05/10/2015 – 09h06
“Isso (a prefeitura) não é coisa para se entregar a amigo ou companheiro”. A frase, do professor (da Unigran) Domingos, ou comandante (da aeronave da família Zauith) Renato, o Venturini, um dos pretensos candidatos a prefeito pelo PSB (tem também o deputado Barbosinha e o farmacêutico Racib), pode ser a melhor explicação para outra frase que dá bem a dimensão da “pedreira” que deverá ser a eleição municipal do ano que vem e que norteia a decisão de seu patrão, o prefeito Murilo Zauith, a respeito da própria sucessão – “nesta eleição vou atrás da procissão”. Interessante que é um “abacaxi” mas todo mundo quer uma fatiazinha.
Claro que quando inverte ou subestima sua posição no cortejo sucessório Murilo Zauith não está se recusando a ajudar (que fique bem entendido!) a carregar o andor. Até porque, ao mesmo tempo em que diz que vai atrás da procissão, não esconde sua disposição de apoiar quem tiver o melhor projeto para Dourados. Pelo tanto de companheiros que se arvoram como pré-candidatos, talvez o prefeito esteja vendo como procissão apenas o séquito de candidatos que querem obter dividendos com sua administração. Neste caso, o que tenha melhor projeto como candidato, não apenas à convenção de seu partido, mas, principalmente, que consiga se viabilizar num amplo arco de alianças, para, como ele sempre gostou, fazer uma eleição mais em conta. Ainda mais agora, nesses difíceis tempos pós-mensalão/petrolão e com tanta lama asfáltica para aumentar o risco de derrapagens de potenciais candidaturas.
Além de Domingos Renato Venturini, José Carlos Barbosa e Racib Harb, que já manifestaram interesse em disputar a prefeitura por seu partido, o PSB, Murilo Zauith não teria como não ajudar seu faz-de-tudo Wanderlei Carneiro Flores, pré-candidato do PP, que neste final de semana recebeu o apoio do prefeito de plantão de Campo Grande, o radialista Alcides Bernal. Desde que, evidentemente, o neto de João Carneiro (filho do pioneiro Joaquim Teixeira Alves) explique direitinho esse negócio de “candidato que conhece bem Dourados”. Embora homem de confiança de Zauith, Vanderlei Carneiro só é pré-candidato pelo substancial apoio prometido pela da turma da lama asfáltica, interessada em continuar com os tão rentáveis investimentos dos tapa-buracos, não só em algumas das sempre esburacadas avenidas centrais como os da Perimetral Norte e da Avenida Guaicurus, obras há pouco tempo entregues, mas que já proporcionam grandes retornos, pelo tanto que foram – providencialmente – mal construídas.
Com tanto andor para, pelo menos, relar a mão, resta a Murilo Zauith continuar torcendo para que os companheiros petistas que ajudaram em sua eleição e continuam ajudando na administração compreendam que é hora de enfiar a viola no saco e que entrem, também, atrás dele nesta procissão. Isto, depois da amarelada de Adão Parizotto, o candidato que pretendiam apoiar, por determinação do senador Delcídio do Amaral e de seu derrotado candidato a vice, Londres Machado. Para Zauith, Parizotto seria uma dor de cabeça a mais. Não que ele estivesse na obrigação de apoiar a candidatura pedetista, mas pela provável debandada de sua bancada na Câmara Municipal, por razões óbvias, oferecida num pacote fechado ao empresário por seu chefe de governo, o sempre simpático e pragmático José Jorge Leite Zito Filho.
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