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quarta-feira, maio 13, 2026

Tropas russas chegam a Kiev, e governo da Ucrânia convoca toda a população para se alistar

Militares estão posicionadas no distrito de Obolon, cerca de 9 km ao norte do Parlamento da capital; presidente da Ucrânia diz estar disposto a desistir da entrada na Otan, mas Moscou afirma que ele mente

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KIEV — Apenas um dia após o presidente Vladimir Putin ordenar uma invasão militar em larga escala da Ucrânia, tropas russas alcançaram  Kiev, a capital do país vizinho. Segundo o Ministério da Defesa ucraniano, militares russos estão posicionados no distrito residencial de Obolon, cerca de 9 km ao norte do Parlamento ucraniano, no centro da cidade.

Ao mesmo tempo, o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, disse que está disposto a adotar um status de neutralidade e desistir do pedido de entrada na Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), a aliança militar comandada pelos EUA — a grande demanda russa para parar a invasão. Moscou, porém, recebeu a declaração com frieza e disse que o ucraniano mente.

As forças russas convergiram sobre Kiev após avançarem rapidamente de três eixos de direções diferentes, no Norte, Sul e Leste da Ucrânia. As duas primeiras colunas dirigiram-se à capital no início da ofensiva, segundo autoridades de inteligência ucranianas.

Segundo a AFP, o ataque a Kiev começou com helicópteros, pouco antes das 4h locais (23h de quinta em Brasília).  Sirenes de ataque aéreo soaram na  cidade de 3 milhões de habitantes, onde muitos se abrigavam em estações de metrô subterrâneas.

Um alto funcionário ucraniano disse que as forças do país defendem a capital em quatro frentes e estão em menor número. Autoridades locais disseram que um avião russo foi derrubado e colidiu com um prédio em Kiev durante a noite, incendiando-o e ferindo oito pessoas.

Em um prédio de 10 andares de um conjunto habitacional perto do principal aeroporto de Kiev, uma bomba explodiu pouco antes do amanhecer e deixou uma cratera de dois metros. Um policial disse que várias pessoas ficaram feridas, mas não houve mortes.

— Como podemos sobreviver a isso em nosso tempo? O que devemos pensar. Putin deveria ser queimado no inferno junto com toda a sua família — disse Oxana Gulenko, limpando cacos de vidro de seu quarto.

Um vizinho, o veterano do Exército soviético Anatoliy Marchenko, de 57 anos, não conseguiu encontrar seu gato que havia fugido durante o bombardeio.

— Conheço pessoas lá, são meus amigos — disse ele sobre a Rússia. — O que eles precisam de mim? Uma guerra chegou até a minha casa e é isso.

Ataques continuam também em várias outras cidades ucranianas. Grandes explosões foram ouvidas em Kharkiv, a segunda maior cidade do país e mais próxima, de grande porte, da fronteira com a Rússia. A prefeitura pediu para a população procurar abrigo.

Em Lviv, no Oeste, sirenes de ataque aéreo soaram. As autoridades relataram fortes combates na cidade oriental de Sumy.

Todos os civis convocados

O Exército da Ucrânia fez uma convocação para todos os civis se alistarem:

“Precisamos de todos os recrutas, sem restrições de idade”, disse uma primeira mensagem publicada em rede social. A convocação, presumivelmente, vale também para menores de idade, e alcança homens e mulheres. Desde dezembro, todas as mulheres ucranianas “aptas ao serviço militar” entre 18 e 60 anos fazem parte da reserva em tempos de guerra.

Pouco depois, houve uma segunda convocação: “Hoje, a Ucrânia precisa de tudo. Todos os procedimentos de adesão são simplificados. Traga apenas seu passaporte e número de identidade”.

O governo encorajou moradores a resistirem, enquanto também aconselham outros a procurarem abrigo.

“Pedimos aos cidadãos que nos informem sobre os movimentos de tropas, façam coquetéis molotov e neutralizem o inimigo”, afirma um texto.

Segundo o presidente Volodymyr Zelensky, 137 pessoas morreram e 316 ficaram feridas no primeiro dia de operações, incluindo dezenas de civis. “Moradores pacíficos: tomem cuidado. Não saiam de casa!”, dizia o comunicado.

Bombardeios em 33 locais

O Ministério do Interior da Ucrânia informou ter registrado  bombardeios russos em 33 alvos civis  em apenas 24 horas.

— Os russos dizem que não estão atacando civis, mas 33 locais civis foram atingidos nas últimas 24 horas — disse Vadym Denysenko à agência de notícias Reuters.

Durante discruso na noite de quinta-feira, o presidente Volodymyr Zelensky se comprometeu a permanecer em Kiev, enquanto suas tropas combatem invasores russos. Ele assinou um decreto no qual declara que o país está em estado de mobilização geral. Conforme o texto, estão convocados todos os recrutas e reservistas aptos para o serviço, que devem se apresentar a alguma das instituições militares do país. (O Globo e Agências Internacionais).

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