pessoa que vota num candidato, que acredita que o Bolsonaro ganhe a eleição, depois que acredita que vai ser ministra, depois gosta do primeiro suplente que ela coloca, esse que deve estar com sono perturbado. O meu sono é muito tranquilo. Sono da consciência tranquila de quem trabalhou, de quem se manteve fiel ao juramento de médico, que foi cristão, de quem lutou pela vida, quem quis preservar todas as vidas, dos mais velhos, aos mais jovens. Quem anda em qualquer lugar que eu vou. Ando de cabeça erguida porque que sei do trabalho que foi feito. Agora, salto alto nas campanhas, já vimos muitos caírem do salto. Pessoas que vão até o Senado pedir qual seu gabinete, para deixar reservado para tomar posse. Também já vi isso acontecer na história recente do país. Quem deve estar com o sono perturbado é quem está na situação que ela está, com a população, agora, começando a analisar as candidaturas para o Senado. E vendo quem é quem? Quem representa somente um setor, um setor muito rico que é o agro. Um agro muito rico e um prato muito pobre. Quem tem que explicar a falta de política alimentar para MS, é ela. Quem tem que dizer porque não existe estoque regulador para garantir a cesta básica, é ela. Quem tem que explicar porque um país que produz tanta carne, tanto arroz, tanto feijão, não dá acesso a sua população. Ainda mais nós, em nosso Estado, a única política de agricultura familiar, foi conceder alguns títulos que a pessoa tem que pagar caro nos cartórios. Sendo que a agricultura familiar foi completamente abandonada o pequeno sitiante, pequeno produtor, mesmo os pecuaristas, que tiveram uma seca terrível muito prolongada. Agora o agrobusiness, o agro exportação tem mais é que fazer campanha para ela e colocar muito dinheiro na campanha dela, porque ganharam muito dinheiro durante o período dela no ministério da Agricultura.


Qual o maior obstáculo nessa sua nova empreitada política, a “máquina” que toca a candidatura de Tereza Cristina, a aura de justiceiro do ex-juiz Odilon de Oliveira ou a novidade do candidato “do Lula”, o professor Tiago Botelho, este, com a responsabilidade de transformar em realidade o antigo sonho dos douradenses de eleger um senador da região?

São todos candidatos que representam cada um, uma trajetória, um passado. Quem tem um passado, por exemplo, de coerência política. Nesses candidatos, quem é que traiu seu companheiro principal que a lançou na vida pública. O outro tem um trabalho muito fechado quando se fala em promoção de justiça, quando todas as sentenças terminam se com o cumpra-se. Em política é dialogue-se, construa-se e não cumpra se. O Tiago é um talento, menino que tá começando. Acho que Dourados deveria ter muito orgulho, poder abraça-lo por sua história de professor. A educação é uma pauta comum, a mim e a ele. Espero que ele faça um bom desempenho nessa campanha. Vai chegar o momento que essa campanha vai polarizar e as pessoas vão ter que optar, entre, reforçar ainda mais ainda a representatividade de um setor ou apostar naqueles que podem cuidar de pessoas. A narrativa da campanha será essa, a construção da campanha vai ser assim. Acredito que o eleitor livre, aqueles que não estão submetidos a pressão de prefeitos, aqueles que mesmo submetidos, dentro do sagrado espaço da urna, votam para casa com sua consciência. Eu olho os homens livres de nosso estado. Aos homens livres, às mulheres livres, aos jovens livres, que querem proferir o seu voto, eu vou indicar o caminho que eu acredito que seja de políticas sociais, de educação, de escola em período integral em nossa Estado, de melhorar a formação para que jovem tenha o primeiro emprego para que possa ter oportunidade melhor de gerar emprego e renda. Fazer uma política de segurança alimentar. É inadmissível, tem alguma coisa errada nessa política, que há continuar dessa maneira, a gente ganhando em real e pagando em dólar. Essa conta não vai fechar nunca e vamos ter de volta a desnutrição infantil no Brasil. Então, é o eleitor livre que vai ver. Ele quer mais desmatamento? Menos preservação? Ele quer mais agrotóxico? Ou, o que ele quer? Vou falar para os eleitores livre e espero que a grande massa de eleitores faça sua escolha no dia dois de outubro e que o senador que seja nossa cara que seja orgulho para MS. Brasília é um local que você precisa conhecer e saber os limites e ser respeitado. Não é um lugar para mandar uma pessoa inexperiente. Vamos ver, a campanha está começando e a marcha de votos é que vai traduzir essa pergunta.

Direto para o segundo turno da eleição presidencial, a prevalecer a tendência Lula vs. Bolsonaro. Senador eleito ou não, o Mandetta vai agir como Pilatos?

