21.4 C
Dourados
quarta-feira, julho 1, 2026

Pré-candidatos já se alvoroçam para o troca-troca partidário

- Publicidade -

23/04/2013 – 10h58

Como em 2013 o DEM – que já foi PFL, que já foi PDS, que já foi ARENA, que nasceu da marvada UDN – parece que vai continuar DEM, o deputado Zé Teixeira, uma das principais estrelas do partido no estado, é que pretende mudar. Não importa para qual partido, desde que seja, evidentemente, alguma sigla onde não encontre restrições para ser indicado candidato a vice-governador numa eventual chapa encabeçada pelo senador Delcídio do Amaral. Esta é a grande novidade do já tradicional troca-troca partidário que acontece sempre nos anos ímpares, antecedendo às eleições, diante da aproximação do prazo limite de um ano de filiação para os pretensos candidatos, período também de sondagens de nomes e de aquecimento para quem gosta de largar na frente.

Se não colar a candidatura a vice-governador, que não se iluda a concorrência, Zé Teixeira vai continuar como o maior fornecedor de linguiça de Maracaju aos patrulheiros rodoviários para que possa continuar pisando fundo, sem ser molestado, entre o interior e a capital. Outro que, sempre pegando uma caroninha aqui, outra ali, não quer interromper estas idas e vindas, é George Takimoto, mesmo que para isso tenha que trocar o nanico PSL por um partido mais robusto, como o PDT do amigo e sempre paciente João Leite Schmidt ou o PSB do prefeito Murilo Zauith.

Dos que estão na Assembleia Legislativa, Laerte Tetila, esteio do PT, é o único que não pretende, até porque não precisa, trocar de camisa para garantir um retorno tranquilo. Com seu jeitão sempre professoral, defensor de todos os povos e de todas as cores, não abrindo mão do vermelho da gravata para quebrar a sobriedade dos vários tons de cinza dos ternos em plenário, é sempre mais Tetila, apaixonadamente verde no futebol, mas pragmaticamente alvinegro, se for o caso, em situações de injustiça como a que envolveu os arquirrivais corintianos presos na Bolívia.

Dos que lá pretendem chegar, cogita-se que Délia Razuk, sem vislumbrar melhor lugar ao sol do PMDB, estaria tentada a voar para o ninho dos tucanos. Não que inveje o nariz adunco do primo Jerson Domingos, mas dele querendo apenas uma das poltronas no plenário onde seu amado guru Roberto ajudou a escrever o início da história do Mato Grosso do Sul. A única dificuldade de Délia é a pouca autonomia de voo do tucano, pela desproporcionalidade do corpo com o bico, pois, no fundo, no fundo, se sentiu mais confortável e acredita poder fazer melhor uso da cadeira da qual Ari Artuzi caiu com os ventos uragânicos, depois dela, entregue a Murilo Zauith.

Ainda nessa onda de retorno que obriga George Takimoto a correr atrás da pombinha branca de Murilo Zauith para ajudá-lo a entoar canto do cisne o ex-deputado Valdenir Machado resolveu encarnar a fênix, precisando também entrar na fila deste tão inusitado troca-troca. Isto, depois de várias desventuras partidárias, pulando agora do barco daqueles que se dizem getulistas, na esperança de que, também num voo tucano, não cruze com o irmão Idenor ou com seu sócio Gerson Schaustz pelos caminhos que levam ao Palácio Guaicurus.

←TEXTO ANTERIOR ouPÁGINA INICIAL→

Délia Razuk, voo tucano à prefeitura, passando pela Assembleia

- Publicidade -
- Publicidade -
- Publicidade -

Últimas Notícias

Últimas Notícias

- Publicidade-