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sábado, junho 27, 2026

Pra não dizer que não falei (da candidatura) de Geraldo Resende

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27/10/2015 – 15h50

Embora não convidado até pensei em dar uma xereteada no convescote promovido pelo PMDB sábado passado no Sindicato Rural de Dourados. Não. Não é nada do que vocês estão pensando! É que estava ansioso pela oportunidade de ficar frente a frente com o presidente da Câmara dos deputados, Eduardo Cunha, ante a possibilidade de mais uma gauchada de Carlos Marun para agradar ao colega douradense Geraldo Resende. Menos mal para o anfitrião, nem o psicopata que insiste em esconder os milhões de dólares roubados da Petrobrás em contas na Suíça, nem o desafeto e insubordinado blogueiro sem um tostão furado no bolso.

Pela forma como a matéria foi colocada nos impressos subordinados (só na segunda-feira, como se os informativos da mídia online não merecessem um releasezinho sequer), desta vez a candidatura do deputado Geraldo Resende à prefeitura de Dourados parece que é sem retorno. O que, pendengas jurídicas decorrentes de tanta insubordinação à parte, é justo, muito justo, justíssimo, como diria o personagem de José Wilker, o ambicioso e invejoso coronel Belarmino, sempre de olho nas terras do vizinho José Inocêncio, de Antônio Fagundes, em Renascer. E, pelo amor de Deus, que não venha outro processo! Não vai aqui nenhuma intenção de querer comparar um personagem ao outro. Até porque, e Geraldo não perderia a oportunidade de relembrar suas origens, para contrapor essa coisa de coronelismo e reafirmar que não há, como andam dizendo, caciquismo no PMDB douradense, ele recorreu ao “pra não dizer que não falei das flores” do xará Vandré, por seu sugestivo e apropriado refrão “quem sabe faz a hora não espera acontecer”.

Agora, à realidade dos fatos. Há quem garanta, no PMDB, que Geraldo Resende, não bastasse outros tantos milhões de motivos, já estaria com o discurso na ponta da língua – o de que Dourados não pode perder sua representatividade no Congresso Nacional – para sair de fininho. Tal qual Marçal Filho, no tumultuado início da era Artuzi, perdendo a tara para esse negócio de ser prefeito. E assim, deixando aos “mui companheiros”, principalmente aos que tramam levar o tertius Sebastião Nogueira à convenção partidária, a hercúlea missão de disputar a prefeitura contra o poderio do governo do Estado, de seu Zé do boi e da administração Murilo Zauith.

Não foi à toa que escolhi, entre as muitas fotos postadas pela sempre competente assessoria de Resende no Facebook, esta em que ele aparece abraçando Renato Câmara e a esposa, filha do megaempresário do ramo imobiliário Cláudio Iguma. Tanta faceirice do ex-prefeito de Ivinhema – num passe de mágica, agora, deputado douradense – pode não ser apenas pelo reencontro com o padrinho André Puccinelli, ou pela honra da companhia de Carlos Marun, o arauto da idoneidade de Eduardo Cunha. Pragmático, Resende pode estar recalculando o peso do palanque peemedebista a ser montado em Dourados, cidade de tantos contornos viários e acessos de pistas duplas à base da lama asfáltica de Edson Giroto, onde os eleitores costumam ser implacáveis com este tipo de malfeito.

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