19/11/2015 – 09h06
Antes que venha um novo processo por calúnia e difamação, e a quem possa estranhar por estar pegando pesado, quem acusa André Puccinelli e sua caterva de quadrilheiros é o Ministério Público Estadual, não o Blog. Como diz meu ex-amigo deputado Geraldo Resende, sou apenas e tão somente um dos poucos insubordinados da imprensa. E quem se dói pelos quadrilheiros ou deles espera apoio para as próximas eleições, se não é quadrilheiro, também, é conivente, por não conseguir viver ou fazer política sem os famigerados retornos, quando não, por estar viciado, simplesmente, no bregueço.
Muito bem. Assim como aconteceu com a Uragano, em Dourados, a operação “Lama Asfáltica” focou suas investigações na mais rentável das fontes de retornos – a pavimentação asfáltica feita nas coxas ou do tipo “casca de ovo”, como as da Perimetral Norte e da Avenida Guaicurus, não por coincidência obras gerenciadas pelo especialista no assunto Edson Giroto, o preposto de André Puccinelli e presidente no MS do PR de Londres Machado. Interessante, aliás, nessa ligação da Uragano com a lama asfáltica, é que podemos estar diante de um daqueles tipos casos de feitiço que pode estar virando contra o feiticeiro, a se considerar, claro, a criatividade de quem bolou o italianíssimo nome da operação que pôs o finado Valdecir Artuzi e sua quadrilha na cadeia.
Mesmo assim, agora, chegada a hora do faz de conta com a justiça, vem o ex-secretário estadual de obras e ex-deputado federal Edson Giroto reclamando que sua prisão é perseguição política. Será que os motivos não são os mesmos que o levaram a abrir mão de uma reeleição mais que segura para a Câmara Federal? Aliás, e a propósito, por que o capo André Puccinelli, também com uma eleição ganha para o Senado, desistiu da disputa? Falta de confiança para entregar o governo à vice Simone Tebet por sete meses certamente não era, pois que foi ela sua ungida para a vaga!
O cinismo, pela falta de desconfiômetro nos Facebooks da vida, vá lá. As mídias sociais estão aí para atender aos mais estapafúrdios e ridículos tipos de demanda, principalmente daqueles com dificuldades para “desencarnar” do poder, como diz Lula da Silva. A certeza da impunidade, sem o foro (antes) privilegiado a que parlamentares têm direito no Supremo Tribunal, pela continuidade das operações nos bastidores políticos. Menos mal que está acabando aquele negócio de curral eleitoral ou voto de cabresto. Pelo menos o eleitor do Mato Grosso do Sul, graças a essas mesmas mídias sociais, vem fazendo certinho a lição de casa, bastando ver os resultados das últimas eleições em Campo Grande e também para o governo do Estado. Que fique o recado também aos membros do “colendo” judiciário estadual.
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