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quarta-feira, maio 6, 2026

Barbosinha cumpre agenda histórica em Corumbá

Estado, União e município alinham estratégias para ampliar atendimento a migrantes e fortalecer políticas de assistência e direitos humanos na fronteira

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Enquanto Donald Trump promete deportar 10 milhões de imigrantes nos Estados Unidos e transforma a fronteira em símbolo de exclusão, o Mato Grosso do Sul — olha só que ironia — faz exatamente o contrário. Em pleno solo pantaneiro, o vice-governador José Carlos Barbosa, o Barbosinha, lidera uma frente de acolhimento e inclusão social que põe no chinelo muito discurso humanitário de gabinete em Brasília. Corumbá, fronteira com a Bolívia, virou laboratório de uma política pública que, pasmem, funciona — e que se sustenta não no improviso, mas na articulação entre os entes municipais, estaduais e federais. Isso mesmo: no meio da crise migratória mundial, tem gestor que ainda acredita em união dos poderes e amor ao próximo.

Nesta sexta-feira (4), Barbosinha recebeu o ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Wellington Dias, com tapete ético estendido e discurso afiado: “Se o mundo fala em deportação, aqui em Mato Grosso do Sul fazemos o caminho oposto.” A frase, digna de outdoor em época de eleição, vem acompanhada de ações concretas: assinatura de acordo de cooperação entre a Prefeitura de Corumbá e a Defensoria Pública da União para atendimento jurídico a migrantes, pedidos de ampliação da Casa do Migrante — que já acolheu mais de 1.700 pessoas em 2024, das quais 1.200 são venezuelanas — e a reafirmação de que a política migratória do estado não é enfeite de ocasião.

Enquanto em outros estados migrante é sinônimo de problema, por aqui virou sinônimo de prioridade. A fala do prefeito de Corumbá, Dr. Gabriel Alves de Oliveira, revela o tamanho da demanda: saúde, educação, assistência, infraestrutura — tudo impactado por esse fluxo humano que bate à porta do Brasil fugindo da fome, da violência e da desesperança. E, ao contrário do que certos senhores engravatados diriam nas tribunas do preconceito, esses migrantes não vêm roubar nada: vêm buscar dignidade. E estão encontrando, ao menos em Corumbá, o que muitos brasileiros ainda esperam do seu próprio país.

A secretária de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humanos, Patrícia Cozzolino, bate na tecla certa: acolher é garantir estrutura, capacitação, documentação e acesso a direitos. Não é caridade, é política pública. Hoje, 1.263 famílias migrantes recebem benefícios como o Mais Social, Cuidar de Quem Cuida, MS Supera e até luz elétrica gratuita — programas que, para alguns, soam como gasto; mas que, para quem entende de inclusão, são investimento.

Tem mais: o CADH, em Campo Grande, virou referência no atendimento a migrantes, refugiados e apátridas. Ali, o Estado faz o que se espera de um Estado de verdade: orienta, protege, integra. Sem espetáculo, sem uso político rasteiro, mas com a serenidade de quem compreende que acolher o outro é também se proteger. Porque quem tem um lugar para ficar, comida no prato e CPF na mão, não vira estatística de violência nem massa de manobra.

Barbosinha, que já foi prefeito, Secretário de Justiça e Segurança Pública e deputado estadual, agora se apresenta ao Brasil como uma espécie de novo perfil político: conservador nas origens, mas progressista na prática. Um co-gestor que, em vez de fechar as portas da fronteira, escancara as janelas da cidadania. Num tempo em que o mundo se fecha, o Mato Grosso do Sul se abre — e mostra que a verdadeira segurança vem do acolhimento, não da rejeição.

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