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terça-feira, maio 12, 2026

Lula ignora ‘bravatas e ódio’ de Bolsonaro

Deputado Reginaldo Lopes, da liderança do partido na Câmara, disse que o presidente fez novamente uma fala 'golpista', mas que esta 'será a última vez'

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Apesar de o presidente Jair Bolsonaro (PL) ter novamente atacado o PT durante a convenção do PL neste domingo, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) preferiu ignorar o evento e não rebater diretamente o discurso bolsonarista. Houve tuitaço nas redes sociais para desviar o foco da convenção, mas a militância evitou críticas ao rival e buscou somente exaltar Lula.

O jornal O Globo apurou que Lula e o ex-prefeito Fernando Haddad (PT) não iriam se manifestar sobre a fala de Bolsonaro. Lula é adversário do presidente nas eleições deste ano e aparece como favorito nas pesquisas de intenção de voto. Haddad perdeu para o atual mandatário em 2018 e hoje é pré-candidato ao governo de São Paulo.

A presidente do partido, a deputada federal Gleisi Hoffmann (PT-PR), por outro lado, criticou publicamente o discurso. Ela disse que Bolsonaro atacou o Supremo Tribunal Federal (STF) e “ofendeu” a população brasileira e as pessoas surdas. O presidente chamou os ministros do STF de “surdos togados que não ouvem”, durante o evento.

Gleisi também afirmou que os ataques de Bolsonaro são “porque (ele) sabe que não ganha no voto”. No último Datafolha, divulgado em 23 de junho, Lula tinha 47% das intenções de voto no primeiro turno, contra 28% de Bolsonaro.

O líder do PT na Câmara dos Deputados, Reginaldo Lopes (PT-MG), chamou o discurso de Bolsonaro de “golpista”. Ele também criticou a convocação feita pelo presidente para manifestações no 7 de Setembro, dizendo que essa “será a última vez” que ele faz isso:

— Com certeza essa será a última vez que ele convoca a nossa gente, porque no dia 2 de outubro ele não será mais o presidente da República e nós vamos conseguir a verdadeira liberdade.

O ex-governador do Piauí e articulador da campanha de Lula Wellington Dias disse que Bolsonaro cria tensões e que “todos pagam” por isso.

— Após este mandato haverá uma grande ferida a ser sarada até o Brasil ser pacificado, voltar a ter esperança, paz, e governo. Para o Brasil voltar a respirar, ter estabilidade e condições de previsibilidade, para o setor privado e setor público. (Malu Mões/O Globo — São Paulo).

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