15/10/2013 – 08h43
Neste feriadão em que mais uma vez estive ausente aqui no blog, desta vez por conta do calvário de meu sogro, Manoel Torquato, que, vítima de um câncer no esôfago, morreu na noite de domingo, um internauta me alertou para um artigo do colega blogueiro Nicardo Noblat, sobre a UFGD. Fui lá, imaginando tratar-se de algum comentário a respeito da posição da universidade que é o orgulho petista no mais recente ranking do setor. Na verdade, Noblat estava transcrevendo um artigo – As universidades do Brasil Maravilha são fábricas de lulas com diploma – de outro colega blogueiro, o jornalista Augusto Nunes, não apenas a respeito da questionável qualidade do ensino daquela e de outras universidades petistas, mas quanto a demagogia que seu criador faz com elas. Só por isso (antes que a assessoria de Murilo Zauith fique imaginando coisas) ilustro este post com um retratinho de Lula da Silva em companhia de seu, à época, ilustre aliado douradense, o não menos letrado Ari Valdecir Artuzi, por coincidência, tirado no dia aludido por Augusto Nunes no texto que se segue:
Em agosto de 2010, no comício de inauguração de quatro prédios da Universidade Federal de Dourados, em Mato Grosso do Sul, Lula também reinaugurou a bazófia que se transformaria, de lá para cá, num dos seus mantras prediletos: “No meu último dia de presidente, eu vou olhar para mim e dizer que não tenho curso superior, mas fui o presidente que mais abriu universidade no Brasil”. Depende do critério utilizado.
Se o que vale é quantidade, o palanque ambulante tem razão. Na última década, o número de matrículas em cursos superiores dobrou. Entre 2011 e 2012, 867 mil brasileiros se formaram por alguma faculdade, pública ou privada.
Baseada no critério da qualidade, adotado por quem tem mais de cinco neurônios, uma reportagem publicada pelo site da BBC acaba de implodir a gabolice do maior dos governantes desde Tomé de Souza.
Sob o título ‘Geração do diploma’ lota faculdades, mas decepciona empresários”, o texto enfileira informações estarrecedoras. Uma delas: segundo o Instituto Paulo Montenegro (IPM), vinculado ao Ibope, o índice de analfabetismo funcional entre universitários brasileiros chega a 38%. “Isso significa que quatro em cada dez universitários até sabem ler textos simples, mas são incapazes de interpretar e associar informações”, espanta-se o redator da BBC.
“Também não conseguem analisar tabelas, mapas e gráficos ou mesmo fazer contas um pouco mais complexas”, prossegue o desfile de assombros.
“De 2001 a 2011, a porcentagem de universitários plenamente alfabetizados caiu de 76% para 62%. E os resultados das próximas pesquisas devem confirmar essa tendência de queda, prevê Ana Lúcia Lima, diretora-executiva do IPM”.
O desastre é ampliado a cada ano pela parceria entre faculdades federais de quinta categoria e cursos particulares criados pela indústria do ensino, com vagas de sobra para premiar com canudos inúteis a procissão de bolsistas que o governo financia com o dinheiro dos pagadores de impostos. O número de acadêmicos não para de aumentar. A taxa de ignorância no campus também.
Vista de perto, o que o pai do Brasil Maravilha chama de universidade é só uma fábrica de lulas com diploma de doutor”.
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