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Nogueira tem agenda de prefeito na Aced

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23/10/2013 – 16h48

Em 1992 ele foi imposto candidato pelo até então mais popular prefeito da história de Dourados, Antonio Braz Genelhu Melo. Mas no seu caminho havia uma pedra. Uma pedra chamada Valdenir Machado. E perdeu a eleição para Humberto Teixeira. Voltou à iniciativa privada, onde fora empreiteiro, desta vez, vislumbrando novos horizontes, em companhia do sempre parceiro Eduardo Serafim, para tocar uma leiteria. Sem jamais deixar de sonhar com a prefeitura. Não conseguindo entrar pela porta da frente, tentou a da lateral. Com perfil de tocador de obras, mas como a secretaria que ocupara na administração Braz Melo já tinha dono, tentou ser secretário de Planejamento na administração-tampão de Zauith, de onde, contrariando os interesses do deputado Zé Teixeira, foi obrigado a sair de fininho. Militante ativo do PMDB, até havia tentado sair candidato na eleição pós-Valdecir, mas encontrando resistência, principalmente da ala ligada ao deputado Geraldo Resende, outro que só pensa naquilo, ou seja, a prefeitura.

Muito mais pelo estilo deixa-que-eu-chuto do que pela semelhança física, depois de um infarto, o engenheiro Antônio Luiz Nogueira foi obrigado a abandonar o estilo de vida que lembrava o do personagem de Charles Bronson. Mais zen, viu na presidência da Associação Comercial e Empresarial de Dourados, a ACED, o trampolim ideal para, mais uma vez, tentar virar prefeito de Dourados. E, no mesmo ritmo em que Charles Bronson mandava bala nos faroestes americanos, ele agora usa o Facebook para mostrar que com o charme de seus cabelos brancos ainda tem muita bala na agulha e que os adversários, ou inimigos, internos ou externos, como Geraldo Resende e Zé Teixeira, não perdem por esperar. Pelo menos até 2016.

A última postagem, desta quarta-feira, da assessoria de Nogueira no Face não deixa dúvidas: “Uma comissão de diretores da Associação Comercial, secretários municipais, gestores e vereadores do município de Costa Rica, esteve na ACED para uma reunião com o presidente, Antonio Nogueira e o diretor Everaldo Leite Dias, a fim de obter informações sobre o modelo de aterro sanitário utilizado em Dourados, bem como seu funcionamento”. E é todo dia assim. Ele recebe políticos, empresários, promove eventos, pensa Dourados no macro, toma iniciativas, dá entrevistas, viaja, participa de congressos, enfim, tem agenda como se prefeito já fosse, só não tocando obras, porque a ACED, claro, não tem orçamento.

O objetivo político da coisa ficou mais claro, ainda, quando ele filiou seu antecessor, o farmacêutico Antonio Freire, atual presidente da Federação das Associações Comerciais do Estado, no PSB do prefeito de Murilo Zauith. Com Freire de stand by, além de sua força pessoal e a do empresariado douradense, Nogueira pode, também, estar querendo mostrar ao adversário (quase inimigo) Zé Teixeira com quantos votos se faz um deputado estadual. Melhor ainda, sem precisar vender uma boiada.

Nogueira e a comitiva de Costa Rica - foto: Kauê Prieto

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