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Londres pulveriza apoios para tentar se manter no poder

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28/09/2015 – 09h39

Desde que Dourados ficou órfã de João Totó Câmara, até aqui sua mais respeitada liderança política, o deputado da lendária Vila Brasil, Londres Machado, passou a ser a maior referência quando se trata de decidir os rumos da política local. Sem perder os vínculos, e mantendo o domicílio eleitoral no ex-distrito, hoje Fátima do Sul, onde a mulher, Ilda Machado, foi prefeita, Londres nunca deixou de atuar politicamente do lado de cá da barranca do rio Dourado, tanto que tratou de plantar um grande laranjal na terra de seu Marcelino, que vai de propriedades urbanas e rurais, passando por veículos de comunicação, sem contar a companheirada douradense que infiltrou em todos os escalões dos órgãos estaduais, especialmente da Secretaria de Fazenda.

Atuando sempre discretamente nos bastidores, foi nas eleições de 1992 que Londres escancarou seu poderio, ao bancar a candidatura do tertius Humberto Teixeira, depois da pisada nos tomates de Braz Melo, que antevendo ser traído pelo até então fiel escudeiro Valdenir Machado mandou seu secretário de obras Antônio Nogueira para o “sacrifício”. Como não é de colocar a mão em cumbuca, quando a parada se apresenta indigesta, o “Chinês”, como o velho cacique é conhecido, atua por meio de terceiros, como aconteceu quando mandou seu parceiro nos talonários dos famosos cheques da Assembleia Ari Rigo coordenar a campanha de Ari Valdecir Artuzi enquanto posava de companheiro de Murilo Zauith.

Agora, por exemplo, a vereadora Délia Razuk só mantém o projeto de voltar à prefeitura porque Londres Machado garantiu tirar o comando do PR das mãos de seu preposto Vitoriano Carbonera para entregar o partido “de porteira fechada” a Roberto Razuk, lá atrás seu colega de bancada na Assembleia Legislativa. O nome de Adão Parizotto chegou a ser aventado como pré-candidato pelo PDT ou PTB, sendo visto como o preferido do establishment por ser, entre todos os até aqui colocados, o único não contaminado por toda a podridão política que aí está, mas o empresário jogou a toalha há cerca de quinze dias, por não aguentar a “mordeção”, principalmente dos “mui amigos” e companheiros pedetistas. E, cá entre nós, dá para falar nesse tal de establishment sem imaginar o mesmo Londres por trás de tudo?

O faz-de-tudo de Murilo Zauith, Vanderlei Carneiro Flores, não tem autorização do chefe para gargantear como pré-candidato a prefeito. Esta história começou em Campo Grande, numa roda de tereré com empreiteiros especializados em lama asfáltica interessados em “investir” em Dourados. Como esse negócio é o forte de Edson Giroto, antes da escorregada e da queda fatal nesse mesmo lamaçal o nome do PR para disputar a prefeitura de Campo Grande, Londres Machado deve estar arquitetando a candidatura Carneiro como uma espécie de terceira via, até, como forma de tentar herdar o eleitorado do falecido Artuzi. E a coisa não para por aí. Ou alguém tem alguma dúvida de que também é de Londres o dedo que mexeu o doce para que o pra lá de encrencado deputado Zé Teixeira deixasse de sonhar com a prefeitura para apoiar o seu novato colega José Carlos Barbosa?

E a essa altura do texto o leitor deve estar se perguntando: será que o blogueiro abilolou de vez depois do piripaque (desconfio que praga de seu Zé Teixeira, de Delcídio do Amaral, do próprio Londres e de tantos outros que andam derrapando no lamaçal da política) do mês passado? Afinal o que tem a ver a foto de José Jorge Leite Zito Filho, o sempre simpático “seu Madruga”, como é carinhosamente chamado o todo-poderoso secretário de governo da prefeitura de Dourados, num texto cujo tema é o poder de mando de deputado Londres Machado na política douradense? É, devo estar pirando mesmo.

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Zito Leite, o homem de Londres Machado na administração Zauith

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