Não. Eu vou escutar qual é a proposta deles. Não gosto de uma eleição que está resumida a um dilema, daqueles que votam no Bolsonaro, porque não querem que o Lula volte e daqueles que votam no Lula, porque não querem que o Bolsonaro fique. Qualquer presidente da República tem que olhar para o Senado Federal. E nós temos que mandar para o Senado, pessoas independentes. Senador tem que ser independente e entender quais as propostas de interesse para Mato Grosso do Sul. Senado não é lugar para ter chefe. Senador que tem chefe pega carona e quando chega lá, fica refém ou rompe com esse o eleitor, o que é muito comum de acontecer. Eu gostaria de saber quais as propostas de ambos. Para infraestrutura, como vamos sair desse isolamento de logísticas que nos colocaram. Quem é que vai fazer finalmente a BR 163 ser duplicada. Quem sabe que a ferrovia Noroeste do Brasil está apodrecendo aos olhos de todos. Como vai ser a Rota bi oceânica, no olhar desses dois. Quem é que vai ter o olhar de Mato Grosso do Sul e vai falar dos temas que nos interessa. Aquele que chegar mais próximo de traduzir o anseio do sul-mato-grossense eu vou fazer por conteúdo, do ponto de vista ideológico, nada me diz. Acho que o Brasil tem uma democracia estabilizada tem um Congresso que é um regulador da intensidade de reformas que vão ser feitas. Espero que a gente tenha um país de volta à Paz, a tranquilidade, que não seja mais um país de briga de irmãos, de pessoas. Quando a gente lutou por democracia não imaginava que ia chegar no ponto de tanta briga e desavenças dentro das famílias por causa de pessoas. Ideias se combate de ideias. Fazer fanatismo por pessoas, não cabe no campo da democracia, da racionalidade. Ambos praticam muito o culto a suas pessoas, as suas frases de efeito, aos seus chavões, isso não me interessa. Me interessa saber o que Mato Grosso do Sul ganha com eles.


Com o acirramento dessa polarização, e diante de um resultado adverso, pelo que conheceu de Bolsonaro no intramuros do poder, acredita na possibilidade de um golpe?

Não. Não acredito em golpe. O Exército brasileiro tem uma sólida formação para a democracia. Eles fizeram uma releitura dos anos militares e viram quanto a credibilidade do Exército caiu. Eles ficaram aguardando 30 anos para um retorno pela via democrática, chegaram através de um vice-presidente que foi muito maltratado na vice-presidência. Não existe espaço para golpe, não existe suporte para golpe. Não existe espaço para golpe na força diplomática mundial, não existe espaço para golpe no mercado financeiro, com as democracias norte-americanas, tão sedentas por mais democracia. O que vai haver provavelmente é o culto a teses fantasmagórica, urnas que não funcionam, acirramento de ânimos, mas longe de ser uma ruptura institucional. A democracia brasileira foi mais que testada. Em 30 anos, a Constituição cidadã deu exemplos de poderes que são independentes e que quebraram sua harmonia várias vezes, mas elas resistem pela essência da proposta. Nós tivemos dois processos de impecheament de presidente, dentro da absoluta normalidade. Tivemos movimentos populares intensos contra ou a favor de determinadas teses. Temos uma sociedade dinâmica, temos uma internet que não se cala aos possíveis golpe. Qualquer pessoa que sonhe com algum tipo de golpismo, ela cai na realidade quando vê a força da juventude brasileira, a força das escolas democrática e isso vai desaparecer do mapa e a democracia ser mais forte.


Mandetta disputando o Senado no palanque de Rose Modesto, que concorre ao governo com seu primo Marquinhos Trad e com o ex aliado André Puccinelli, que até aqui polarizam a disputa. Como sair dessa enrascada?

Não é enrascada. Isso é um caminho. Eu apoio a Rose por causa dos compromissos que ela tem, com as mesmas políticas que eu tenho. Não se quita essa dívida social absurda se não for através do Educação com período integral de qualidade. Não se quita essa dívida social sem escola profissionalizante. Não se faz um Estado novo, sem inclusão digital. A escolha de ouvi-la, de apoiá-la, de convidá-la, é por acreditar que ela tenha uma trajetória de enfrentamento de sucesso de resiliência. Estou muito feliz de estar ao lado da Rose Modesto nesta campanha. Respeito a vida a vida política de André, foi um governador de realizações, um prefeito de realizações. É um político muito completo. O Trad, tenho uma relação de primo, mas eu devo ter mais de 30 primos, como muitos tem. Isso quer dizer nada. É dos seus posicionamentos na vida, nos atos políticos administrativo que sai algum tipo de entendimento. Nesta eleição, entendi não seria bom caminhar juntos. Ele toca a campanha dele para governador, espero que ele consiga demonstrar o porquê de sua campanha e que ele consiga dialogar com a sociedade, mas com certeza, meu voto vai para a Rose.


Receita ao eleitor?

Que o eleitor faça uma boa escolha. Que Dourados, como sempre, seja vanguarda. Que Dourados responda nas urnas a toda essa política convencional vem sendo feita em nome dos douradenses, com retorno aos douradenses. Sempre fui dos mais votados deputados de fora de Dourados. Tenho amigos, me sinto bem caminhar pelas ruas de Dourados, tenho orgulho de falar de Dourados, não só em Mato Grosso do Sul, mas em todo o Brasil e no mundo. Eu vou ser um Senador que vai organizar o sistema de saúde de Dourados, tão pequeninho, frente a grandeza da macrorregião de Dourados. É preciso fazer um planejamento de saúde para Dourados com 500 mil habitantes no futuro próximo. É preciso que a juventude de Dourados tenha perspectivas. Uma cidade com tantas universidades, com geração de empregos, mas com empregos melhores. Quero inclusão digital, quero startups, quero uma Dourados que não fique da Marcelino Pires para baixo sem estar convidado para a festa da produção de riquezas. Uma classe média, forte no consumo, com orgulho de estar vivendo em Mato Grosso do Sul em condições de igualdade. Uma Dourados que possa conviver feliz com os índios que são tanta cultura de nosso estado e que tem que entrar em um ponto de equilíbrio de cidadania. Ao eleitor de Dourados, meus respeitos, meu carinho e a vontade de representa-lo no Senado da República.

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