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segunda-feira, maio 11, 2026

Lula cita diagnóstico ‘estarrecedor’ de país, descarta revanche e prega ‘democracia para sempre’

Petista foi empossado pelo Congresso neste domingo para seu 3º mandato como presidente da República

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Em seu primeiro discurso após ser empossado, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que democracia venceu as eleições e defendeu o sistema eletrônico de votação. Também citou um diagnóstico “estarrecedor” de país, descartou revanche e pregou “democracia para sempre”.

O pleito foi marcado por ataques do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) contra as urnas.

“Se estamos aqui hoje é gracas à consciência política da sociedade brasileira e à frente democrática que formamos ao longo dessa histórica campanha eleitoral. Foi a democracia a grande vitoriosa nesta eleição”, declarou Lula.

Assim como fez após vencer as eleições, em 30 de outubro, Lula diz que enfrentou na campanha “a maior mobilização de recursos públicos e privados que já se viu”. Também disse que enfrentou “a mais objeta campanha de mentiras e ódio tramada para manipular e constranger o eleitorado brasileiro”.

“Nunca os recursos do estado foram tão desvirtuados em proveito de um projeto autoritário de poder”, declarou.

Lula cita diagnóstico 'estarrecedor' de país, descarta revanche e prega 'democracia para sempre'
O presidente Lula em carro aberto na Esplanada – Carl de Souza/AFP

Sobre os ataques de Bolsonaro às urnas, Lula fez um agradecimento ao que chamou de “atitude corajosa do poder Judiciário, especialmente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral)”.

A primeira fala de Lula como presidente empossado foi marcada por críticas contra Bolsonaro. Devastação, desmonte e destruição foram algumas das palavras usadas por Lula para se referir à gestão anterior.

Lula lembrou seu primeiro discurso de posse, em 2003, quando colocou o combate à fome como uma das prioridades do seu primeiro governo. “Ter de repetir esse compromisso no dia de hoje diante do avanço da miséria e do regresso da fome que havíamos superado é o mais grave sintoma da devastação que se impôs ao pais nos anos recentes”, discursou.

Antes de iniciar seu discurso, no momento da assinatura do termo de posse, Lula quebrou o protocolo e fez uma rápida homenagem à população do Piauí. Disse que assinou o documento com uma caneta que ganhou de um apoiador em um comício em 1989 no estado. Segundo ele, o apoiador disse na ocasião que lhe estava presenteando a caneta para que ele assinasse o termo de posse caso ganhasse aquele pleito.

O Congresso Nacional declarou Lula e Geraldo Alckmin (PSB) formalmente empossados nos cargos de presidente e vice-presidente da República na tarde deste domingo (1º), momentos antes do discurso do petista.

Lula e Alckmin inauguraram o terceiro volume do livro escrito à mão que reúne, desde 1891, os termos de posse presidencial.

É a terceira vez que Lula coloca sua assinatura no livro —as duas anteriores foram em 2003 e 2007, ambas tendo como vice o empresário mineiro José Alencar (1931-2011).

Lula cita diagnóstico 'estarrecedor' de país, descarta revanche e prega 'democracia para sempre'
Fotomontagem com o início e o fim do termo de posse de Luiz Inácio Lula da Silva e seu vice, José Alencar, em 1º de janeiro de 2003; à caneta azul, a assinatura de Lula – Reprodução

O livro que reúne os termos de posse presidencial ficam guardados no arquivo do Senado, em ambiente com controle de temperatura e umidade, mas estão digitalizados e podem ser consultados pela internet.

Antes de assinar o termo, Lula também cumpriu a regra exigida dos presidentes diplomados de firmar o compromisso constitucional de manter, defender e cumprir a Carta, observar as leis, promover o bem geral do povo brasileiro, sustentar a união, a integridade e a independência do Brasil.

Formalmente empossado no cargo, o petista e seu vice seguem para o Palácio do Planalto, onde Lula receberá a faixa presidencial e fará novo discurso, dessa vez no parlatório, direcionado ao público concentrado na Praça dos Três Poderes.

O petista foi eleito para seu terceiro mandato ao receber 50,9% dos votos válidos no segundo turno, contra 49,1% de Jair Bolsonaro (PL). Foi a primeira vez que um presidente perdeu uma disputa pela reeleição no país.

Folha de S. Paulo

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